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Dia D no TJ; A força da toga; Magistrados limpos; A lei da inquisição; Pela ressurreição de Cancellier; Dura Lex

Por: LÊ NOTÍCIAS
14/10/2020 09:12
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Arquivo/Lê Notícias

Complexo necessário

A lei é para todos. Esta premissa é sã. Como se sabe, ninguém está condenado até que finda o contraditório. O cenário vivido em SC, claro nisso, põe o governador e sua vice na Sala do Parlamento onde, justamente ali, promulgou-se o que agora segue-se neste rito. Portanto, no tempo impresso na Carta. Nela, todos seguem a voz que ela diz. Não há antecipações ou acelerações, mas na sua graça e luz. Ali, sabe-se, tudo o que é permitido, não se discute no vigor de seus artigos. Um rito que segue dentro de suas exigências, na força de suas palavras, no rigor intransigente. A perseguição, aquela dita pelos porta-vozes do contrário disso, são fantasmas como os respiradores que, inúteis e caros, iguais ao aumento arbitrário do salário dos membros da PGE, convertem-se nos carrascos in voga. Complicado, mas compreensivo. É o machado da lei no pescoço, na carne fraca daqueles que tiveram tudo e, sem entender, cuspiram em quem, hoje, lhes sentenciam. Dura lex, sed lex.


EXPECTATIVA

Atenções voltadas ao TJ. O decano e relator Pedro Manoel Abreu vai colocar em votação no grupo das Câmaras de Direito Público, com 20 membros, a decidir sobre o aumento dado aos membros da PGE que motivou o pedido de cassação do governador Carlos Moisés e Daniela Reinehr.


VALORES

O decano é visto como um quadro de singularidade e apreço às leis no rigor que marca sua trajetória de magistrado. Portanto, dentro desta observação de respeitabilidade com o que diz a lei, deverá se inclinar à Constituição e no fervor da toga.


TRANSPARÊNCIA

Cândido, conforme seu desfecho, pode definir o fim ou não do atual governo e orientar os 10 votos do Tribunal Especial de Julgamento no dia 23 de outubro. Isso quer dizer que, insensível às piscadelas do governo, segue. À luz da lei, ilumina-se e decide nesta altura que demonstra.


ASSÉDIO

Saiu da sala de trabalho do governador, no transporte verbal de Paulo Eli, piscar pela redenção de Moisés dentro das facilidades que o Poder exala. Expondo o cônjuge do decano neste corredor polonês, fazê-lo passar pelo que sua história sempre negou. Quem é do raciocínio, sabe.


MAIS

O MPF é uma instância respeitável, mas não é Deus. Instiga à condenação pública porque se nutre disso. Quanto mais leva fracos argumentos à lâmina da língua condenatória, mais infla-se. Foi assim em todos os festivais que assinou a degola por antecipação.


VERDADES

O Judiciário é o lugar sagrado da Constituição e reina nesta corte. O MPF invade, assume-se como júri em sala vazia e lá mesmo lê, interroga e sentencia à moda João Batista. Quando não decapita, aplaude silenciosamente suicídios na injúria sobre Luiz Carlos Cancellier.


INJÚRIA

Foi nesta estrada macabra que o MPF trilhou ao induzir a prisão do professor Luiz Carlos Cancellier que, sem culpa, executou-se envergonhado das mentiras impostas sobre sua inocência. E, pior que isso, não se desculparam diante da família ou sociedade.


VELOZES

Para dar aceleração total à Operação Alcatraz, a juíza Janaína vai levar a pole position de recorde em uma ação que, paralela ao impeachment do patético governador, quer o resultado para ontem. Vale um filme amador para registrar o feito.


FURIOSOS

Não é porque é juíza que a magistrada pode agir conforme sua tensão. A Constituição é maior que ela mesmo que de salto 15. O tempo de acusação e defesa é um direito cidadão e deve ser respeitado. O Judiciário pode até estar perto, mas não acima de Deus.


RESPEITO

O Judiciário é a Constituição. Guia-se e rege-se nesta lâmpada que, na mais alta montanha, a todos do seu clarão. Mas quando de modo afoito e mergulhado na raiva, amputa-se. A Justiça é completa em sua formosura e alcance. Isso, por si, dá sua verdade em seu tempo.


BANDEIRA

A Constituição não pode ser estampa do juízo fácil. Feita por homens eleitos na escolha democrática de um povo, está no alto do mastro tremulando sobre sua gente que, abaixo, aplaude e não dá às costas. Brincar de Deus e afirmar seu professor, é ditadura.


FIRMEZA

Afogar a Constituição com injúrias pré-estabelecidas, é o retorno à inquisição. Aquela igreja malfeitora, com luvas sobre suas mãos diabólicas, levou muitos à morte em nome do Altíssimo nestes ofícios macabros. Hoje não é tão fácil assim. A lei ruge na verdade, não na perseguição.



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