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Carlinhos Chiodini vice-governador; Cobalchinis organizando-se; Brigadeiro atrapalha a direita; Moedor de carne do PL; MPSC e esquema fúnebre

Por: Marcos Schettini
27/04/2026 11:28 - Atualizado em 27/04/2026 12:10
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Minervino Júnior/CB/D.A Press

O casamento nefasto de empresas fúnebres e central de óbitos

Vanessa Cavallazzi, chefe do Ministério Público de Santa Catarina, a poderosa mão feminina de combate à corrupção, ao feminicídio e mecanismos sujos não percebidos pela Lei, não passam impunes à vista. Morrer na Grande Florianópolis significa lágrimas de perdas e um baú de dinheiro. Se não tem grinaldas neste matrimônio de interesses pré-estabelecidos, às escondidas de quem se foi, tem muito dinheiro, muitas flores, coroas e urnas, não as eletrônicas e auditadas. O Vaticano, não da Praça São Pedro, quando a família perde, ganha sempre. Quando o fim de alguém chega, sem condições de raciocinar, emotivamente arrasados pela perda, após fazerem a dolorosa burocracia, sem concorrentes, vão ao escritório da empresa funerária que está a poucos metros. Direcionamento que, se não é percebido pela Promotoria da Coletividade, é preciso filmar o modus operandi para mostrar a felicidade de quem ganha e os soluços de quem perde. Como beneficiados se aproveitam da dor de quem perdeu pessoas, elas pagam preços abusivos porque não há nenhum controle. Um familiar faz a documentação e, sem opções, é legalmente direcionada à empresa mais próxima. Cega, movida por uma profunda tristeza, sentida apenas por quem vive a falta eterna, dá encaminhamento aos atos sem compreender como foi inocentemente levado a um determinado escritório de empresa funerária, vizinho à central de óbitos, para realização dos procedimentos de seu amado familiar, em custas absurdas. Serviço, necessariamente humano e respeitoso, sai do ambiente de solidariedade para o macabro lucro fúnebre. Vulneráveis dolorosamente sendo enganados pela facilidade de prestação de um serviço que, em tese, deveria ser público e controlado pelo MPSC. Escritório ao lado de central de óbitos, é doce-de-leite para as beneficiadas, fel para as famílias. Neste nefasto jogo fúnebre, o jogo desleal da inocente dor com o goleador do lucro fácil.



FECHADA

Se Diabo Loiro e Little Jorge já têm seu time montado, falta Caboclo de Nonoai apresentar a sua. Conta apenas com Esperidião Amin, avulso ao Senado. Faltando-lhe o vice, se não for Carlinhos, não há outro.


ELE

Pelo fato de ser presidente do MDB, Carlinhos Chiodini passa a ser peça fundamental na chapa justamente para tirar o discurso ulyssista de racha. Na figura dele, ao menos união disfarçada.


ZERO

Sai Carlinhos Chiodini e a ala anti-Little Jorge, ficam os aliados deste. Jerry Comper, Fernando Krelling, dois estaduais, declaram voto na Casa d’Agronômica. Com eles, todos os seus liderados.


POSIÇÃO

Valdir Cobalchini está olhando seu chão eleitoral. Se não fizer assim, corre os riscos que avalia. É deputado federal importante para o processo político. Se não pensar sua reeleição, ninguém fará.



FATO

João Cobalchini vive seu melhor momento. Foi reeleito presidente da Câmara de Florianópolis porque aprendeu a fazer política. E vai fazer 2026 acontecer na Alesc. Vai ser deputado estadual.


CHAPÃO

Com MDB, União Brasil e Progressistas, Caboclo de Nonoai tem chances reais de pisar no 2º turno e virar a eleição. Se empolgação e descrença, vivida no turno inicial, quintuplica na conclusão.


PERIGO

Marcelo Brigadeiro, espinho nos pés de Little Jorge e Caboclo de Nonoai, tira-lhes voto. Diabo Loiro, agora na esquerda, não perde nenhum. Os sufrágios no campo progressista, não se dissolvem.


NUMERAIS

Os partidos do campo progressistas, sem aquela doença infantil do esquerdismo, podem ir para o 2º turno. Inferno em que Little Jorge vai pescar em Mato Grosso e voltar só no dia da votação.


MILAGRE

Com Diabo Loiro no 2º turno, as conversas com lideranças do MDB, avançam à metade. Progressistas e União Brasil, fora. Mesmo com toda a habilidade, não convence o PSD.


TAMBÉM

Com Caboclo de Nonoai no 2º turno, uma mínima parte de lideranças do PT, estrategicamente sem declarar voto, somam. Se a relação com Diabo Loiro colou com superbonder, do Paraguai, já melhorou muito.


REAL

Caboclo de Nonoai tem infinitamente mais chance de derrotar Little Jorge no 2º turno que Diabo Loiro. O eleitor catarinense é analfabeto e não compreende seu chão de classe.



ESQUEÇA

Little Jorge nem ligou a máquina de moer carne adversária. Quando ocorrer, todos saberão. Vai insistir no MDB e Progressistas. Tem TCE, Mesa da Alesc, secretarias e lindos contêiners cheios de lobos-guarás.



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