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Entrevista | Presidente da Fecam prioriza vacinação para retomada da economia catarinense

Divulgação

Clenilton Pereira, de 43 anos, foi reeleito prefeito de Araquari, no Norte do Estado, com 82,59% dos votos, números suficientes para comprovar sua fortalecida aprovação municipal. Com estes e demais trabalhos que demonstram seu empenho em favor do municipalismo, o tucano foi aclamado como presidente da Federação Catarinense de Municípios (Fecam).

Liderando os municípios na vacinação contra o coronavírus em Santa Catarina, o prefeito do PSDB afirma que sua gestão tem muitos desafios neste momento de grandes dificuldades. Em entrevista exclusiva ao jornalista Marcos Schettini, o presidente da Fecam elencou o combate à pandemia como prioridade. “Este é o principal ponto agora nesta pandemia. Quanto mais vacinarmos, mais rápido iremos poder retomar a nossa economia.” Confira:


Marcos Schettini: O Sr. fez quase 83% dos votos para prefeito. O que o eleitor atendeu?

Clenilton Pereira: Vivemos em uma sociedade politicamente polarizada e que a classe política está desacreditada. Ser reeleito, na cidade que mais cresce em Santa Catarina, com quase 83% dos votos, sendo a terceira maior votação em percentual do Estado, é resultado de muito trabalho, dedicação, empenho e respeito com o que é público. Os eleitores de Araquari sabem que no Clenilton eles podem confiar. Obras em todos os cantos e todas as áreas, fazem parte da nossa gestão.


Schettini: A pandemia gerou medo, desemprego e incertezas. O que é 2021?

Clenilton: 2021 é esperança. É a certeza de que temos muito trabalho, de que temos muito para fazer, para construir, para evoluir. Precisamos estreitar laços com os governos estadual e federal e buscar parcerias em tecnologia e inovação para gerar emprego e renda em nosso estado. A vacina é a nossa esperança.

Schettini: O Sr. foi eleito presidente da Fecam. Qual é seu desafio?

Clenilton: Lutar pelo fortalecimento da gestão pública nas prefeituras catarinenses, defendendo projetos e ações do municipalismo. Entre as pautas de trabalho à frente da Fecam também estão o Pacto Federativo, estreitamento da relação com o executivo estadual e, principalmente, recuperação econômica dos municípios afetados pela pandemia.


Schettini: As vacinas são insuficientes para todos. Qual é a solução?

Clenilton: A solução para este desafio está em investir mais em tecnologia e em logística para que o país consiga os insumos necessários para a produção da vacina, por exemplo. Neste momento, é preciso ser parceiro de países fabricantes de matéria-prima. Nós temos, no Brasil, importantes centros de pesquisa que já nos provaram a capacidade em produção do imunizante, como o Instituto Butantan, agora é preciso aumentar a produção e distribuição para que a vacina chegue a mais e mais pessoas o quanto antes.


Schettini: O que os prefeitos querem para agora?

Clenilton: Acredito que não é algo que só os prefeitos querem, mas o que todos esperam para este ano: vacinação contra o coronavírus. Só a vacinação vai fazer com que baixe o número de internações, de mortes e de contágio pela doença. Com a maior parte da população imunizada, o poder público, seja em qual esfera for, vai conseguir dar continuidade a projetos de outras áreas para além da Saúde. É preciso que o normal volte para as cidades voltem a se desenvolver.


Schettini: Se a solução está nos municípios, os recursos não tem que ficar em seu lugar de origem?

Clenilton: Com certeza. A falta de flexibilidade orçamentária agrava o problema da gestão pública no Brasil. O aumento das obrigações municipais em áreas como saúde, educação, consequentemente, o aumento destes gastos nos últimos anos colocaram diversos municípios em graves dificuldades fiscais. Por isso, defendo mais autonomia financeira para Estados e Municípios. Com o recurso ficando aqui na cidade, vamos poder investir mais nas áreas prioritárias e em áreas sociais.

Schettini: O que o Sr. tem conversado com o governador para Estado e Municípios trabalharem juntos?

Clenilton: Meu mandato é de um ano e estamos vivendo a maior crise de nossa história. Não temos tempo para brigar. Temos que trabalhar juntos. Estamos com um bom alinhamento com o governador e o secretário da Saúde para que os municípios tenham estrutura para realizar as vacinações. Este é o principal ponto agora nesta pandemia. Quanto mais vacinarmos, mais rápido iremos poder retomar a nossa economia.


Schettini: Como o Sr. olha o Governo Federal?

Clenilton: É um governo ideológico. Muitas vezes radical. Há acertos e erros. Mas precisamos olhar para frente e trabalhar juntos pelo bem de cada um de nós. União, estados e municípios estando em sintonia para salvar vidas tem que ser o principal objetivo de todo gestor público.


Schettini: O impeachment do presidente resolve o problema do Brasil?

Clenilton: Impeachment não é uma vontade. Não melhora e nem piora. Para configurar um impeachment é necessário comprovar um crime. Se há crime, é preciso apurar e abrir o processo. Caso não haja, não podemos ficar criando fatos para deturpar o ambiente. O objetivo agora tem que ser um só: salvar vidas.

Schettini: O PSDB vive uma disputa interna. A deputada Geovania de Sá quer a reeleição na presidência ou deve ser outro nome?

Clenilton: O PSDB sempre foi um partido de grandes lideranças. O próximo presidente terá a missão de organizar a próxima nominata estadual e federal, e conduzir a construção da nossa candidatura ao governo de Santa Catarina. Tenho certeza de que a linha democrática seguirá mais uma vez para um nome experiente para comandar o ninho tucano.


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