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Transparência Criciúma

Rodrigo Coelho decide hoje; João Rodrigues se conjuga; Antídio Lunelli quer PSDB e PSD; Gean esfria 2022; O Diabo mora ao lado

Por: Marcos Schettini
26/04/2021 08:48
Luis Gustavo Debiasi

O Diabo mora ao lado

Gelson Merisio sofreu resistência de seu nome na batida do último gongo em 2018. Ele chamou Eduardo Pinho Moreira de preguiçoso, desrespeitou Jorge Bornhausen, atropelou Raimundo Colombo, a quem chamou de traidor quando entregou o governo em fevereiro de 2018 ao MDB. Rotulou Carlos Moisés de outro preguiçoso, ignorou o Progressistas, onde tinha portas abertas depois de ser escorraçado do PSD de Gilberto Kassab. Foi para o PSDB e montou um isolamento, perfeito diga-se, das lideranças antigas em relação às decisões no ninho. Motivou a disputa de Luizinho, um patético candidato, a fazer grandiosos fiascos na eleição em São José e, por isso, ficou em quarto lugar. Em Joinville nem arranhou a lata. Em Florianópolis, tirou João Batista Nunes do colo vencedor de Gean Loureiro para o ostracismo. Em Blumenau viu seu partido deixar João Paulo Kleinübing na estrada quando Maria Regina Soar venceu ao lado de Mário Hildebrandt. Em Chapecó, com nome de ouro para a majoritária, não conseguiu criar uma coligação ao redor do competente Marcio Sander. Venceu em Xanxerê porque o PSD de lá, ajoelhou. Tirou todos os aliados de 2018 do seu lado, inclusive deputados estaduais e federais. As grandes mentes se distanciaram. Ficou a cabeça miúda da governadora interina. Mas aí é fácil.


LEITURA

Diante da ida de Rodrigo Coelho para o Podemos onde, esta noite, decide definitivamente o destino partidário, fica claro que uma composição adjacente está em construção. Isso quer dizer que o partido está às voltas de uma majoritária e que Paulinho Bornhausen saiu da disputa.


DEFINIÇÃO

A ida de Rodrigo para o Podemos é uma demonstração de força de Camilo Martins e Paulinho Bornhausen. O deputado federal de Joinville não tomaria uma decisão nesta direção se, na palavra de ambos, não estivesse a certeza de seu retorno a Brasília.


FORMATAÇÃO

O Podemos tem desenhado as discussões para o ano que vem em uma mudança de rota de Antídio Lunelli que deixaria Celso Maldaner disputar com Dário Berger a presença na majoritária. O prefeito de Jaraguá do Sul está convencido de que precisa do MDB em seu projeto.


DIVISÃO

João Rodrigues está animado em olhar a majoritária do ano que vem. Depois da passagem de Jair Bolsonaro pela Capital do Oeste, o prefeito já se observa em uma composição. As conversas com Clésio Salvaro dentro do PSDB também avançam. O tucano de Criciúma também olha Jaraguá do Sul.


BRASEIRO

Antídio Lunelli, João Rodrigues e Clésio Salvaro devem se encontrar adiante. Vão aguardar o desfecho da convenção e as prévias ulyssistas, se é que isso vai acontecer, para definir o traçado de desincompatibilização em abril de 2022. O clima no MDB esquenta.


ELE

Se Dário Berger nunca perdeu uma eleição, a convenção de 2019 pela presidência do MDB foi um resultado angustiante. O senador tem fartura de simpatia, história partidária para mostrar e é um quadro estadualizado. Antídio tem pouco tempo para consolidar esta altura. Saindo hoje de Jaraguá, sabe que corre contra o tempo.


SONHO

Dário Berger também olha João Rodrigues no Oeste e Clésio Salvaro no Sul. Por isso que Antídio tem um plano secundário no Podemos. Se isso ocorrer, quer Gean Loureiro no jogo. O prefeito da Capital anda meio esmorecido dentro do Democratas.


OBSERVAÇÃO

Para construir o Democratas, o prefeito da Capital precisa ir passando o bastão para Topazio Neto. Gean sabe que, para chegar forte em uma majoritária, tem que passar a Colombo Salles com força do doutorado. Como é prefeito da Capital e presidente do Consórcio Nacional de Vacinas, esfriou.


TAMBÉM

Gelson Merisio precisa consolidar seu nome dentro do PSDB que, desde já, mostra-se completamente contrário à sua candidatura. A presidente do partido é da ala de Clésio e não vai fazer nenhum esforço contra o aliado local. Isso quer dizer que estão cercando suas intenções.


SACRIFÍCIO

Carlinhos Chiodini pode, inclusive, ficar fora da disputa pela reeleição em nome de um grande entendimento em favor de Antídio Lunelli. Seria, nesta observação, o coordenador-geral da campanha. Ele e o prefeito da terra da WEG tem ideias iguais sobre 2022.


ANIMADO

Décio Lima observa a completa retomada de Lula da Silva no processo político do ano que vem para olhar seu retorno a Brasília. Sua esposa, Ana Paula Lima estaria disposta a disputar o Estado e deixar o atual presidente do PT consolidando-se na proporcional.


DIFICULDADE

Jorginho Mello e João Rodrigues são duas lideranças que caminham juntas com o governo federal. Mas uma coligação entre ambos é impossível pela geografia que representam. Sem um espaço para as regiões Norte e Sul, o projeto majoritário se inviabiliza.


ELE

Os olhos estão voltados para a votação do impeachment no dia 7 de maio. Com Carlos Moisés nas rédeas do Estado, a máquina seria um grande aliado de uma composição viável. Inclusive com o PSD e PSDB juntos. O grito de inocência que João Rodrigues e Clésio Salvaro fazem, é um recado.


ASQUEROSO

O PSD está completamente dividido entre João Rodrigues, Raimundo Colombo e Napoleão Bernardes. O primeiro por ser oposição a Gelson Merisio, o segundo por ter perdido o Senado na arrogância de Gelson Merisio e o terceiro por ser o nome de Jorge Bornhausen que votou nele, via Mauro Mariani, para derrotar Gelson Merisio.



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