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Fundação Logósofica | Cada um tem uma parte de razão

Por: Fundação Logosófica
29/06/2021 10:16
Unsplash

Por Carlos Bernardo González Pecotche (Raumsol)

É necessário cultivar muito a reflexão, evitando pronunciar-se precipitadamente, pois nunca é tarde para responder com a palavra ou com o exemplo. O mau é quando se quer ter logo toda a razão e, pior ainda, quando se tem a pretensão de impô-la aos outros. Todos temos sempre uma parte de razão, mas não é esta a que utilizamos para nos entendermos com o semelhante, senão a que não temos, isto é, a que cremos ter.

Se encontrarmos duas pessoas discutindo acaloradamente, e até quase agressivamente, e lhes perguntarmos que animosidade existe entre elas para discutir dessa maneira, certamente não saberão responder com precisão o que fez com que chegassem a se tratar em termos tão agressivos; ou melhor, as duas dirão, ao mesmo tempo, que uma delas quis impor sua razão à outra.

Se uma delas, em vez de querer impor sua razão, a desse à outra, buscando com isto acalmar sua pretensão, seu amor-próprio ou sua vaidade, quem teria saído ganhando? A primeira, absolutamente nada, e a outra tampouco, mas teriam evitado possíveis consequências amargas.

Não devem existir desavenças entre os seres por motivos totalmente alheios ao que constitui a finalidade da vida porque seria distrair a atenção, perder o tempo, gastar energias. Em consequência, quem é consciente de possuir uma parte de bem e de felicidade deve buscar, logicamente, ser amável, desculpando sempre os momentos intempestivos do semelhante, pois quanto mais o desculpar, mais haverá de merecer desculpa, se alguma vez incorrer no mesmo erro. Quão grato é para o espírito sentir como nos é devolvido o mesmo bem que tenhamos oferecido na desculpa do erro alheio! Com isto, já estamos nos fazendo um bem, alimentando nossa felicidade.

Devemos converter-nos sempre em credores morais e não em devedores; quanto mais belos forem nossos gestos, quanto mais elevação houver em nossos atos e pensamentos, quanto melhores forem nossas palavras e intenções, mais tudo isto contribuirá para aumentar a própria posse da felicidade. Os momentos da vida serão mais gratos, porque experimentaremos a ventura de haver criado um estado aprazível dentro de nosso ser, depois de oferecer o esquecimento à ofensa, prodigando a doçura e o bem em todo sentido.

Lamentaremos se não virmos o mesmo no semelhante; mas nem por isso nos sentiremos incomodados ou ofendidos por quem nos mostra sua inferioridade, pois já é uma grande vantagem saber-se capaz de dominar as reações impulsivas do ânimo, enquanto se derrama, em doce expressão, a desculpa e a ternura do perdão, que abranda até as pedras mais duras.

Esta concepção de uma conduta superior permite refletir sobre os muitos instantes em que a experiência surge provando a têmpera de nosso espírito; com frequência, esta ou aquela circunstância nos oferecerá motivo suficiente para exercer a prática desse bem.

(Texto extraído do Livro Introdução ao Conhecimento Logosófico, pág. 286-288 )


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