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A Arte do Ser | O luto

Por: Xenna Gheno
25/07/2018 10:36

No luto acontece uma magia que me faz sentir que lá no fundo das infinitas consciências exista algo que possa ser o caminho. É nesse profundo sentimento de dor que inimigos se unem, pois ali, nesse ponto, é que mora o amor. O amor tantas vezes banalizado ainda é a melhor solução e talvez a única opção para a paz. Tão utopicamente desejada por todos, a paz é a ausência de conflitos. Muitos desses conflitos, internos ou externos, são tolos, superficiais e preconceituosos.

E no luto de um ente querido ou de um time de futebol vemos o quanto idiota é essa luta diária por estar certos de tudo, essas lutas de ego para ver quem é mais rico, mais inteligente, o melhor. E imediatamente o luto traz o fim de uma rixa de ódio entre torcidas, entre inimigos, famílias, entre tribos, e por um período estamos envoltos de compaixão e amor, e nesse ponto não tem por que brigarmos, não tem por que ser cada um para si. No luto entendemos que estar em paz é o que mais podemos desejar para nós e para todos, e é amando que encontramos paz. E o amor é amar, e como escrevia João, se não sente amor, não sente a Deus, porque Deus é o amor. E é nessas metáforas que faz sentido o emprego do amor em tudo. E por milênios falamos do amor, que muitas vezes é apenas nesses choques que a vida traz que o percebemos que é importante amar.

Mas esse sentimento harmoniosamente de paz que o mundo provou de forma coletiva no acidente da Chapecoense e que famílias sentem, que quando perdem seus entes dure pouco. Limitados somos e logo já voltamos a programação habitual de sermos idiotas, arrogantes e violentos. Logo voltamos a programação de desconectarmos do amor e ligarmos a coisas superficiais altamente alienantes e sem perceber vamos seguindo a programação sem ver a vida passar, sem entender a lição que a vida traz o tempo todo de que somos húmus vagando na Terra e logos vamos nos decompor. Devolver a Terra esse corpo que nos foi cedido, e visualizando que esse será nosso fim, igual a de todos, deveríamos parar de ser idiotas arrogantes e deveríamos ser humildemente amorosos.


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