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Vieses e consensos | Moisés salvo pela velha política que tanto criticava

Por: Ralf Zimmer Junior
07/05/2021 15:36
Ricardo Wolffenbüttel/Secom

Ao tomar posse na Alesc, em 2019, como governador de Santa Catarina, Moisés fez um discurso em prol de um governo técnico, bem como deixou claro em nada lhe apetecer a chamada “velho política”. A resposta veio na hora pelo então chefe do Legislativo, deputado Julio Garcia, que no uso da palavra fez questão de enaltecer sua biografia dedicada à política.

Em 2020, pedidos de impeachment foram protocolados, e quando anunciado a abertura do primeiro processo, Moisés “cobrou" publicamente de Julio Garcia a iniciativa. E com razão, é poder absoluto do presidente do Legislativo deflagrar ou não processo se impedimento.

Ao depois, quando do afastamento do primeiro processo de impeachment, Moisés chega a uma aliança com Julio Garcia, ao ponto de levar seu chefe de gabinete de Julio para ser o chefe de sua Casa Civil.

Vem o segundo impeachment, dos ventiladores, Moisés novamente é afastado, e na data de hoje, retorna ao cargo, absolvido por 6 votos 4 (precisaria 7 para condená-lo). Veja-se que todos os desembargadores votaram pela condenação de Moises e, por ironia do destino, salvo o foi pelas mãos e votos de nada mais nada menos de deputados carimbados, políticos profissionais, inclusive, de um arquirrival do bolsonarismo que o elegeu, o deputado petista Fabiano da Luz.

Decisão legítima. Moisés absolvido. Mas a pergunta permanece sem resposta: cadê os 33 milhões de reais dos ventiladores? Malgrado parte já recuperada, falta algo entre 14 e 19 milhões. Com a palavra, os extraterrestres, porque aqui no mundo dos homens tá difícil.


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