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Memórias do Campo | Memórias das cidades nos tempos recentes

Por: Luiz Dalla Libera
23/03/2021 09:40 - Atualizado em 23/03/2021 09:44
Amanda Perobelli/Reuters

Estamos recordando e completando um ano da tão falada praga do coronavírus. No início de janeiro de 2020, ninguém esperava ou sonhava que após sessenta dias o Brasil e o mundo iriam enfrentar a grave pandemia da doença súbita que pegou todos desprevenidos.

Ao completar doze meses, estamos enfrentando o pior desde o início e não sabemos quando seremos 100% livres. Nós torcemos para que a vacina possa ser um grande milagre semelhante aos vários milagres que nosso Senhor Jesus Cristo fez. Vamos ter fé, que com certeza ele ainda vai fazer.

Apesar de que os profissionais que exercem atividades da saúde pública: médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, devem estar cansados, porém não desanimados, temos que tirar o chapéu, agradecê-los e abraçá-los mutuamente. Ao mesmo tempo, as autoridades governamentais, sem fazer nomes de classe ou categorias, todos abraçaram a mesma causa.

Porém, ninguém ficou acomodado ou de braços cruzados, também não podemos esquecer as autoridades governamentais que pouco se interessam por Xanxerê pela pandemia. Não gosto de fazer nomes, contudo, não posso fugir da verdade. Na vinda a Chapecó, o ministro da saúde estava com medo de pisar em Xanxerê?

Porém, a pessoa responsável pelo combate à pandemia em Xanxerê estava de braços abertos a fim de recebê-los com muito carinho e fazer as reivindicações justas e merecidas, ao nosso pensar.

Não que Xanxerê seja um município melhor do que os outros após Chapecó, porém Xanxerê, naqueles dias, também enfrentava uma calamidade da pandemia igual a Chapecó. Além da insuportável situação da saúde local, deve-se considerar que Xanxerê é um município polo, sede da região AMAI, regional da saúde, há o Hospital Regional de São Paulo, que é um dos maiores de Santa Catarina.

Ele atende cerca de um milhão e meio da população pela cardiologia e mais milhares de pacientes da clínica geral. Muitos comentam que o governador nunca veio ou pisou em Xanxerê, por ser terra do seu concorrente adversário candidato ao governo, em 2018.

Eu penso diferente. Ao meu ver, no mandato do governador, ele não é de viajar talvez para não gastar, apesar que o adversário era de Xanxerê e natural da região, assim mesmo, Carlos Moisés fez a maioria dos votos e teria obrigação com Xanxerê e região. E o nosso presidente Bolsonaro?

Quem não deve estar lembrado que há um ano, nestes dias, Bolsonaro fazia e dizia que "o coronavírus era uma pequena gripezinha fantasma e clandestina, que não havia necessidade de preocupação para evitá-la e se proteger com o uso de máscaras".

Muitos outros cuidados até reconheço que o governo do Estado e da União ajudaram em partes, porém, é bom lembrar que o Estado e a União são grandes arrecadadores de tributos, a exemplo de cada litro de gasolina vendido ou consumido, o Estado de Santa Catarina arrecada próximo a um real e meio por litro. E a União, arrecada quanto?

Até podemos reconhecer que é um país entre os maiores do mundo a dar assistência à saúde, porém, é um país entre os maiores arrecadadores de impostos no mundo também. Quantos reconhecem que tanto o Estado e a União são grandes exportadores e quanto de imposto arrecada? Hoje não se ouve mais falar que temos um terço do ano só para pagar impostos!

E que o preço da gasolina no país vizinho, no Paraguai, é a metade do preço que no Brasil e o atual vale é próximo a 50% de imposto. Então, eu e muitos também, entendemos a mesma ideia que os governos estaduais e a União, ao repassar ou mandar verbas e ajudar em especial nesta época de pandemia, não é apenas uma promessa de campanha ou gratidão, mas sim uma obrigação.

Parabéns a todos os profissionais da saúde, em especial aos que atendem particular ou pelo convênio, que nesta ocasião abraçaram livremente a boa ajuda do SUS.


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