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Entrevista | Filiado ao PL, Ivan Naatz diz que deputados organizam bloco de oposição ao governador Moisés

Por: Marcos Schettini
12/02/2020 18:52
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Rodolfo Espínola/Alesc

Eleito pelo Partido Verde com 14.685 votos em 2018, o advogado Ivan Naatz garantiu no Tribunal Regional Eleitoral a autorização para deixar o PV e construir uma nova rota política. Observando o potencial do senador Jorginho Mello, filiou-se ao PL e está focado no crescimento do partido.

Em entrevista exclusiva ao jornalista Marcos Schettini, disse que Carlos Moisés virou as costas para Jair Bolsonaro e que partidos e deputados se organizam para anunciar um bloco de oposição ao governador. Agora, como líder da bancada do PL, composta por quatro deputados, afirmou que a sigla trabalha para despontar em 2020, de olho na candidatura de Jorginho Mello para governador em 2022. Confira:

Marcos Schettini: Por que decidiu pelo PL?

Ivan Naatz: Por inúmeros fatores. O mais importante deles se destaca na proposta liberal inserido no programa partidário. No fato de ser o partido que mais cresce no Estado, por estar alinhado com o Governo Bolsonaro e, por fim, pelo fato ser o único partido que já tem seu pré-candidato a governador definido, que é o melhor senador do Brasil, Jorginho Mello.

Schettini: Qual a diferença que o senhor viu do PL para os demais?

Naatz: A forma como o senador Jorginho Mello promove o crescimento do partido no Estado, dando oportunidade a todos de crescerem juntos, além de ter objetivos bem definidos e uma forma prática de gestão.

Schettini: O senhor é candidato a prefeito de Blumenau?

Naatz: Quem nasce em Blumenau, ama sua cidade e tem convivência com a política não gostaria de governar sua cidade? Ainda é cedo para uma decisão.

Schettini: Quais os partidos que o senador Jorginho Mello vai costurar para sua candidatura em Blumenau?

Naatz: Há uma conversa pronta com o grupo do novo Aliança, mas isso será construído com a aproximação das eleições. A política é muita dinâmica e é a arte do diálogo e da conversa. Tudo é uma questão de tempo.

Schettini: O senhor gritou em plenário chamando o governador Carlos Moisés de traidor. Por quê?

Naatz: Eu não fiz isso, mas o governador Carlos Moisés é sim um traidor do nosso presidente da República. Se elegeu usando o nome de Bolsonaro e virou-lhe as costas na primeira oportunidade, juntando-se a tudo aquilo que o presidente luta para derrubar.

Schettini: Quando Julio Garcia sepultou a cassação do governador, foi uma atitude sensata baseada em leitura jurídica da Casa?

Naatz: O presidente Julio Garcia é o deputado mais inteligente, experiente e capacitado da Alesc. Se ele fez é porque deveria ter sido feito.

Schettini: O senhor diz que é oposição a Moisés. Quem são os demais deputados com quem tem construído o bloco?

Naatz: Estamos construindo um bloco crítico ao governo de Carlos Moisés, votando o que for bom para o Estado e alertando Santa Catarina dos equívocos e omissões do governo. Vamos anunciar os partidos e os deputados que pensam do mesmo modo nos próximos dias, embora alguns já tenham tornado público a sua insatisfação com o governo.

Schettini: O PSD deverá ir de Napoleão, o MDB de Antídio Lunelli e o PSDB com Gelson Merisio em 2022. O PL vai com Esperidião?

Naatz: O PL vai mostrar que o melhor nome e o mais capacitado para governar Santa Catarina é o senador Jorginho Mello.

Schettini: Como será o desempenho do PL em 2020 para pensar 2022?

Naatz: Eu vou trabalhar, junto com os novos companheiros e lideranças de sigla, para que o PL seja o partido com o maior crescimento político de 2020 em Santa Catarina.

Schettini: Professores, policiais civis e militares podem entrar em greve a partir de março?

Naatz: Quem não luta por seus direitos sequer os merece. Além disso, faz parte da democracia a livre manifestação e mobilização, desde que de forma organizada e dentro dos limites da lei, sem prejuízo da sociedade.

Schettini: Como o senhor se define ideologicamente?

Naatz: Sou um ideológico prático. Sou a favor do estado mínimo de poucas ideologias.


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