Little Jorge faz o jogo que todos os outros fariam
Little Jorge já tem a formação do seu pelotão majoritário. Fora deste, Esperidião Amin e Carlinhos Chiodini. Quando o ibicareense balançou a ambição de Adrianinho da Catarinense — aquele exemplo mundial de palavra — ao aceitar ser seu vice, jogou na palma do PSD. O inquilino da Casa d’Agronômica sabia há tempos, desde novembro de 2024, que o nortista da Terra da Princesa, piscando financeira e positivamente na composição, iria balançar. Não é uma fragilidade de personalidade do prefeito de Joinville, mas amor ao poder. Quem não tem, está na suplência. O cenário eleitoral que a maior cidade de SC tem em votos — saindo desta com 280 mil de sufrágio — e a geografia na edificação da chapa são plenos. Se o pai de Bruno Mello deixasse esta metralhadora sair do seu controle, seria um equus asinus. Com potencial de aprovação acima de 80%, o titular de Chuville jogaria no limbo sua maior, mais rápida e possível oportunidade de recolocar sua cidade para mandar em SC em 2030. Outro, na mesma posição que a sua, recebendo uma oportunidade com chances reais de ser, ali na frente, governador, faria o mesmo. Não é apenas uma leitura de que ele seja oportunista, sem caráter ou palavra; neste meio político, com todo tipo de movimentos "ultras", a dinâmica é outra. É como aquele convidado para assumir um projeto estadual ao governo: sai do ambiente muito feliz e contando ao mundo; vai dormir como candidato e acorda como porteiro. Na política é assim. Quem não abraça uma chance de mandar muito e quer poder, sujeita-se a isso. Esta é a parte da lição mais fraquinha.
CAMINHO
O melhor rumo eleitoral no raciocínio do MDB é a candidatura própria. Juntando-se com o PSD, atrapalharia o projeto do prefeito de Chapecó, que levaria a pecha de esquerda.

ALTERAÇÃO
Adrianinho da Catarinense olhou o atalho e, embora a porta do PSD de lhe oferecer a cabeça de chapa com Caboclo de Nonoai de vice, viu o peso da máquina e as voltas do circuito. Pódio mais rápido.
POIS
Caboclo de Nonoai sabe que precisa de uma Joinville. Com ao menos 200 mil votos no carinho do PSD para, com um nome forte de vice, chegar ao 2º turno. A guinada de Adrianinho da Catarinense foi punhalada.
PUNHALADA
O prefeito de Joinville nunca afirmou, em público, sua promessa de misturar o sangue com o PSD. Está pensando em seu umbigo e a pinguela que corta o traçado para sua chegada à Casa d’Agronômica.
RUMOS
A saída do joinvilense do trem eleitoral oestino gera um novo processo de readaptação política. Esperidião Amin vai buscar luz em Caboclo de Nonoai sem dois deputados do Progressistas.
DESFALQUE
Zé Milton Scheffer e Pepê Collaço, dois deputados estaduais Progressistas, vão meia boca com a sigla no 1º turno. O 1º está olhando sua chegada em Brasília, o 2º, à própria reeleição.
JOGO
Os dois deputados do Progressistas olham suas sobrevivências políticas. Elegendo-se para o Congresso e o retorno à Assembleia, vão se mexer apenas no 2º turno. Vão salvar a própria pele.
TESE
Com aquela frase do “farinha pouca, meu pirão primeiro”, muito usada em eleições divididas como a 2026, não é só no Progressistas, no MDB em igual. Saiu a sigla do governo do PL, ficam as razões.
RAZÃO
Little Jorge, quando deputado estadual, foi relator do pedido de impeachment do governador Paulo Afonso e, na hora da votação da cassação, ele mesmo foi contra. Neste gesto, salvou a si e o marido de Elianne Evangelista Vieira.
PULSO
Muito antes da fidelidade partidária, a própria. Esta história de um partido decidir o destino de todos, só em Jorge Bornhausen. Presidente nacional do PFL, liderou em 100%, a saída do partido do governo Paulo Afonso.
LATICÍNIO
Os ulyssistas e arenistas abrigados na tenda de Little Jorge, ficam por lá até beber a gota final deste milk power. O pai de Filipe Mello tem muito a dar. Arrotam com uns tapinhas mas, depois, riem de satisfação.
ALTURA
Carlinhos Chiodini é um daqueles que, acompanhado da sua 1º dama, vai cantar os parabéns para o sexagenário Devil Blond. Ele e outros 99 casais, nata gold, querem ver o Joga Bem Sempre, rir.
RIR
É aceitar o pedido superior de Baptist Brothers, aqueles que Caboclo de Nonoai havia chamado de tudo, inclusive. O aniversariante já tem abertura do comando nacional ulyssista para cerrar fileiras.

SOCORRO
Nos estaduais, Carlos Humberto, Vicente Caropreso, Fabiano da Luz, Luciane Carminatti, Marcos Vieira, Mauro de Nadal, Julio Garcia, Paulinha, Rodrigo Minotto e Altair Silva, 6 voltas neste Vale de Lágrimas.

LONGE
Jessé Lopes e Ana Campagnolo, somados, rodaram zero. Enquanto os demais correm para buscar votos, os votos são os que correm ao encontro deles. Jogam nas redes sociais. Não estão preocupados em dar satisfação.

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