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Antídio agora é outro; MDB tenta segurar prefeito; Ponticelli acende luz; Jorginho ferve; PSDB e Merisio; A Democracia em Setembro

Por: Marcos Schettini
30/08/2021 08:54 - Atualizado em 30/08/2021 09:21
Marcos Corrêa/PR

O Brasil depois de 07 de Setembro

Jair Bolsonaro move-se na estratégia militar e, por isso, não escuta ninguém fora desta linha. Quando passa o bisturi no tendão de Aquiles da democracia, sabe que é exatamente neste local que quer ver o tombo adversário de nome STF. O Congresso Nacional ainda não é seu segundo alvo porque está sendo orientado nisso. Tem deputados do centrão, com força de negociação, que falam em seu nome e, com isso, a segunda etapa seria mais adiante. Mas é claro, como as águas descidas do Himalaia, que vai medir o tamanho do apoio e a força das imagens nas redes sociais, sentir o peso do seu braço para uma ruptura logo mais. Se há quem não acredite em virada de mesa, por que ele ensaia discursos e não executaria? Quando diz que só Deus o tira da presidência, é porque tem leitura para falar. Quando busca cassar ministros do STF, não dá passos no escuro. Ao injetar altos salários aos oficiais das Forças Armadas, sabe os motivos. Quando chama os evangélicos para os desfiles, quer mandar um recado direto de comandante em chefe. Ao autorizar desfile de tanques, mesmo que caindo aos pedaços, para intimidar os congressistas, sabe os motivos. O termômetro já mediu a febre, agora vai dar o remédio. Sem outra interpretação.


AMARRA

A iniciativa política de Valdir Cobalchini em chamar Antídio Lunelli para um almoço na bancada que lidera na Alesc, é uma bandeira branca a meio pau. Aquela do partido de fazer as prévias em metade de fevereiro do ano que vem, não altera as circunstâncias.


DESAMARRADO

Ao olhar para Camilo Martins do Podemos e levantar os braços ao lado de Jorginho Mello, um segurando o braço do outro no alto, mostra alternativas do prefeito de Jaraguá do Sul. Ele está dizendo que, embora toda a consequência, tem direção e posicionamento.


MUDO

Antídio Lunelli vai cortar o bife à mesa da bancada no modo avião. Vai escutar o que os deputados ulyssistas vão dizer e, conforme for o teor, falar em silêncio, mostrando que não está ignorando-os, mas também que aprendeu muito na última reunião.


BOLSONARISTA

Para Antídio Lunelli beijar a testa de Jorginho Mello, não tem filtro. Ele vai e mostra sua direção sem olhar para trás. Até porque seu DNA empresarial olha para a mesma direção que o senador e presidente do PL. Quer a reeleição de Jair Bolsonaro e ser governador.


TRINCA

João Rodrigues brinca de disputa majoritária, mas, se ocorrer, vai em direção a Carlos Moisés da Silva. Tem um amigo pessoal na Casa Civil e, ao lado de Orvino Coelho de Ávila e Clésio Salvaro, somou em favor do retorno do governador. Neste caso, está fora do eixo Jorginho Mello.


ALIENÍGENA

Gean Loureiro é de Krypton, planeta do jornalista Clark Kent. Após a cirurgia cardíaca, já começou a mandar mensagem para as redes sociais e mostrando disposição. Cintia Loureiro, ao seu lado como sempre, mais motivada, vê o marido de volta ao trabalho em cinco dias.


LEALDADE

Topazio Neto esteve ao lado da família e em sintonia plena com o titular da prefeitura. É o vice que Gean buscou pela demonstração plena de fidelidade e afinação política, o parceiro da chapa vencedora no 1° turno. Quando saiu a alta hospitalar do amigo, ligou imediatamente.


ENTÃO

Tullo Cavallazzi, ex-presidente da OAB, disfarçou apoio a Rafael Horn por muito tempo. À toa não é sua adesão ao candidato Hélio Brasil de forma silenciosa. Este acerto, inclusive há meses, já garantiu boas posições na chapa que está montando, negociando nomes ligados também a Paulo Borba. Quem diria.


APOSTA

Caio Tokarski saiu do PSD e vai mergulhar na campanha de Pepê Collaço a estadual. Com a possível saída de Joares Ponticelli do jogo sucessório, ficando até o fim do mandato, o sonho de assumir a prefeitura fica distante. Mas o prefeito de Tubarão cresce para compor com Jorginho Mello.


DESENHO

Como Ciro Nogueira é o maior nome do Progressistas no país, a tendência é o partido em SC acompanhar unidade ao lado do presidente estadual do PL. Neste caso, une um corredor municipal nesta tese. E Beto Martins, Jorginho Mello de cruz na testa, entra para edificar este alcance.


PALAVRA

A entrada de Joares Ponticelli nesta arquitetura é tão viva quanto a memória de Anita Garibaldi. O prefeito de Tubarão quer a mostra de Esperidião Amin nesta edificação. Natural que Progressistas e PL sentem à mesa deste palco. Hoje, no cenário nacional, são da mesma árvore bolsonarista.


DESEJO

Embora o PTB de Kennedy Nunes busque espaço na majoritária como senador, Jorginho gostaria muito de afundar o casco intencional de Antídio Lunelli no MDB e atrair a liderança do prefeito de Jaraguá do Sul para compor pelo Podemos ao Senado.


GEOGRAFIA

Com Antídio Lunelli do Norte, Joares Ponticelli do Sul e Jorginho Mello pelo Oeste, fecharia a trinca representativa ideal para construir uma chapa com altura de igualdade. O pai de Bruno e Felipe Mello quer este orgasmo partidário de coligação.


PERSONALIDADE

Tem pesado negativamente dentro do ninho tucano os gestos de indiferença que Gelson Merisio demonstrou na reunião do PSDB com João Doria em SC há alguns dias. O ex-presidente da Alesc ficou todo o tempo mexendo no celular e ignorando o encontro político.


CACOETE

Os tucanos não se surpreendem com a falta de educação política de Gelson Merisio. Entendem que faz parte da sua trajetória pública desrespeitar qualquer outra liderança. Seria um defeito crônico, uma roupagem de seu comportamento. O tropeço ao governo em 2018, diz.


LEITURA

O processo de escolha do novo presidente do PSDB de SC vai ter um desfecho para decifrar quem é quem no comando da sigla. Marcos Vieira, líder absoluto no retorno de Carlos Moisés ao governo, vai mexer para dar outro rumo no voo que marca 2022. O deputado estadual trabalha para assumir o controle e produzir novo roteiro.


EMPREENDEDOR

Adriano Bortolanza, ex-vice-prefeito de Xaxim, avança em seus negócios e, ousado, mergulha no setor hoteleiro. Ao lado da esposa Fabiane, engenheira, amplia investimentos além da construção civil e entretenimento. Vão administrar o Golden Hotel às margens da BR-101.




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