O PSD pelo que ele é
As principais prefeituras do partido de Gilberto Kassab, como a fúria de obras em Chapecó a serem demonstradas para o Brasil, as conquistas de Criciúma em eleição cheia de traições de quadros, lembra-se Ricardo Guidi, trocando a própria história e se somando aos movimentos da máquina estadual para sucumbir à vitória do trio Julio Garcia, Clésio Salvaro e Vagner Espíndola, são uma parte das modificações estranhas na comunicação. O mesmo se dá em Camboriú e Balneário Camboriú, com pai e filha vencendo um pleito de um processo eleitoral que tinha tudo para dar errado, mas venceu-se pela garra particular da sincronia entre as duas disputas que enfrentaram o caos para saírem vitoriosos dentro daquele ringue. Igualmente, a comunicação joga para baixo a força histórica de Leonel Pavan e da corajosa Juliana. São sufocados por uma lógica comunicativa que, em tempos eleitorais, fortaleceria as ambições do PSD na guerra de Outubro. Orvino Coelho de Ávila enfrentou uma disputa política local justamente pela reconhecida forma de conversar, explorando sua simplicidade e grandeza de humildade. Personalidade que a eficiência comunicativa mostrou ao eleitor e garantiu a reeleição que, agora, tirou o prefeito de vista. A competência de Bruno Oliveira na Secom de Little Jorge, fazendo petróleo com as pedras do estado, é tudo em tempos de eleição. As prefeituras pessedistas que deveriam fazer uma mitocôndria ganhar as manchetes, sumiram. Ou as assessorias estão jogando para perder ou a serviço do PL.
SAÍDAS
Se as desincompatibilizações do governo para disputar as eleições começam a ganhar volume, Little Jorge quer também vencer nas proporcionais. Organizado, o PL tem muito recurso para oferecer aos candidatos.
TROCAS
A chamada janela, aquela que dá direito aos parlamentares de trocarem de partido sem perder o mandato, se prepara para receber e perder quadros importantes.
ELES
Nilson Berlanda e Carlos Humberto, ambos do PL, saem em direção ao PSD. Os dois deputados estaduais estão asfixiados e, sem espaço, vão em direção ao partido de Eron Giordani, que dá campo para reeleição.

NÃO
Carlos Humberto ficaria no PL se Little Jorge lhe desse o controle do PL em Balneário Camboriú. O partido está sob controle do grupo de Fabricio Oliveira, que também vai a estadual.
SIM
Fabrício Oliveira perdeu as eleições municipais porque não quis que Carlos Humberto fosse o nome a prefeito. Em guerra eleitoral desde 2024, agora saberão quem é que tem mais votos em BC.
MÁQUINA
Juliana e Leonel Pavan têm obrigação eleitoral com Carlos Humberto. O deputado fez jogo pesado para derrotar Fabrício Oliveira e garantiu. Prefeitos de Camboriú e BC, pai e filha, já estão em campanha.
TROPEÇO
Fabrício Oliveira fez tudo errado. Escolheu um patético candidato e destruiu seu grupo vencedor para uma ilusão política. Secretário no governo de Little Jorge, sumiu total. Não tem estrelato nenhum.
REELEIÇÃO
Juliana Pavan perdeu muito de sua ousadia de comunicação. Com uma máquina do tamanho de BC, a projeção de seu nome é de ganhar o Brasil, mas despencou foi em SC. É uma liderança feminina importante para o futuro.
OUSADIA
Ela mesma, Juliana Pavan sempre foi mercadoria de si. Bem antes da vitória eleitoral, sua imagem ganhou dimensão pelas próprias iniciativas. A máquina da comunicação, que deveria ampliar, apagou sua significativa altura.
DESPERDÍCIO
Se Fabrício Oliveira domina espaços em Balneário Camboriú é muito mais pela falta de sensibilidade de comunicação da prefeitura que a nobreza de Juliana Pavan. Ela encanta, o setor apaga.

SUMIU
Vagner Espíndola é como um agente secreto. Entra e sai sem ninguém ver. Índole das melhores, o prefeito de Criciúma, após a troca na Comunicação, retrocedeu. Em tempos de busca eleitoral do PSD, assim como BC, empacou.

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