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PEC das indiretas

Por: LÊ NOTÍCIAS
25/05/2017 08:55 - Atualizado em 25/05/2017 08:55

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara virou um verdadeiro campo de guerra na manhã desta quarta-feira (24). Membros do governo e da oposição reforçaram ainda mais o distanciamento de ideias e afinidades com a possibilidade de eleições diretas à Presidência da República. Os oposicionistas defendem a retomada da discussão, já os governistas mostram-se contrários à inclusão da proposta na pauta de trabalhos.

A Rodrigo Pacheco, que preside a Pasta, cabe serenidade neste momento. Se incluir PEC das eleições diretas, Rodrigo será colocado contra a parede pelo governo; ao contrário, a oposição é que desconfiará da atitude de Pacheco. No gabinete do presidente da Pasta, os oposicionistas fizeram questão de apresentar, para dar solidez ao pedido, um requerimento com um terço de assinaturas, que deverá apoiar a convocação de uma sessão extraordinária para que a PEC ganhe todos os holofotes. Se a conversa por si só não bastar, os oposicionistas lembram que a iniciativa se tornará automática, pois o mínimo de assinaturas necessárias já foi atingido.

Por conhecer os trâmites, Pacheco deu a entender que poderia convocar a sessão exclusiva para semana que vem, mas foi pressionado pelos governistas que não gostaram nada do entrosamento de ideias entre Pacheco e a oposição. Ao lado do governo está o deputado André Moura (PSC-SE) que destacou a orientação do Palácio do Planalto para que a discussão das eleições diretas não fosse feita no Congresso.

O que se vê é que os governistas farão o possível para manter a Casa o mais tranquila possível e em segurança até a poeira baixar na Presidência. Na terça, a base obstruiu a discussão de todas as maneiras que encontrou. Tanto que Pacheco pareceu ceder e retirou o tema da pauta de quarta. Mas, se espera que a oposição não aceite calada. Sabe-se que ela tem pronto um requerimento para que a PEC seja discutida. E sem maioria na Comissão, a PEC não deverá ser derrubada.

É nítido o desespero do governo. Tanto que propostas estão em tratativa, mas a oposição, sabendo da possibilidade de vitória de suas iniciativas, demonstra resistência. É esperar para ver. Casuística ou não, certo é que o texto precisa ser destrinchado para que a democracia possa ser assegurada. Se nem na ordem de votação os líderes se entendem, como fica a representação sadia do povo brasileiro? Não fica. E esse é que é problema.


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