Carlinhos Chiodini e seus iguais precisam ir certo
Devido ao tempo a que se sujeitou. Sabedor que seria enganado, enganou-se. Não que Little Jorge estivesse errado, o MDB não compreendeu. A sigla acreditou que a história descrita, carimbaria seu passaporte. O inquilino da Casa d’Agronômica sabe o que está fazendo. Tem estrutura e leitura do meio. Quando decidiu por enviar seus aliados para fora da coligação, viaja pelo GPS governamental e, por isso, imagina ir sem erro até as urnas de Outubro. Se os ulyssistas estão fora, têm consciência das decisões feitas. À militância, segurar o choro. Tinha tudo traçado para os objetivos aos quais manteve fé e caiu no degrau do casamento. Embora todo este embaraço, dentro com a manutenção da Infraestrutura e da Fesporte, e fora do governo pela demonstração de respeito por si, os eleagassistas estão na tríplice fronteira. Voltar de onde não saíram, abraçar Caboclo de Nonoai mesmo com o cheiro de Partido dos Trabalhadores ou, por isso mesmo, ir com Devil Blond pelas circunstâncias conhecidas. Este último, com a já demonstrada chegada ao 2º turno em 2022. O presidente do Manda Brasa catarinense sabe que o seu destino deve ser preciso e sem erro. Precisa estar buscando a estrada eleitoral que identifique sua gente e, por isso, nas marcas dos calos destes 60 anos de enxada sob sol forte, chuva torrencial e chicotadas. Pelas marcas das surras que levou no pelourinho eleitoral, sua identidade morreu quando temeu bater de frente com seu chicoteador. Beijou a língua da serpente que combateu nos anos 70 e, sem dar nenhuma explicação aos seus melhores, aqueles torturados de ontem, cassados e ignorados pela Constituição, a mesma que foi levantada no dia da sua promulgação. “Temos ódio à ditadura. Ódio e nojo. Amaldiçoamos a tirania onde quer que desgrace homens e nações, principalmente na América Latina. Traidor da Constituição é traidor da Pátria. Conhecemos o caminho maldito. Rasgar a Constituição, trancar as portas do Parlamento, garrotear a liberdade, mandar os patriotas para a cadeia, o exílio e o cemitério. Há, portanto, representativo e oxigenado sopro de gente, de rua, de praça, de favela, de fábrica, de trabalhadores, de cozinheiras, de menores carentes, de índios, de posseiros, de empresários, de estudantes, de aposentados, de servidores civis e militares, atestando a contemporaneidade e autenticidade social do texto que ora passa a vigorar. A Nação nos mandou executar um serviço. Nós o fizemos com amor, aplicação e sem medo. A Constituição certamente não é perfeita. Ela própria o confessa ao admitir a reforma. Quanto a ela, discordar, sim. Divergir, sim. Descumprir, jamais. Afrontá-la, nunca. Traidor da Constituição é traidor da Pátria”. Se Ulysses Guimarães compreendeu o que viu e viveu, dor, assassinato, exílio ou repressão de toda ordem, a presença desta trajetória de lutas por intermédio do tempo, não deixaria andar lado a lado com seus algozes. Ou é Movimento Democrático Brasileiro ou vassalo dos seus carrascos.
MERECIDO
A indicação de Djalma Berger para a diretoria administrativa de Itaipu tem sentido. Quando prefeito de São José, trouxe Lurian da Silva, filha de Lula da Silva, para seu governo. Tudo em casa.
DIAPASÃO
A família Berger sempre foi ali e lá. Ora de direita, ora de esquerda, conforme a necessidade. É uma espécie de Little Jorge e Diabo Loiro. Se Djalma deu abrigo comissionado a Lurian da Silva, Dário Berger cassou Dilma Rousseff.

CONVERSÃO
Little Jorge sempre teve cargo federal no PT e mandou muito no Dnit com Vissilar Pretto e Ronaldo Carioni. Dois trapalhões na superintendência. Do mesmo modo, Diabo Loiro foi de Jair Bolsonaro em 2019 e hoje é Lula da Silva.

SOCORRO
A direita se orgulha de defender a Família, Deus de AR-15 e Liberdade. Nunca foram patriotas, muito menos de amor aos filhos e a chamada esposa. Dos vivos nesta Terra, só JC nunca traiu.
REGRA
Na vida política, tudo, inclusive. Um Aldo Rebelo, então do PCdoB, ex-ministro do governo do PT e ex-presidente da Câmara, agora é bolsonarista. Ser ou não ser, eis a questão, diria Hamlet, de Shakespeare.
PATETISMO
Uma consagrada parte do eleitor, idiota de declarado, vota na extrema direita mesmo que destrua a Saúde, Educação ou seus direitos trabalhistas. Seria como vê-los matando seus filhos e ir beijar a arma.
INTELIGENTE
Um eleitor de direita ganha luz intelectual quando sai desta treva opressora e vai para a esquerda. Sai do individual dos meios de produção para o coletivo disto. Portanto, ganhou cérebro.
BURRISMO
Um Aldo Rebelo, por exemplo, saiu do Jardim do Éden para a boca do urubu. Conviva com João Amazonas, viu de perto a tortura e assassinato de vários de seus iguais na ditadura e ri. Idiotizou-se.
TROCAS
Os quadros partidários se preparam para entrar e sair das siglas. Asfixiados ou sem votos suficientes, procuram a ida certa. Perder uma eleição, despenca tudo, inclusive. Porta certa é garantia.

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