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A falta de empatia mata

Por: LÊ NOTÍCIAS
16/05/2017 09:04 - Atualizado em 16/05/2017 09:05

Para conscientizar os motoristas quanto à necessidade de organização e responsabilidade no trânsito, a Prefeitura de Xaxim apoia o movimento nacional Maio Amarelo. Durante todo o mês, o município, dentre outras localidades do País, realizarão ações de conscientização. Na Praça Frei Bruno, os xaxinenses receberão folders com informações referentes ao movimento e os olhares deles deverão ser atraídos por faixas e banners com objetivos da ação e dicas para prevenir acidentes.

Nascido com a proposta de chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo, o Maio Amarelo tem a intenção de colocar em pauta o tema segurança viária e mobilizar toda a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos: órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para, fugindo das falácias cotidianas e costumeiras, efetivamente discutir o tema, engajar-se em ações e propagar o conhecimento, abordando toda a amplitude que a questão do trânsito exige, nas mais diferentes esferas.

Assim como o Outubro Rosa e o Novembro Azul, o Maio Amarelo estimula o cuidado com a vida. Portanto, conforme lideranças do movimento, a escolha proposital do laço amarelo tem como intenção primeira colocar a necessidade da sociedade tratar os acidentes de trânsito como uma verdadeira epidemia e, consequentemente, acionar cada cidadão a adotar comportamento mais seguro e responsável, tendo como premissa a preservação da sua própria vida e a dos demais.

Ainda conforme o movimento, são três mil vidas perdidas por dia nas estradas e ruas ou a 9ª maior causa de mortes no mundo. Os acidentes de trânsito são o primeiro responsável por mortes na faixa de 15 a 29 anos de idade; o segundo, na faixa de 5 a 14 anos; e o terceiro, na faixa de 30 a 44 anos. Se nada for feito, a OMS estima que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020 (passando para a quinta maior causa de mortalidade) e 2,4 milhões em 2030. Nesse período, entre 20 milhões e 50 milhões de pessoas sobreviverão aos acidentes a cada ano com traumatismos e ferimentos.

O Brasil aparece em quinto lugar entre os países recordistas em mortes no trânsito, precedido por Índia, China, EUA e Rússia. E não é somente a qualidade de vida de boa parte dos brasileiros, que possibilita a compra de veículos, a causadora de tantos acidentes. Pelo contrário, a aquisição de veículos mais potentes representa para muitos a liberdade de dirigir na velocidade que acharem por bem. Em alta velocidade, muitas vezes embriagados e falando ao celular, uns matam aos outros e assim passa ano após ano. Os dirigentes do movimento não ousam acrescentar ao texto, mas, entre os itens, deveria estar “estimular o consumo diário de empatia e vergonha na cara”. Falta de empatia mata, falta de reciprocidade também mata.


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