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Vieses e consensos | Brasil: um País que foi “adolescentizado” e faltam adultos em todas as salas!

Por: Ralf Zimmer Junior
11/03/2021 14:38 - Atualizado em 11/03/2021 14:42
Divulgação

Um País em que a Constituição Federal prevê um teto para o funcionalismo público e que precisa debater uma emenda constitucional para evitar que penduricários ultrapassem o teto constitucional não é sério!

Servidores Públicos (categoria que incluo) precisam sim fazer uma mea culpa e ter a consciência que não é local para ficar milionário no exercício de suas funções, que devem ser bem remuneradas sim essas funções, mas que deve(ria) ter vergonha de querer extrapolar teto. Há carreiras que há tanto auxílio e indenização que o subsídio, salário ou vencimento já foras da curva, parece servir como um “mero detalhe”.

Um País que um magistrado atropela a Constituição e que uma grande mídia bate palma e depois se ressente, não é sério!

Um País em que um Presidente da República veda ao Exército poder de rastrear as armas que entram nele, não é sério!

Um País em que luta pela vida no meio de uma pandemia que não há certezas científicas de todo seguras, e um grupo político descarta busca de paliativos e de tratamentos, sejam quais forem, não é sério!

Um País movido a memes e reducionismos é um País imbecilizado.

Um País que se é fã de político, seja de direita ou de esquerda, é um país carente da figura paterna e com problemas freudianos seríssimos no ideário popular.

Um País que prefere um regime sem Poder recorrer ao Judiciário, que tem lá suas mazelas, mas se entregar a um regime que não se tenha liberdade de expressão e se lamba botas, seja de direita ou de esquerda, não é sério.

Um País que apedreja o Judiciário por questões que mal conhecem, mas que recorre a ele sistematicamente para buscar o que entende ser “seus direitos”, não é sério.

Um País que execra num dia, endeusa noutro, não necessariamente nessa ordem, não é sério.

Um País que prevê um Juiz das Garantias e que um Supremo suspende a eficácia de um dispositivo e se auto hipertrofia num inquérito em que preside e julga ao mesmo tempo o mesmo ministro, não é sério.

Há tanta “adolescentização” que todos os Poderes, sem exceção, e que políticas da direita a esquerda, perdem-se em picuinhas, e sem projetos críveis e sem debate desarmados e respeitosos, é uma desgraça!

Um País que transforma presunções legais em absolutismo jurídico, e que tenta colocar num patamar que ou só mulher tem toda a razão ou só policial, ou que nenhum deles, generalizando a riqueza e diversidade da vida, e que se olvida de debater fato a fato com suas nuances, é um País em que os adolescentes do “fundão da sala”, mal criados, tomaram conta e que afugentaram os estudiosos e humildes que querem promover debate construtivo, é um País sem futuro, sem presente, e sem esperança fadado a repetir os erros superados a sangue e suor do passado.

Um país que a classe média alta se ressente de dividir espaço em universidades públicas ou aeroportos com negros e pobres, ou que se importa com a sexualidade do vizinho, é um País de ideário mesquinho e repugnante!

Um País que os espaços de locação do Poder Público poderiam ser reduzidos com teletrabalho, economizando, inclusive, com contratos de terceirizadas (empresas que ganham milhões gerindo mão de obra barata com risco diminuto) para serviços de limpeza e segurança (que seriam menos onerosos se contratada diretamente a mão de obra), não é certo.

Um País que há um cabedal de cargos de livre nomeações desnecessárias para acomodações políticas, é um deboche!

Um país que promove o ódio à propriedade privada e a quem prospera trabalhando é medíocre.

Brasil está carente de debate desarmado, sério e respeitoso e com boa-fé, com adultos na sala. Esse é o Brasil, não à toa a carnificina da crise do Covid campear e o “joga culpa” covarde ser a ordem do dia de TODOS os Poderes e matizes partidárias e ideológicas em certa medida, cada qual culpada, e vítima simultaneamente.

Onde foi que nos perdemos? Na falta de leitura e na predileção por memes grotescos?! Na generilização burra? Faltam adultos na sala, na direita, na esquerda, no centrão, no Executivo, no Parlamento e no Judiciário, no Poder Público e não menos na iniciativa privada e nos canalhas que promovem festas “privadas” e depois entulham as UTIs públicas! Reflitamos enquanto vivos ao menos sobre nossas responsabilidades antes de “odiar” a autoridade que seja como se essa fosse a saída, não é!

Um país em que um Governo de Estado faz compra sem garantia com uma casa de meretrício do subúrbio de um grande centro gastando irresponsavelmente o dinheiro público, quiçá para enriquecimento pessoal de bandidos, enquanto a população morre à falta de UTI, é hediondo!

Um País em que deputados fazem mais ou menos Justiça a depender de espaços no Executivo, é indizível...

Viva a democracia e a luta pela vida, chamem os adultos independentemente de cor, credo, sexo, renda, religião ou ideologia para a sala!


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