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Cifra Econômica | Sonegação de impostos, reforma trabalhista e vale-tudo

Por: Daniel Ribeiro
12/05/2017 14:46 - Atualizado em 31/07/2020 11:40
Sonegação de imposto

Ainda estamos no mês maio, mas esse é um problema que já custou, ao país, mais de R$ 200 bilhões. A sonegação de impostos, que é o ato de deixar de declarar ou mentir para autoridades fiscais com o objetivo de não pagar ou pagar menos tributos, ainda é um dos grandes males do país – maior até que a corrupção – e que poderia, por outro lado, fazer com que o Brasil realizasse um maior número de investimentos em diversas áreas.

Chama também a atenção um levantamento do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda (Sinprofaz) apontando que, em 2016, tal prática levou a um rombo estimado de R$ 571,5 bi, o que representou uma elevação de 7,6% para 9,1% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

O sindicato ainda afirma que, se não houvesse evasão, o peso da carga tributária poderia ser reduzido em quase 30% e ainda manter o mesmo nível de arrecadação. “Esses R$ 571,5 bilhões estimados de sonegação tributária são praticamente equivalentes a 90% de tudo que foi arrecadado pelos estados e municípios juntos, estimados em R$ 638 bilhões para o exercício de 2016”, informou a entidade.

Reforma trabalhista

Apesar dos elogios e do apoio declarado à reforma trabalhista, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Martins Filho, reconhece que há pontos "a aperfeiçoar" no projeto que começa a tramitar no Senado. Um dos itens a melhorar, sugere, é a possibilidade de terceirização irrestrita.

Ives Gandra também comentou a polêmica regra que permite flexibilizar o intervalo para o almoço de uma hora para 30 minutos. "Não está se reduzindo obrigatoriamente o tempo de refeição. Estamos dizendo que o trabalhador, empregador e sindicato se quiserem podem reduzir", disse. "No TST, temos muitos processos que mostram que o trabalhador quer chegar mais cedo em casa e empresa quer fechar mais cedo. Por que nós vamos obrigá-los a ficar uma hora?", questionou Ives Gandra.

Vale-tudo

O presidente Michel Temer se prepara para a principal batalha na reforma da Previdência: a aprovação da proposta no plenário da Câmara dos Deputados, com o apoio de pelo menos 308 deputados.

O governo ainda não tem esses votos, mas já traçou os movimentos que fará daqui para a frente para conquistar a vantagem necessária. Para isso, o Palácio do Planalto vai partir para o "vale-tudo" na articulação política, lançando mão de agrados à base aliada, além de melhorar a estratégia de comunicação.

Agrados

Integrantes da base também começam nesta semana a montar um mapa de votos. O trabalho será coordenado pelo deputado Beto Mansur (PRB-SP) e pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

A ideia é identificar a posição de cada deputado para saber com quem é preciso negociar. O governo só vai colocar a reforma em votação no plenário quando contabilizar ma

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