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Sine de Xaxim encaminha 765 pedidos de seguro-desemprego no primeiro semestre

Município ainda possui saldo positivo de 142 empregos gerados este ano
Por: LÊ NOTÍCIAS
21/07/2017 09:54 - Atualizado em 21/07/2017 09:54
No primeiro semestre deste ano, o município registrou 2198 admissões e 2056 pedidos de desligamento (Foto: Arquivo/LÊ) No primeiro semestre deste ano, o município registrou 2198 admissões e 2056 pedidos de desligamento (Foto: Arquivo/LÊ)


Por Vitória Schettini

Em tempos de crise, muitos sofrem economicamente. No cenário atual do Brasil, que vive, além de uma crise econômica, mas também política, afeta o bolso de todos. Não é a toa que no primeiro semestre de 2017, foram contabilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mais de 14,2 milhões de desempregados.

Tais números refletem como mercado de trabalho vem deteriorando no país, resultados da instabilidade econômica que os brasileiros vêm enfrentando. Deste modo, a alternativa que servem às empresas é o corte de custos, e dentro dele, as demissões. Os empregados se veem em apuros e o que os ampara são os benefícios concedidos pela CLT, como o FGTS e o Seguro-desemprego.

Um exemplo de demissão em massa ocorreu recentemente na empresa Tronic, em Xaxim, que mandou mais de 200 funcionários embora. Depois de impasses ocorridos em 2016, devido ao atraso no pagamento de salário e além de falta de dinheiro, a fabricante de tênis esportivos fechou as portas oficialmente em abril deste ano.

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), por meio do Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET), do Ministério do Trabalho, mesmo com centenas de demissões, Xaxim permaneceu com saldo positivo de 142 empregos no período entre janeiro e junho de 2017, somando números de atividades como indústria de transformação, construção civil, comércio, administração pública, agropecuária, entre outras. Em comparação com a mesma época do ano passado, a cidade registrou também saldo positivo com 100 empregos, e em 2015, com o saldo negativo de -25. Ainda conforme informações do Caged, no primeiro semestre deste ano houve 2198 admissões e 2056 desligamentos, sendo que 765 pedidos de seguro-desemprego foram encaminhados junto ao Sine.

PEDIDOS AO SINE

Embora o seguro-desemprego seja garantido por lei, ainda ocorrem vários problemas no processo, como a falta de comunicação entre o Sine e empresas de grande porte. Em Xaxim, por exemplo, o órgão argumenta que assim que os trabalhadores demitidos chegam para fazer encaminhamento, mostra-se as vagas que estão disponíveis, no entanto, a pessoa não é obrigada a aceitá-las, principalmente se não for uma função igual a que desempenhava antes.

Conforme informações do Sine, nos últimos meses, os números de encaminhamentos de seguro-desemprego foi maior devido à demissão coletiva feita pela Tronic, antes de seu fechamento. “Durante os pedidos de encaminhamento, mesmo com o Sine avisando aos cidadãos de que havia vagas disponíveis, muitos queriam o benefício, pois justificavam que precisavam urgentemente do dinheiro”, exclamou Eliege Oliveira, assistente administrativa do Sine de Xaxim.

Mesmo que haja funções no Sine, as principais são que exigem alguma experiência e maioria dos candidatos não têm, então resta ao órgão encaminhá-los para a Aurora e Rafitec, empresas que não requisitam tanta experiência. “Se o empregado trabalhava antes em uma empresa em que ele executaria as mesmas funções na firma da vaga ofertada, o colaborador é obrigado a aceitar o emprego e é encaminhado para uma entrevista. Já se ele irá ou não, é uma escolha dele. Se o salário for menor ou igual do que o emprego anterior e a função for a mesma, então não é exigido que ele vá à entrevista”, conta Eliege.

Segundo o Sine de Xaxim, durante o período de 14/04 e 28/06, quando o cadastro foi iniciado no sistema do Sine, 47 pessoas foram encaminhadas e apenas sete foram chamadas para uma pré-seleção. Além disso, muitos imigrantes que procuraram por emprego, foram encaminhados ao Aurora e Rafitec, mas existe uma lista de espera, onde os brasileiros são priorizados.

ESTELIONATO

Receber salário e seguro-desemprego é crime enquadrado como estelionato. Se o trabalhador está empregado, não deve receber o dinheiro, que é destinado a quem não está trabalhando. O crime é previsto pelo no artigo 45, parágrafo 1º do Código Penal Brasileiro.


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