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ORGULHO

Em Roma, xaxinense conquista título de doutor

Paulo Henrique Teston provou mais do que a tese, ele mostrou que os sonhos podem se tornar realidade
Por: Janquieli Ceruti
14/06/2017 09:37 - Atualizado em 14/06/2017 09:38
Uma colega de Paulo, a professora Maria Paola e o orientador Eligio Resta também comemoram o título  (Foto: Arquivo pessoal) Uma colega de Paulo, a professora Maria Paola e o orientador Eligio Resta também comemoram o título (Foto: Arquivo pessoal)

Por Janquieli Ceruti

O entusiasmo e a determinação do mestre Paulo Henrique Teston oportunizaram mais uma grande conquista na trajetória educacional e profissional do xaxinense. Aos 28 anos, Paulo Henrique recebeu nesta terça-feira (13), em Roma, o título de doutor. A tese “Giustizia a-venire”, que na tradução do italiano fica “Justiça a-vir” foi aprovada pela banca formada por cinco doutores e mais o orientador. O conceito sobre o que é, de fato, a justiça, como ela pode ser pensada e trabalhada, foi exposto com originalidade e consistência, o que fez com que a tese de doutorado fosse aprovada.

Em três anos e meio de estudo, o mestre dedicou-se a provar que “o Direito é uma possibilidade para se chegar a uma justiça que, paradoxalmente, não chega nunca. O Direito é possibilidade imanente manifestada. Enquanto que a justiça é possibilidade transcendente imanifesta”. Em outras palavras, Paulo Henrique expôs que “não se é possível tatear a justiça. O que se é possível é ter ela como horizonte: se você der um passo em direção a ela, assim como o horizonte, ela se afastará a distância do passo. Podem questionar para quê, então, ela serve. A resposta é: para que nunca se pare de caminhar em sua direção”, destaca.

Para que pudesse ser orientado por Eligio Resta, um dos pensadores mais respeitados do mundo acerca do processo de humanização do Direito, Paulo Henrique viajava a Roma a cada três meses. “Ele era um professor que eu só conhecia pelos livros e que era mencionado por meus professores. Ter uma pessoa assim como orientador é sempre uma honra”, salienta o xaxinense, ao pontuar que, antes de ser aceito por Resta, viajou a Nova Iorque, onde teve aulas com outro grande estudioso, o professor Pasquale Pasquino. “Iniciei meu estudo em Roma. Após um ano e meio, fui a Nova Iorque e fiquei por lá até o fim do segundo ano. No terceiro, escrevi minha tese, que poderia ser feita em qualquer lugar, e nesta época tive a grata satisfação de ser aceito por Resta. “Sou o último aluno dele, depois ele se aposentou. Isso me deixa grato e feliz”, destaca.

BANCA EXAMINADORA

Paulo Henrique explica que a banca demonstrou grande exigência. “O receio sempre existe. Tinha uma professora, a Maria Paola Mittica, que é doutora e pesquisa na mesa área que minha tese, então ela perguntou bastante coisa envolvendo assuntos e autores complexos”.

Em pouco mais de vinte minutos, o então doutorando apresentou a tese em italiano. “Agora sou um ‘dottore’ em todas as partes do mundo, mas no Brasil o processo é um pouco diferente. Preciso esperar chegar o diploma para revalidar o título. O Brasil tem uma política protecionista contra diplomas da América do Sul, então vai levar de três a quatro meses para a validação.”

MOTIVAÇÃO PESSOAL

Estudar nunca foi problema para Paulo Henrique. Ele, que concluiu o Ensino Médio no Colégio Marista São Francisco, em Chapecó, sempre se dedicou aos estudos. Aos 17 anos, ele leu um livro do complexo filósofo Friedrich Nietzsche e conta ter ficado interessado em saber mais sobre ele. “Desde então eu não parei mais”.

Paulo Henrique formou-se em Direito pela Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc); o mestrado foi concluído na Universidade do Vale do Rio dos Sinos; e ontem ele conquistou o mais novo título na Università Degli Studi di Roma TRE. No currículo do doutor, está a fluência em português, inglês, italiano e espanhol. Além disso, ele lê e compreende textos em grego arcaico, latim e francês.

“É difícil manter a concentração, mas o hábito de estudar é como subir uma escada. Você não sobe ela de uma vez só. Tem que adquirir o topo dando um passo de cada vez. Começa com meia hora, uma, duas, e assim por diante. Meditar e relaxar é importante neste processo, porque o esforço mental é mais pesado que o físico”, aconselha.

NOVOS PLANOS

Professor da Celer Faculdades e da Unoesc, Paulo Henrique almeja abrir novas portas na carreira profissional. “Minha ideia é entrar em algum programa de pós-graduação e lecionar para o mestrado e o doutorado. Talvez advogue, ainda não decidi. Por enquanto só quero dar um tempo para relaxar. Mas, professor e pesquisador eu quero ser sempre. Estudar é uma paixão pra mim.”


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