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Só vacinação interessa; Colombo a estadual?; MDB incendiado; Rodrigo Coelho avalia; Democracia em perigo

Por: Marcos Schettini
22/03/2021 10:25 - Atualizado em 22/03/2021 12:03
Reprodução/Facebook

Gean Loureiro em nome de todos prefeitos

Sem vacina, sem perspectivas, sem noção do traçado a seguir e mortes de 300 mil brasileiros. Hoje, pela coragem dos membros da Frente Nacional dos Prefeitos, cavocando imunizantes como perdigueiros, entregaram a Gean Loureiro a missão de presidir o Consórcio Federal, em nome de todos, para buscar este precioso líquido e liderar a compra. Isso quer dizer que o manezinho sobe em sua liderança e responsabilidade. A eleição está por aí e nenhuma disputa majoritária estadual está desarrumada da nacional. O candidato a governador vai ter que tomar lado, seja para este ou aquele. A ida para um 2° turno de apenas dois nomes, é um erro político que o Código Eleitoral não previu. Quando é permitido dar a passagem de três nomes dos mais votados, o eleitor tem a possibilidade de sair da bifurca a qual é obrigatoriamente destinado. Com duas opções, a decisão torna-se a insuportável condição do que vai se observar o ano que vem. Lula da Silva e Jair Bolsonaro é um cenário de enfrentamento ideológico e de classe. Por isso, não existe nada parecido com 2018. É um capítulo sangrento à parte. E vai jogar a nação em uma guerra civil com mais baixas maiores que a carnificina da pandemia. É inevitável?


FURADAS

Esperidião Amin e Aldo Rosa, vacinados ontem, voltam à segunda picada dia 11 de abril. Coincidência ao número do partido, o senador e o secretário nacional do Progressistas estão imunizados para olhar 2022 com um projeto político já de olho na proporcional. Sem candidato a governador, apequena-se.


REAL

A cada 10 vacinas, 9 são do Instituto Butantan. Isso quer dizer que, se não fossem as movimentações de João Doria, insistindo na produção, não teria onde correr. O desafeto do inquilino do Palácio do Planalto, é o único responsável pelas imunizações que ocorrem hoje.


ATAQUE

Raimundo Colombo tem batido forte em Moisés a quem, sabe-se, pode até negar, mas apoiou no 2° turno em 2018. Envenenado por ficar fora do Senado, viu Gabriel Ribeiro, o ex-deputado e sobrinho, declarar voto no hoje morador da Casa d'Agronômica. Se não votou, também não fez esforço nenhum para Gelson Merisio.


DÍVIDA

O setor da Saúde joga no colo do lageano uma dívida de R$ 700 milhões que Carlos Moisés pagou ainda no 1° ano de mandato. O ex-governador está em um difícil cenário para 2022. Pode, conforme a leitura, disputar para estadual e recomeçar tudo novamente.


GUERRA

Se Darci de Matos sai por Joinville, Marlene Fengler por Florianópolis, Ricardo Guidi pelo Sul, Fabiane Rodrigues pelo Oeste, Raimundo Colombo vai ter que derrubar um deles para voltar ao Congresso Nacional. O aFundam, ainda na memória dos ex-prefeitos, como diz LHS, boia por toda SC.


DESTINO

Rodrigo Coelho, atacado pelo PSB nacional, está se reunindo com as lideranças de partidos que lhe fizeram convite. Hoje está em Florianópolis para duas importantes reuniões para definir seu traçado. Se sai de Joinville muito forte, já tem raiz no Oeste e no Sul.


TRANQUILO

O marido de Cecilia Longo tem uma equipe desenhada para retornar ao Congresso Nacional. A disputa por sua liderança é no tamanho do mandato que tem realizado. Contemplou com emendas vários municípios e defende interesses do setor econômico. Rodrigo Coelho vai brando.


ESQUADRO

Dentro do MDB as movimentações de Dário Berger para dissolver as prévias em agosto tem muito a ver com o retorno de Mauro Mariani ao debate. O ex-deputado não somente tem simpatia a granel, dedicação aos ulyssistas e respeito nas bases, mas é a carta do senador à mesa do jogo.


REAÇÃO

Antídio Lunelli está mergulhado no combate à pandemia, tem um vice hábil para tocar a prefeitura e, em junho, vai correr SC para produzir seu nome para a majoritária. Conversa forte, pulso duro e concorrente pesado para Dário Berger já na largada. Se Celso Maldaner é mineiro come quieto, o prefeito de Jaraguá do Sul é Mike Tyson.


PELEIA

Nas discussões entre os prefeitos do MDB, o negócio é deixar o ringue para quem tem vontade de bater e apanhar. O deputado federal de Maravilha mexe forte como em 2019. Dário Berger não tem medo de bicho-papão e exala simpatia. Antídio Lunelli é empresário destemido. Os ulyssistas querem sangue no octógono.


QUADRO

Como ficaram fora do 2° turno naquele patético 2018, os seguidores de Ulysses Guimarães querem o melhor na força física para enfrentar Gelson Merisio, Carlos Moisés e Gean Loureiro. Não vão aceitar ficar na plateia quando são o maior partido de SC. Estão à procura de Teseu.


MINOTAURO

Para decapitar Hades, o espectro daquele 2018, os partidos terão que resgatar o debate político que aquela eleição rejeitou. O labirinto nacional, com um presidente que vai negar o resultado eleitoral, pode atrair eleitor para um chamamento de força. Nunca os municípios foram tão importantes.


ACORDA

Os 295 prefeitos de SC terão um 2022 que, provavelmente, não verão em cinco vidas futuras. O cenário será de guerra civil e sem tréguas. A Fecam, mais do que uma entidade, será o escudo de chamamento. Sem um líder forte, capaz de mobilização, todos caem juntos.


REELEIÇÃO

Está no momento exato, agora, defender que o presidente da Fecam ganhe poderes de força capaz de dar a voz que vai precisar. A troca anual de presidente é um equivocado método de autofagia. Vai se consumir e perder a oportunidade de protagonizar.


INFERNO

Para quem não entendeu o recado de Jair Bolsonaro ao dizer que apenas Deus vai tirá-lo do Poder, não precisa raciocinar para entender o que vai ser aquela eleição. Todas as instituições vão precisar estar coesas e fortes, numa única voz interna e coletiva. Seja qual for o resultado, é guerra.


GUERRA

Não existe possibilidade nenhuma da democracia sair viva depois do 2° turno da disputa nacional. O debate será de enfrentamento capaz de mudar para sempre o Brasil republicano. Esta história de que a Constituição será respeitada, é blá. A cada dia seus artigos estão morrendo.


VISÃO

Jorge Bornhausen já havia visto este cenário em 2019. A experiência do filho de Irineu Bornhausen é sensível às movimentações. Sabe das coisas pela marca que leva. E até ele, pelo que presenciou, sabe que o ano que vem é inimaginável, mas previsível.



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