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Vieses e consensos | Os deputados catarinenses vão escarrar em nossas caras ou fazer Justiça?

Por: Ralf Zimmer Junior
27/02/2021 12:11
Ricardo Wolffenbuttel/Secom

No meio de uma pandemia que já enlutou milhares de famílias catarinenses, um grupo desavergonhado, sob o pretexto de adquirir respiradores nos roubaram 33 milhões de reais, e não entregaram respirador nenhum!

O presidente do Tribunal de Contas de Santa Catarina, indagado na CPI sobre a esparrela, esclareceu que ligou às vésperas da maldita compra fraudulenta ao senhor governador para alertá-lo de não fazer compra sem garantia.

Ocorre que, nesse interregno, o governador entregou o governo a setores da Assembleia Legislativa, içou o então chefe de gabinete do deputado Julio Garcia (que hoje cumpre medidas cautelares por ser investigado em operação sobre possível participação em esquema de superfaturamento de contratos), Eron Giordani, à chefia de sua Casa Civil, entregou a Secretaria de Educação ao deputado que o criticava intensamente, deputado Vampiro, do MDB, entregou ainda uma Secretaria ao Progressistas, e distribuiu outros “quitutes” para “adoçar o bico” daqueles que tem por dever fiscalizá-lo.

Sim, o MPSC arquivou o inquérito sobre improbidade administrativa, e a PF não indiciou o governador. Ocorre que as tipicidades legais a serem apuradas no processo de impeachment são diversas das apurações em outras esferas. Não bastasse isso, ainda há o risco sim de o governador ser denunciado criminalmente pelo MPF, que não pediu arquivamento de inquérito que o investiga em trâmite no STJ, e que recebeu documentação não necessariamente juntada na investigação da Polícia Federal, já que o Ministério Público também tem poder de diligências e investigações próprios.

Fato é que, após 90 (noventa) por cento dos deputados, corretamente, votaram para abrir procedimento de impedimento em face do governador pelo escândalo do roubo de nossos 33 milhões, agora, no Tribunal Especial misto, em que se julga não o mérito nesta fase, mas a continuidade do processo para a fase seguinte, oportunidade em que se verticalizará na produção e análise da prova antes do julgamento final, é dever que levem o procedimento, no mínimo, a essa etapa, para que seja esclarecido tim-tim por tim-tim a nós catarinenses que no meio de nosso luto coletivo fomos roubados por aqueles que deveriam nos proteger!

Do contrário, será um escárnio, uma escarrada dos senhores deputados na nossa cara! E se isso ocorrer, preparam-se para devolver a fatura ano que vem e mandar para casa os demagogos e oportunistas de plantão que só pensam em espaço no governo ao invés de cumprir seu mister fiscalizatório em prol da população!


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