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Entrevista | Deputada federal Angela Amin pede união política para vacinação em massa contra Covid-19

Por: Marcos Schettini
15/03/2021 15:34
Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Conhecedora da realidade catarinense e das dificuldades políticas vividas em Brasília, a deputada federal Angela Amin (Progressistas) afirmou que somente deixando as diferenças ideológicas de lado será possível realizar a vacinação em massa dos brasileiros contra o coronavírus.

Em entrevista exclusiva concedida ao jornalista Marcos Schettini, a parlamentar também falou sobre lockdown e fiscalização das medidas restritivas. Comentou ainda sobre a participação da sigla no Governo Moisés e disse que o resultado das urnas em 2022 deve representar a expressão livre e democrática dos eleitores. Confira:


Marcos Schettini: O que a pandemia revelou que a Sra. possa afirmar que não vai ocorrer no futuro?

Angela Amin: Em primeiro lugar, gostaria de me solidarizar com as famílias de todas as vítimas dessa verdadeira tragédia que se abateu sobre o mundo, sobre o Brasil e sobre Santa Catarina. Enfrentei a Covid-19, perdi pessoas próximas e muitos conhecidos, o que lamento profundamente.

Gostaria muito de poder prever o futuro, mas essa faculdade ainda não detenho. Entendo que o que a pandemia nos revelou, e principalmente nos ensinou, é que o mundo está em transformação, que as relações entre nós, humanos, e a natureza precisa ser repensada e reavaliada. Que a disseminação global de vírus é uma realidade que veio para ficar e devemos estar preparados para enfrentá-las, sempre com base na ciência.


Schettini: A Sra. é defensora de um aperto nas medidas de proteção ou o lockdown é a única saída?

Angela: Eu sou defensora sobretudo da responsabilidade individual de cada cidadão, de cada pessoa que tem sua importante parcela de contribuição para o controle da disseminação do vírus. Vejo uma certa hipocrisia na tentativa de jogar unicamente para os governos, sejam eles municipais, estaduais ou federal, esse desafio que entendo ser de toda a sociedade.

Os governos devem garantir as condições para atendimento da população no sistema de saúde e trabalhar para que a imunização chegue ao maior número de pessoas possível no mais curto espaço de tempo, e isso precisa ser cobrado diariamente.

Sobre lockdown, avalio que a essa altura, depois de mais de um ano de pandemia e economia extremamente fragilizada, essa medida drástica deve ser adotada de forma muito criteriosa. E penso que cabe ao governador do Estado liderar esse processo, ouvindo as organizações ligadas à área da saúde e também do setor produtivo. Fiscalização rígida e punição àqueles que não respeitam os protocolos sanitários são medidas que julgo de maior relevância nesse momento de crise aguda.

Schettini: Como a Sra. vê o Progressistas fazendo parte do governo Carlos Moisés?

Angela: Vejo como uma importante contribuição ao povo catarinense, por representantes de um partido que tem uma história de trabalho e luta em defesa dos interesses da nossa gente.


Schettini: O Carlos Moisés de agora é outro daquele há dois anos ou é só jogo político?

Angela: Entendo que o governador percebeu o equívoco na condução política do governo e corrigiu o rumo. Não vejo qualquer demérito nisso, pelo contrário. Entendo ser uma característica de pessoas inteligentes reconhecer o erro e procurar aprender com ele, não insistir nele.


Schettini: Os prefeitos querem comprar a vacina, mas o Governo Federal quer concentrar a distribuição. Por que este conflito?

Angela: Acredito que o pano de fundo dessa situação é a politização da pandemia, uma situação que tenho dito que todos perdem, governos e sociedade. Já passou da hora de deixar as diferenças políticas de lado e se unir em prol da vacinação em massa da nossa gente, não importa se por prefeitura, Estado ou União.

Schettini: A falta de vacina é culpa do ministro da Saúde ou o presidente da República?

Angela: Acho injusto apontar uma única pessoa especificamente. A falta de vacinas, no meu entendimento, é fruto de uma falha de planejamento no passado. Mas o momento agora é de trabalho, de olhar para frente até superarmos este momento crítico. Depois, pode-se fazer a avaliação de eventuais responsabilidades com serenidade e tranquilidade, principalmente para evitar que o que aconteceu não se repita no futuro.


Schettini: Quem é seu candidato a governador dentro do Progressistas?

Angela: O Progressistas tem bons quadros para apresentar à sociedade. Meu candidato será sempre aquele, ou aquela, que o partido definir.


Schettini: A entrada do ex-presidente Lula da Silva no jogo sucessório diz o que do processo político atual e do futuro?

Angela: Eu entendo que o retorno do ex-presidente Lula ao cenário político pode representar a personificação da polarização que vivemos em 2018. Em vez de esquerda e direita, a tendência pode vir a ser Bolsonaro ou Lula. De qualquer forma, entendo que nada é mais relevante, mais importante do que fortalecermos e valorizarmos nossas instituições democráticas. O resultado das urnas, seja ele qual for, deve representar a expressão livre e democrática da vontade dos eleitores.

Schettini: Qual seu futuro político depois daquele resultado da eleição municipal?

Angela: Meu futuro político será sempre o mesmo, independentemente do resultado de qualquer eleição: trabalhar em prol do desenvolvimento de Santa Catarina e do bem-estar do nosso povo.


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