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Entrevista | Marcello Petrelli elogia Moisés, investe em Criciúma e enaltece trabalho da imprensa tradicional

Por: Marcos Schettini
29/12/2020 11:39 - Atualizado em 29/12/2020 11:51
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Filipe Scotti/Fiesc

Um dos maiores nomes da comunicação de Santa Catarina, o presidente executivo do Grupo ND, Marcello Corrêa Petrelli, chega ao fim de 2020 fazendo uma avaliação importante do papel do Jornalismo para concretização da democracia e construção da cidadania.

Realizando investimentos importantes no Sul do Estado, o empresário é um entusiasta da regionalização da informação, estilo que aproxima o cidadão do cotidiano, expondo as conquistas, dificuldades e saídas dos catarinenses.

Em entrevista exclusiva ao jornalista Marcos Schettini, Marcello Petrelli também comentou sobre os novos comportamentos do governador Moisés, mais próximo dos Poderes e da imprensa, e falou do encontro que teve com o presidente Jair Bolsonaro. Confira:


Marcos Schettini: O Grupo ND deu um salto significativo ao investir na TV aberta em Criciúma. É o futuro?

Marcello Petrelli: Sim, foi um salto. Não estávamos atuando na região Sul de forma regional, que é o diferencial do nosso Grupo. É uma região rica, importante para Santa Catarina. Não estava tendo a atenção necessária na área de comunicação. Fizemos um investimento de mais de R$ 3 milhões em pessoal, instalações e equipamentos de alta tecnologia para produzir duas horas de jornalismo, algo inédito na região. Desta forma vamos atender localmente Criciúma e cerca de 25 cidades. Para que a região Sul tenha o espaço merecido em nível estadual e possamos dar visibilidade e defender as suas necessidades regionais.


Schettini: Com a chegada das chamadas mídias de streaming, qual a estratégia das TVs abertas para competir?

Petrelli: Nós acreditamos que a comunicação regional é algo relevante. As pessoas querem saber e discutir os problemas de suas comunidades. Sempre haverá espaço para o jornalismo feito com esta perspectiva, de estar presente na comunidade. Por isso achamos que o futuro é promissor. Este é o DNA do grupo ND, de estar presente no cotidiano das cidades, fazendo o melhor em comunicação, mostrando os problemas locais e apontando soluções, dando voz para as comunidades.

Schettini: Para os telespectadores, qual o diferencial da NDTV Criciúma em relação à concorrência?

Petrelli: Contamos com uma equipe qualificada, que conhece a região, comprometida com seus valores e sua cultura. Em Criciúma contratamos cerca de 30 profissionais, todos moradores da região. Também chegamos com qualidade técnica, com sinal digital em HD, em alta definição, que faz a conversão para todas as plataformas – portal online e jornal impresso. Temos na nossa equipe os melhores profissionais, influenciadores que atuam diariamente na mídia.


Schettini: Em termos de programação, quais as novidades que as emissoras do Grupo ND oferecem ao seu público?

Petrelli: O forte da nossa programação é o jornalismo e o entretenimento. A nossa grade é ampla e oferece muitas opções. Temos orgulho de sermos, entre as emissoras que participam da Record TV, o maior produtor de conteúdo do Brasil com 16 horas de conteúdo diário. Esta produção abastece o SC No Ar, logo nas primeiras horas da manhã. Depois, em todas as praças, temos o jornalismo local com o Balanço Geral. Na sequência, a Hora da Venenosa e o Ver Mais, uma espécie de revista eletrônica. Na faixa da tarde levamos ao ar o Cidade Alerta, programa estadual com noticiário policial, fechando a programação regional com o ND Notícias, que se destaca pelos comentários do Paulo Alceu e pela relevância das reportagens estaduais. Além da nossa programação temos ainda as novelas e a linha de shows da Record TV, no horário noturno.


Schettini: Qual a sua expectativa em relação à região Sul. Acha que o investimento terá retorno? O que espera deste mercado?

Petrelli: Nossa expectativa é muito positiva, porque conversamos com dezenas de empresários da região antes do lançamento. Fiz questão de visitar cada um deles e apresentar nosso grupo de comunicação. Nossa gestão é muito alinhada com a visão empresarial dos empreendedores que transformaram seus negócios em grandes marcas nacionais e até internacionais. Criciúma é um celeiro de grandes empresas. O Grupo ND também começou assim, uma empresa familiar, fundada pelo meu pai, Mário José Gonzaga Petrelli, que ao longo dos anos se transformou no maior grupo de comunicação da região Sul. Temos confiança que o mercado, agências e clientes, saberão reconhecer o nosso trabalho. Sempre digo que sempre entregamos mais do que os clientes compram. Não vendemos apenas espaço publicitário na nossa grade, mas prestamos serviço por meio do jornalismo sério e profissional.


Schettini: Qual é o futuro das TVs comunitárias?

Petrelli: Existe espaço, mas terão mais dificuldades por conta da abrangência muito restrita.


Schettini: A programação de final de semana, atrelada às grades nacionais, tende a afrouxar em nome da regionalização?

Petrelli: Sim, está é uma tendência, mas não deve ser significativo o espaço porque nos finais de semana o interesse de consumo em programação se dá para entretenimento nacional.


Schettini: A guerra vivida pelo jornalismo contra as fake news tende a piorar. Como vencer isso com respostas rápidas?

Petrelli: Acho que esta guerra já está em outro patamar. Com a pandemia as pessoas já perceberam para que serve a rede social e qual é o seu papel. A confiança e a verdade estão presentes nos veículos tradicionais, na imprensa profissional. Esta guerra persiste, mas estamos vencendo.


Schettini: O assalto em Criciúma descobriu as fragilidades da segurança pública?

Petrelli: Entendo que foi um assalto extremamente profissional. Mostrou que são bandidos altamente organizados, em nível nacional. Os órgãos de segurança, que em Santa Catarina, fazem um trabalho exemplar, foram surpreendidos por esta quadrilha que age em outros Estados. Mas temos de confiar no trabalho dos nossos policiais, porque são competentes e servem de exemplo para outros Estados. A nossa polícia é referência e somos, felizmente, um Estado com índices baixos de criminalidade.


Schettini: Onde o jornalismo passa a ser um instrumento de proteção ao cidadão?

Petrelli: Quando ele é livre, atuante e presente. Quando nossos profissionais agem com responsabilidade em levar a informação equilibrada, propositiva, com relacionamento e presença na sociedade. Quando colocamos luz em questões relevantes e abrimos espaço para mostrar e debater os temas. Sempre com o propósito de ajudar a sociedade a buscar soluções, melhorando a vida das pessoas.

Schettini: O que o cidadão quer da imprensa? O jornalismo já não se expõe em demasia?

Petrelli: Penso que a população quer um jornalismo que tenha boa vontade, que tenha leveza e otimismo, que busque solução e não só aponte problemas. Que saiba criticar sem ofender e elogiar sem bajular, como ensinou meu pai Mário José Gonzaga Petrelli.


Schettini: O senhor liderou um encontro dos veículos de comunicação com o presidente Jair Bolsonaro. O que resultou desta reunião?

Petrelli: Fomos levar ao presidente Bolsonaro, líder do Poder Executivo, o conceito da importância da mídia regional, que é responsável e participa do dia-a-dia da comunidade. Mostrar que as emissoras de rádio, televisão e os comunicadores, são fundamentais para levar as informações relevantes de Brasília. Para que a população se informe sobre as ações de governo e das políticas públicas. Sempre com o objetivo de prestar serviço. Vamos levar também esta mensagem aos dirigentes de outros poderes, do Judiciário e do Legislativo em nível nacional. Mas durante a pandemia isto não foi possível. O resultado do encontro com o presidente Bolsonaro, quando estávamos à frente da Acaert (Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão) foi a construção de uma agência de notícias independente, com base em Brasília, para cobrir e repercutir as pautas de interesse dos catarinenses.

Schettini: O governador Carlos Moisés que voltou agora é diferente em quais atitudes daquele que foi afastado?

Petrelli: Hoje o governador Moisés, além de ser um gestor e ter uma equipe técnica, também é um governador político. Construiu um relacionamento com a Assembleia Legislativa, com os poderes e a imprensa. O governador está governando e se relacionando com a sociedade, com confiança e envolvimento. E utilizando positivamente a imprensa para divulgar seu trabalho, o que não ocorria antes. Acredito que o governador Moisés conseguirá, com este novo posicionamento, estar mais próximo do cidadão.

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