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Artigo | Quais são as diferenças entre as vacinas contra Covid-19?

Por: LÊ NOTÍCIAS
10/08/2021 17:28
Ricardo Wolffenbüttel/Secom

A vacinação contra Covid-19 é essencial para prevenir mais óbitos, casos graves e conter a pandemia mundial. No Brasil, no presente momento há disponíveis seis tipos de vacinas que possuem a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Você sabe quais são elas?

As vacinas disponíveis para uso no Brasil, seja através de concessão de registro, uso emergencial, importação excepcional ou pelo consórcio Covax Facility são: CoranaVac (Butantan), AstraZeneca (Fiocruz), Pfizer (BioNTech), Janssen (Johnson & Johnson), Covaxin (Bharat Biontech) e a Sputnik (Instituto de Pesquisa Gamaleya). Diante disso, as diferenças das vacinas são:

CoronaVac: Essa vacina é produzida pelo Instituto Butantan. O método utilizado é da tecnologia do vírus inativo (morto), sua eficácia global pode chegar a 62,3% quando o intervalo entre as duas doses for igual ou superior de 21 dias. Para prevenção de casos mais graves sua eficácia pode variar 83,7% a 100%.

AstraZeneca: Essa vacina é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o método utilizado é baseado na técnica de vetor viral, onde um vírus de chimpanzé é utilizado e manipulado geneticamente. Sua eficácia na primeira dose é de 76% e com a segunda dose atinge 81%, o intervalo entre as doses precisa ser de 84 dias.

Pfizer: Essa vacina é produzida pelo laboratório BioNTech, nela é utilizado o RNA mensageiro, que repassa informações para que o organismo produza proteínas que são encontradas no coronavírus, assim gera estimulação para a resposta imune. Sua eficácia é de 95% após a segunda dose e seu tempo de intervalo é de até 84 dias.

Janssen: Essa vacina é produzida pelo grupo Johnson & Johnson e usa o mesmo método da vacina AstraZeneca, onde um vírus (adenovírus) é modificado geneticamente. A eficácia é de 66,9% em casos leves e moderados, já para casos graves chega a 76,7%. A aplicação é de dose única.

Covaxin: Essa vacina é produzida pelo laboratório indiano Bharat Biontech. É utilizado método da tecnologia de vírus inativo, onde o vírus sofre modificações para que não seja capaz de se replicar no organismo, estimulando assim uma resposta imunológica. Sua eficácia é de 78% após segunda dose e o seu tempo de intervalo é de 28 dias.

Sputnik: Essa vacina é produzida pelo Instituto de Pesquisa Gamaleya, e usa o mesmo método da vacina AstraZeneca, onde um vírus (adenovírus) é modificado geneticamente, mas nesse caso é utilizado dois vírus. Sua eficácia pode chegar a 97,6% após segunda dose e o seu tempo de intervalo é de 21 dias.

Todas as vacinas são seguras e têm função de estimular imunidade. Podem ocorrer reações, que na maioria dos casos, são de pequenas proporções e temporárias. Entre as possíveis reações estão: febre baixa e dores musculares, as quais indicam que o sistema imunológico está respondendo à vacina, ou seja, que o organismo está se preparando para combater o vírus. Porém, também pode não ocorrer efeitos colaterais/adversos. Fato que não significa a ineficácia da vacina. Essa situação acontece em indivíduos que são assintomáticos para a doença. Contudo, cada organismo reage de uma forma diferente. O importante é estar ciente dos benefícios da vacinação e na hora de se vacinar, usufruir da vacina que está sendo disponibilizada a você.



Artigo assinado por:

Odair Bonacina Aruda, Acadêmico de Enfermagem, Universidade do Estado de Santa Catarina-UDESC.

Ana Flavia Carvalho, Acadêmica de Enfermagem, Universidade do Estado de Santa Catarina-UDESC.

Fernanda Norbak Dalla Cort, Enfermeira, Mestranda do Mestrado Profissional de Enfermagem na Atenção Primaria a Saúde-UDESC.

Leila Zanatta, Farmacêutica, Doutora em Farmácia, Docente do departamento de enfermagem na Universidade do Estado de Santa Catarina-UDESC.

Arnildo Korb, Biólogo, Doutor em meio ambiente e desenvolvimento, Docente do departamento de enfermagem na Universidade do Estado de Santa Catarina-UDESC.

Samuel da Silva Feitosa, Desenvolvedor de Sistemas, Doutorado em Ciências da Computação pela Universidade Federal de Pelotas, Docente do Instituto Federal de Santa Catarina-IFSC.


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