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Vieses e consensos | Dízimo, o paliativo chamado “tratamento precoce” da “liberdade religiosa”

Por: Ralf Zimmer Junior
05/04/2021 20:42
Divulgação

Está claro que não há “bala de prata” no combate à pandemia.

Israel, que é o país que está à frente do controle dos efeitos da Covid-19 combinou três ferrenhos lockdowns com vacinação em massa de sua população (mais de sessenta por cento) e com exigência de comprovação de estar vacinado (chamado “passaporte verde”) para entrar em bares, restaurantes e academias. Detalhe, ainda com uso de máscara!

No Brasil, morrendo 3 mil pessoas por dia, ainda há quem insista que paliativos resultantes de combinação de vitaminas e vermífugos seriam a “bala de prata” para combater a pandemia.

Agarram-se em amostragens de grupos pequenos, em pequenos espaços, inseridos com outras concausas (como a concomitância de lockdowns e a resistência mesmo que muitas pessoas tem contra o vírus) como que se os prefeitos do interior do Brasil tivessem “descoberto à cura”...

A fé pueril que beira ao charlatanismo derrete diante dos fatos:

1. O dito “tratamento precoce” costuma vir acompanhado de declaração expressa do paciente desonerando o médico que receita de eventual responsabilidade à falta, evidente, de comprovação científica;

2. Fosse essa a “bala da prata” seria ao mesmo tempo os serviços secretos norte-americanos, inglês, francês, alemão e israelenses incompetentes e despreparados. O que fere a lógica elementar;

3. Seriam, ao mesmo tempo, Emanuel Macron, Trump (que encomendou milhões de vacina enquanto ainda presidente dos EUA), Biden, Angela Merkel, Boris Johnson e Benjamin Netanyahu incompetentes e/ou psicopatas que “preferirem apostar em vacinas que em tratamento precoce para matar seu próprio povo”...

A conta da lógica mínima não fecha!

Sublinha-se, não se trata de “ser contra as medidas paliativas” (chamadas equivocadamente de “tratamento precoce”), pelo contrário, vale tudo para buscar defender a vida (não se descarta que eventualmente pode ajudar em alguns casos), trata-se de ser contra à retórica falaciosa que a combinação de vermífugo com vitaminas é capaz de, por si só, acabar com a pandemia, não é, e desafio quem prove que seja! Talkey conheces quem fez e se curou. Conheço dois que fizeram e morreram...e aí?

De outro lado, somado ao desespero (compreensível) dos autônomos, soma-se o apelo religioso pelo culto presencial, já que é da natureza humana doações de dízimos na frente dos semelhantes, seja para mostrar “a fé em Deus” seja para não se sentir inibido diante de atitudes no mesmo viés “dos irmãos”. Como se Deus não pudesse nos abençoar por vídeo conferência, mas só diante dos olhos do Pastor e com a caixinha do dízimo circulando.

O Brasil não é para amadores... manipulações e distorções por aqui “é mato”...quem sabe um bom chá indígena com uma pajelança [sem dízimo, por favor] nos devolva uma centelha de serenidade...quem dúvida é “louco”...

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