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Audiência pública debate enfrentamento da pandemia na capital e em SC

Por: LÊ NOTÍCIAS
10/06/2021 10:35 - Atualizado em 10/06/2021 10:38
Solon Soares/Agência AL Audiência pública foi promovida pelas comissões de saúde da Assembleia Legislativa e da Câmara de Vereadores de Florianópolis Audiência pública foi promovida pelas comissões de saúde da Assembleia Legislativa e da Câmara de Vereadores de Florianópolis

Aumentar o quantitativo e a velocidade de vacinação e investir em informação de qualidade para conscientização da população foram os pontos mais debatidos durante audiência pública conjunta promovida, na manhã desta quarta-feira (09), pelas comissões de saúde da Assembleia Legislativa e da Câmara de Vereadores de Florianópolis. A audiência teve como temas a situação atual no combate à pandemia do Covid-19, a compra de insumos para garantir a vacinação universal da população e os reflexos do colapso nas estruturas de saúde do estado e da capital.

A vereadora Carla Ayres (PT), proponente da audiência pública, pontuou como encaminhamentos a necessidade de articulação permanente para compra de vacinas no estado; a intensificação da busca ativa para vacinação; a intensificação de campanhas pró-vacina; a ampliação dos pontos de vacinação; e a implantação de protocolos de barreira sanitária. “Precisamos discutir estratégias de compra de vacinas para estado e municípios. Temos um quantitativo de segunda dose ainda muito baixo e não há estratégia nítida de barreira sanitária”, reforçou.

O presidente da Comissão de Saúde, deputado Neodi Saretta (PT), acrescentou que, “mesmo com bom índice de imunização no comparativo com outras cidades, o estado como um todo está andando a passos lentos na imunização, com poucas doses disponíveis e a ameaça de uma terceira onda de Covid-19”.

Vários professores/pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) participaram da audiência pública. O professor Oscar Bruna Romero, do Centro de Ciências Biológicas, sugeriu, entre outros pontos, que seja reforçada a vacinação utilizando a estrutura das unidades básicas de saúde, que segundo ele, possuem a vantagem de conseguir fazer a busca ativa das pessoas que não fizeram a segunda dose. “Precisamos falar com essas pessoas”, enfatizou.

Romero frisou que as vacinas estão chegando com demora. “Precisamos aumentar a velocidade tanto quanto nos seja possível, investindo todos os recursos necessários”, defendeu. Ele acrescentou que é preciso melhorar a gestão, pois há um quantitativo de vacinas que está sendo guardado de forma preventiva, quando essas doses deveriam ser aplicadas na população. A necessidade de orientação técnica dos profissionais foi outro ponto registrado pelo professor.

“É uma questão fundamental ter consciência e investimento no ponto que a vacina salva vidas”, disse a professora do Departamento de Enfermagem da UFSC, Denise Pires. “A luta política é fundamental para a gente ter vacina. Temos expertise, temos competência para fazer a vacinação, e precisamos é de decisão política”, enfatizou. De acordo com a professora, somente os equipamentos de vacinação disponíveis no estado (nas unidades básicas de saúde) teriam sido suficientes para vacinar toda a população acima de 18 anos em Santa Catarina até o mês de maio.

SOMMELIERS DE VACINA
A escolha de vacinas pela população foi uma atitude bastante criticada pelos participantes da audiência pública. Esse tipo de atitude nunca se viu antes na história de um país e está se agravando pela falta de comunicação eficiente, na opinião do professor Romero.

“Escolher vacina não tem nenhum fundamento. A vacina boa é aquela disponível, com duas doses”, disse o superintendente em Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Eduardo Macário.

COMPRA DE VACINAS
O estado tem recursos disponíveis para comprar vacinas e está fazendo prospecção de compra com os laboratórios, conforme Macário. Em relação à estrutura de vacinação, o superintendente frisou que a Secretaria de Estado da Saúde recomendou aos municípios a ampliação dos pontos de atendimento, utilizando as unidades básicas de saúde para vacinação contra Covid-19.

Responsável pelo Programa de Vacinação Covid em Florianópolis, Sandra Regina da Costa explicou que a opção do município pelos centros de vacinação se deu pela necessidade de contenção de aglomerações nas unidades de saúde, que já enfrentam alta demanda de atendimentos em decorrência da pandemia. Ela citou ainda a vacinação paralela contra o vírus influenza (gripe), que está ocorrendo nos postos de saúde.

O presidente da Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores, Renato da Farmácia (PSDB), opinou que a prefeitura de Florianópolis está fazendo um grande trabalho na imunização. “Estamos próximos de atingir 45% das pessoas que deverão tomar a vacina. A Secretaria de Saúde do município está fazendo um trabalho muito bom. Poderíamos estar melhor se não tivesse sido interrompida a compra da Sputnik pelo consórcio [iniciativa da Federação Catarinense dos Municípios]”, disse.

FAIXAS ETÁRIAS
Eduardo Macário afirmou que a decisão de retomar a vacinação por faixas etárias permitirá uma evolução mais rápida na cobertura vacinal, já que elimina a necessidade de comprovação de documentos exigida dos grupos prioritários. Em resposta a questionamentos, ele afirmou que não haverá falta de insumos no estado e que a meta é vacinar toda a população até 23 de outubro.

Sandra Regina da Costa concordou que “vacinar a população por faixa etária vai dar velocidade no processo de vacinação” e acrescentou que hoje as pessoas que estão sendo hospitalizadas em decorrência de Covid estão principalmente nas faixas etárias dos 40 e 50 anos. “Se tivermos 75% da população vacinada, poderemos considerar a cidade imunizada”, previu.

FALTA DE INFORMAÇÃO
O deputado Dr. Vicente Caropreso (PSDB), que é vice-presidente da Comissão de Saúde, lamentou a desinformação em relação à importância das vacinas e recomendou que a população mantenha as medidas preventivas. “Estamos vivendo uma dificuldade perversa de uma contrainformação maligna que é engendrada para fazer entender que a doença não é tão grave”, lamentou. Dr. Vicente também lamentou que a compra da vacina Sputnik pela Fecam tenha sido atrasada pelas autoridades em cinco meses, por razões inexplicáveis.

“Estamos enfrentando uma pandemia em meio a uma pandemia de fake news, que tem afetado até mesmo os profissionais de saúde”, concordou Eduardo Macário. Segundo ele, não existe respaldo científico para se fazer o que alguns médicos estão fazendo, prescrevendo vacinas específicas para pacientes portadores de determinadas doenças.

Os deputados Jair Miotto (PSC) e Valdir Cobalchini (MDB) também participaram da audiência, assim como outros vereadores da capital e representantes de entidades sindicais.


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