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Artigo | Um país sem chances

Por: LÊ NOTÍCIAS
02/08/2017 10:18 - Atualizado em 06/08/2020 11:20

Por Vinicius Lummertz*

O Brasil não está funcionando. Essa é a impressão que se tem quando acompanhamos o noticiário. O que levou a situação a se deteriorar tanto nos últimos anos? Ou é só uma impressão transmitida pela imprensa de “hard news”? Há quem sustente que chegamos ao fim da linha. Enxergamos a imagem de um país que somos, mas não queremos ser. O que poderiam querer os brasileiros? Querem o que viram em viagens, em filmes, na TV e na internet. Querem um país que funcione. Se não somos, a culpa pode ser da corrupção e dos maus políticos, como diz o noticiário. Mas isso não é toda a verdade. Alguns ainda sonham com Cuba, mas o que ocorre na Venezuela os faz tremer por dentro.

O Brasil é a terceira extensão territorial continental do planeta e abriga a quinta maior população do mundo. Tem todas as pré-condições para crescer e se desenvolver, mas não funciona. Eu diria: não tem como funcionar. Vivemos na armadilha de uma suposta renda média que imaginamos que passamos a ter, a partir do governo Lula.

O que vimos foi uma explosão nos termos de troca das commodities que exportamos, somados ao fim do imposto inflacionário, a migração dos trabalhadores da desindustrialização para os serviços e ampliação do crédito de 17% para 90% do PIB. Isto já foi incorporado e por isso voltamos para dentro da caixa da armadilha. O governo arrecada quase 40% do que produzimos. Não é suficiente para pagar as contas, aí vem o déficit, com o financiamento bancário mais caro do planeta. Como resultado, R$ 1,3 trilhão vai para pagar juros e déficit da Previdência.

A Constituição de 1988 decretou um país com direitos inspirados na social democracia europeia. Mas colocou uma camisa de força no capitalismo e no livre-mercado. Para as empresas crescerem, fazem isso no em torno do Estado. Por isso temos mais corrupção. Temos um dos piores ambientes de negócio do planeta - e Florianópolis um dos piores do Brasil. Não temos empresas - nem em número nem em taxas de crescimento - para carregar nas costas este sonho distributivo.

Quem quer pagar um salário de R$ 10 mil para um bom trabalhador, paga R$ 20 mil. E quem recebe os R$ 10 mil, depois de descontar o imposto, fica com R$ 7,5 mil. Quando ele vai às compras paga mais impostos e juros bancários. Sobram três ou quatro mil reais. Não há poupança. O pacto da esquerda corporativa com a oligarquia financeira mais poderosa é cruel. Precisaremos de muito mais reformas, além das que estão em curso. Só assim, mudaremos o modelo de organização econômica do país que hoje não poupa e não investe.

*Presidente da Embratur


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