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Unochapecó é escolhida para receber financiamento da ONU para projeto

Por: LÊ NOTÍCIAS
22/05/2022 21:02 - Atualizado em 22/05/2022 21:04
Unochapecó O projeto capitaneado pelo professor Giovanni Olsson foi o único brasileiro a avançar para a segunda etapa da seleção O projeto capitaneado pelo professor Giovanni Olsson foi o único brasileiro a avançar para a segunda etapa da seleção

Elaborada para assegurar a vida plena de toda a população, dentro das condições oferecidas por nossa natureza, a Agenda 2030 da ONU é o mais importante projeto da sociedade contemporânea globalizada. A efetivação dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável é representada por 193 países, os quais desenvolvem projetos e ações que propõem a melhora progressiva na qualidade de vida.

A Unochapecó, atuando como signatária do Movimento, inclui os ODS na experiência acadêmica, científica e regional. No último mês, um dos projetos desenvolvidos na Universidade foi contemplado pelo Financiamento de Pesquisa Universitária Colaborativa sobre a aplicação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas com a pesquisa `Sustainable Production by gender-driven social and economic movements: Brazil and Canada experiences on promoting UN 2030 Agenda SDGs (Cases: Pitanga Rosa-Brazil and La Maison Verte-Canada)`.

O projeto é coordenado pelo professor Giovanni Olsson, da Unochapecó, e pelo professor Sean Mendes, da Universidade de Algoma, no Canadá. O objetivo principal da pesquisa é investigar o protagonismo dos movimentos sociais e econômicos femininos nos dois países, os limites e possibilidades de sua contribuição para a efetivação da Agenda 30 com foco na produção sustentável.

"A parceria iniciou em 2021 com uma experiência de `Collaborative Online International Learning` (COIL), em que as atividades em Algoma, conduzidas pelo professor Sean Mendes, sobre atuações internacionais, eram compartilhadas online com a Unochapecó. Existe muita afinidade da Unochapecó com Algoma, que possui um caráter comunitário e de forma ativa na extensão. Foi uma experiência muito exitosa, que contou com a participação de graduandos, mestrandos e doutorandos brasileiros, canadenses e de países como Índia, Portugal, Camarões, Itália, França e Romênia, sempre online e com interações síncronas e materiais de apoio", conta.

O projeto deve produzir benefícios não apenas para os estudantes e pesquisadores na Universidade, mas também para os movimentos sociais envolvidos, brasileiro e canadense, o que projeta o caráter comunitário das Instituições e reforça a importância das pesquisas acadêmicas. Os resultados esperados consistem na elaboração de um estudo a ser difundido nas Universidades, criando, assim, uma aliança de pesquisa entre elas. "Trata-se, por evidente, de um conhecimento local com relevância e replicação global".

Estudantes e docentes da graduação de Direito e Relações Internacionais e do mestrado em Direito, estão atuando diretamente na execução do projeto junto à comunidade chapecoense. "Esse projeto tem uma articulação complexa tanto no nível acadêmico como administrativo, e, por isso, diversas áreas da Unochapecó estão diretamente envolvidas, particularmente a Assessoria de Relações Nacionais e Internacionais da Unochapecó (Arni) e o Escritório de Projetos e Prestação de Serviços (EPPS), cujo apoio foi decisivo para o êxito do trabalho", relembra Olsson.

NO PAPEL

O edital foi disponibilizado por duas organizações internacionais, a Inter-American Organization for Higher Education (IOHE) e a Organizácion Universitária Interamericana (OUI), que estabeleceram uma série de critérios de admissibilidade para concorrer aos investimentos. Entre eles, estava a parceria entre a instituição proponente e outra instituição de ensino superior das Américas, e a abordagem de temas relacionados ao desenvolvimento sustentável. Projetos de todo o Brasil participaram da concorrência, sendo três deles da Unochapecó: o projeto capitaneado pelo professor Giovanni Olsson foi o único brasileiro a avançar para a segunda etapa da seleção.

Junto da Assessoria de Relações Nacionais e Internacionais (ARNI), o EPPS colaborou na organização e tradução dos documentos necessários, coleta de assinaturas, além da adequação do projeto original ao formato exigido pela OUI e IOHE - fases essenciais para garantir que a proposta estivesse apta a receber o aporte de recursos. Para a execução do projeto, o edital em questão prevê o subsídio financeiro da OUI, de nove mil dólares canadenses, e uma contrapartida da Unochapecó, de três mil e quinhentos dólares canadenses, que serão destinados a rubricas já definidas em orçamento.

Na Unochapecó, o apoio para a elaboração do projeto partiu do Escritório de Projetos e Prospecção de Soluções (EPPS), por meio dos analistas de projetos Renato Francisco Habas e Renê Luiz Anziliero. Com a função de identificar os editais e divulgá-los para a comunidade acadêmica, o EPPS atua no planejamento e controle de projetos de captação de recursos no âmbito da pesquisa, extensão, desenvolvimento, inovação e empreendedorismo, sendo vinculado à Vice-Reitoria de Planejamento e Desenvolvimento e integrante da Rede de Inovação da Unochapecó.

GOING ABROAD

A parceria com a Universidade de Algoma faz parte de uma série de iniciativas de internacionalização da Unochapecó, que proporcionam oportunidades de contato com novas realidades para discentes e docentes da instituição. Para Liana Sonza, analista de Relações Nacionais e Internacionais, as experiências internacionais ajudam a fortalecer novas qualificações.

“É possível desenvolver no estudante em formação competências e habilidades para atuar em um mundo intercultural e global, formando cidadãos mais tolerantes, flexíveis, abertos para novas experiências, criativos e preocupados em desenvolver soluções para problemas globais, melhorando a qualidade de vida das pessoas, nos diferentes espaços que habitam. Promover a interação com projetos ligados a redes de inovação e tecnologia são também mecanismos que estimulam um olhar internacional para a formação e para a intervenção profissional”, afirma.

De acordo com Liana, o fortalecimento de pesquisas em rede e a cooperação em projetos conjuntos ganham ainda mais destaque na solução de problemas globais. “Mesmo que as experiências de internacionalização não ocorram de maneira homogênea, nos possibilitam conhecer outras realidades, e sobretudo, aprender uns com os outros”, finaliza.


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