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TRANSFORMAÇÃO

Moschetta expõe que “o Novo é o caminho para o Brasil”

Apresentado em Xanxerê, Partido vem ganhando adeptos no País
Por: Janquieli Ceruti
26/05/2017 08:56 - Atualizado em 26/05/2017 08:57
Empresário filiado ao Partido Novo tem nome à disposição para 2020 (Foto: Janquieli Ceruti/LÊ) Empresário filiado ao Partido Novo tem nome à disposição para 2020 (Foto: Janquieli Ceruti/LÊ)

“É muita inflexão de uma pessoa ser a vida inteira a mesma coisa. O mundo mudou, a sociedade mudou, não se pode ter as mesmas convicções arraigadas de cem anos atrás”, destaca o empresário Fábio Moschetta que há cerca de dois anos filiou-se ao Partido Novo e neste mês, na companhia de outros filiados e apoiadores, apresentou ideologias do grupo em Xanxerê. Em visita ao LÊ NOTÍCIAS, Moschetta não escondeu a vontade de candidatar-se a vereador nas eleições de 2020, mas expôs que esse não é o maior objetivo pessoal neste momento. Para Moschetta, o Partido Novo é um dos possíveis caminhos àqueles que demonstram insatisfação com o atual contexto político e econômico nacional. “A ideia não é fazer um pão com linguiça e filiar duzentas pessoas, e nem me colocar como nome permanente para uma possível disputa política. Se encontrar alguém que tenha mais condições do que eu, sem dúvidas, abro totalmente a vez. O que quero, neste primeiro momento, é que as pessoas conheçam as motivações para o nascimento do Novo e a diferença que ele poderá fazer na comunidade e no País”.

Em comparação com partidos tradicionais, o Novo conta ainda com poucos filiados na região. Em Xanxerê, conforme Moschetta, a filiação dos munícipes foi feita através do site do Partido. “Há cinco anos iniciaram as conversas a respeito da criação nacional do Novo, e ele foi homologado somente em 19 de setembro de 2015, um dia antes da minha filiação. Por isso, ainda somos poucos aqui na região, mas estamos cientes de nossa escolha. Ninguém precisou me convencer e por isso não quero convencer ninguém. A ideia é a identificação pessoal com as causas e a vontade de proporcionar a mudança”, expõe Fábio.

IDEOLOGIA

O Partido Novo nasceu da união entre 182 pessoas, todos profissionais liberais e fora da carreira política. “Ele é formado por donas de casa, empregadas domésticas, médicos, administradores, entre outros trabalhadores unidos em prol de melhorias para todos. Ficamos fora da política por muito tempo, mas nos sentimos incomodados com os rumos que nosso País está seguindo”. Conforme Moschetta, “o Novo segue o libertarianismo, que tem a liberdade como núcleo. Somos liberais nos pontos de vista econômico e pessoal. Todos podem fazer o que quiserem com suas vidas, mas sem que isso atinja negativamente a vida dos outros. As peculiaridades são respeitadas, pois no momento que se começa a regular o que a pessoa pode ou não fazer o sentido de liberdade é distorcido”.

Moschetta destaca que o público-alvo para filiação e apoio é de jovens e adultos até os 45 anos. “Não se trata de não querer que pessoas mais velhas participem, é que geralmente estas estão mais escaldadas da política e não concordam com a ideologia mais atualizada”.

ECONOMIA

A forma com quê o Novo lida com diretrizes financeiras também foi exposta positivamente por Moschetta. “O Novo se sustenta exclusivamente com o dinheiro do filiado. Não usamos Fundo Partidário. Entendemos que se o dinheiro dos nossos impostos vai para o Fundo Partidário, então beneficia também àqueles partidos que não representam nossas ideologias. Quem é do PT, por exemplo, através dos impostos está bancando o PSDB. Os partidos precisam mostrar a que vieram; que possuem identidade ideológica; e fundamentação, e então os filiados não se importarão em contribuir”. Para ele, “não é preciso que o governo dê R$ 900 milhões por ano ao Fundo, tanto que o Novo tem R$ 2 milhões em caixa, provenientes do Fundo Partidário, e está há um ano em tratativas para devolver ao governo, não ao Fundo – pois retornaria aos partidos, porém não existe previsão legal para que isso possa ser concretizado”.

Moschetta conta ainda que os diretórios estaduais não usam dinheiro do Partido. “Tudo que é feito é por amor. Nós não temos diretório em Xanxerê, somente um grupo de apoiadores, mas já trabalhamos com esse pensamento. Um bom exemplo para nós é o da filiada e vereadora Janaína Lima, de São Paulo, que economizou 100% da verba de gabinete. Ao longo do mandato, ela prevê economizar R$ 2 milhões, que serão destinados à Prefeitura e investidos na Educação”.

FILIAÇÃO

A transparência adotada pelo Novo foi um dos atrativos conforme Moschetta. Ele expõe que, em menos de dois anos, recebeu cinco prestações de conta em nível nacional do Partido. Também, os pedidos de filiação ficam expostos no site aos já filiados, que podem analisar a ficha do interessado e, se necessário, impugnar o pedido. “Temos a preocupação de que o Novo não se torne velho em pouco tempo, por isso analisamos com cuidado cada pedido de filiação. Os principais requisitos são ter ficha limpa e boa índole.”

ELEIÇÃO

Um dos diferenciais do Novo é a regulamentação de que o filiado precisa sair da diretoria dois anos antes de concorrer a um cargo ao Legislativo ou Executivo. “Isso é importante para que os holofotes não iluminem somente um dos candidatos do partido. Desta maneira, há maior igualdade de oportunidades e defesa da democracia”. Também, o candidato só poderá ser reeleito uma vez. Se quiser continuar no Novo e disputar eleições, é necessário mudar a ambição de cargo. Já entre os acordos com o partido, todo candidato do Novo assina cartas-compromisso com os demais filiados. Nos itens, está a redução de despesas de gabinete, a luta pela desburocratização e o trabalho em prol da redução de leis.

Para candidatar-se, os filiados são avaliados quanto às reais condições de somar ao Partido. “O fundamento da competência é seguido desde o processo de seleção dos candidatos. Não estamos desmerecendo ninguém, mas também não podemos colocar alguém que na hora de se apresentar ao público não tenha condições de desenvolver uma ideia. É iludir o candidato porque ele não vai estar preparado, e também irá expor o partido de forma negativa”.

Nas eleições do ano passado, ainda segundo o empresário, o Partido Novo foi o único que não teve nenhum vereador com votos zerados. “Não tivemos ninguém que foi para preencher cota. Além disso, foi o partido com melhor qualificação de candidatos. Do total, 87% dos candidatos tinham ensino superior completo. Enquanto tinha outros com 13%”. Na época, quatro vereadores foram eleitos. “O Novo concorreu em cinco capitais e teve candidata a prefeita no Rio de Janeiro”.

COLIGAÇÃO

Moschetta é incisivo ao afirmar que “o Novo não se coliga, pois não encontramos outros partidos que defendam as mesmas ideias que nós. Por isso, usaremos de estratégia em 2020. Uma ideia é lançar uns dez nomes bons, que consigam 250 votos cada, para dar o coeficiente eleitoral. É preferível fazer isso a se coligar com pessoas que tragam amarras aos filiados.”

INTERESSE

Para muitos ainda é cedo para preparar um projeto para 2020, mas não para Moschetta. O empresário deixou o nome à disposição do Partido, pois acredita que assim como ele há muitas pessoas competentes, porém alheias à política. “Não tem outro jeito: ou eu fico no Brasil e ajudo a melhorá-lo ou me mudo daqui. Quero deixar um legado às minhas filhas melhor do que aquele que meu pai deixou para mim. Não posso admitir que elas não possam brincar na rua. Não penso somente em mim, mas em todos. Minha vida vai mudar e o resultado econômico das minhas empresas também se eu conseguir trazer alguma melhoria para o futuro. Não porque me beneficiei diretamente, mas porque beneficiei outras pessoas”. Ao concluir, Moschetta evidencia que “cresça o que crescer, o Novo é meu partido em 2020. Finalmente, me identifiquei com a linha filosófica e me senti representado”.


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