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Vieses e consensos | Crises não se resolvem com receita de bolos, mas com líderes engajados e humildes!

Por: Ralf Zimmer Junior
18/05/2021 17:03
Divulgação

A Europa, sobretudo a Alemanha, viu-se desde 2015 entre a cruz e a espada, ou entre a lua crescente e a suástica, na crise humanitária dos refugiados por conta da guerra da Síria.

Milhares de pessoas marchando para as terras de Goethe por conta de uma safadeza sutil de Orban (premier Húngaro) colocaram o Reich entre abraçar um número impensável de famílias famintas e desesperadas, comprometendo a segurança e as finanças de cidades, ou fechar suas fronteiras à fórceps a estilo da maldita Gestapo.

Ângela Merkel pendeu à opera humanitária, embora pressionada pelo farfalhar das trombetas neonacionalistas. Reconduzida ao cargo em 2018, a Chanceler enfrenta hoje, ainda, como todos os líderes mundiais, a infernal pandemia do Corona Vírus.

Há questões que tão complexas que não comportam soluções simples, muito menos perfeitas. A equação do menos-pior também não passa nem perto de como os manuais de MBA e os coach’s fazem-parecer-ser, diante das variáveis previstas, e imprevistas (Cisnes Negros, conforme apregoa Taleb) que desmontam planejamentos de anos como castelos de areais.

E quando se exigem prontas respostas, que sejam quais forem, não trarão conforto e paz a quase ninguém.

No Brasil, no afã de combater a corrupção, a lava jato atropelou o devido processo legal, e misturou ganhos com perdas, avanços com retrocessos, alçando o principal protagonista, o então juiz Sérgio Moro, a herói da grande mídia num primeiro momento, e hoje a arquirrival tanto da direita (por trair a confiança de Jair Bolsonaro), como da esquerda (por ter forcejado nexos causais duvidosos contra lula), e do centro, por ter buscado demonstrar “equilíbrio” trazendo para as grades de Curitiba o articulador líder do MDB carioca, Eduardo Cunha.

A operação rendeu e rende variadas releituras, desde a miríade inteligível de idas e vindas de decisões da Suprema Corte à população que fica hoje na dúvida, Moro afinal era “mocinho” ou “bandido”, ou “mocinho espertinho egocêntrico”, ou, ainda, “herói incompreendido”? A quebradeira da espinha dorsal brasileira, as empreiteiras, era necessária, evitável, exigível ou indevida?

O STF é o culpado por lula não ter freado a extrema direita em 2018 ou por liberá-lo para tentar desbancar o mito em 2022?

Centrão, direita, esquerda, Judiciário, MPF, vagas no STF que um dia há quem diga querer fechá-lo “porque se mete em tudo”, e noutro corre para ele para pedir Habeas Corpus para poder ficar quieto?

Lula ou Bolsonaro, direita ou esquerda, certo ou errado, no mundo líquido (BAUMANN) em que as fronteiras são zonas gris que exalam um cheiro e causam efeitos de cores do que era certo ontem, não é mais hoje, mas pode voltar a vir a sê-lo semana que vem e com mais força sem se mudar a cor e o odor do caldo da panela dos fatos, apenas se deslocado mais para o lado para vê-a por “outros olhos”.

O País em que os eleitos por meio da urna não confiam nela, ou dizem não confiar. Vacinas com chips, mamadeiras de pirocas, escolas sem partidos, mas com professores partidarizados, vacinados, pressionados, escrachados ou não devidamente valorizados?

A sociedade do descartável que descarta dignidade alheia, mas recicla, recrimina, descriminaliza, prende e depois indeniza e ironiza.

Tempos em que o silêncio fala muito mais que quem fala, escreve, posta ou grita ou se indigna.

Não, não faltam leis. Também não faltam candidatos a mártires, salvadores ou vilão.A culpa não é de uma Instituição, nem de duas, tampouco do Bastião.

Faltam líderes engajados e humildes, que admitem quando erram, que contemporizem os ânimos, que dialoguem, e que hajam intrepidamente quando as circunstâncias exijam. Que não tenham medo de errar, mas sejam obstinados por acertar. Que possuam a consciência que o poder, o dinheiro, fama e a vida são efêmeros, mas que o esmero, respeito, dialogo e o agir de peito aberto e sem receio é necessário, ainda que sem se saber por inteiro.

O mundo do “faça você mesmo em 5 passos, e leve grátis um jogo de facas guinssu”, ou não se preocupe que o Pastor ou o seu ministro vão ajudar, não, não dá conta de todas as dores aplacar.

Escolhas duras têm vindo e virão, só com líderes engajados e humildes encontraremos quiçá, com muito diálogo e precisa ação, algum pedaço de mundo bão (só para não perder a rima meu irmão).


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