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MUITA FOFURA

Hospital de Chapecó libera visita de cães aos pacientes

Por: LÊ NOTÍCIAS
08/08/2017 16:31
Hospital da Unimed Chapecó desenvolve, de forma inédita no Estado, projeto que permite a visita de cães aos pacientes (Foto: MB Comunicação) Hospital da Unimed Chapecó desenvolve, de forma inédita no Estado, projeto que permite a visita de cães aos pacientes (Foto: MB Comunicação)

Amáveis, fofos, sensíveis, leais, fieis, carinhosos... São inúmeros os adjetivos quando o assunto é o mundo pet. Eles tomaram conta das famílias no mundo todo e trazem alegria e companheirismo no dia a dia de muita gente. Por falar nisso, é justamente para oferecer um pouco mais de atenção e bem-estar às pessoas que a Unimed Chapecó implementou a Visita Pet no hospital da cooperativa médica. A iniciativa é inédita no Estado.

A primeira visita foi marcada por momentos de surpresa, fofura e emoção, demonstrando o quanto os bichos são importantes para auxiliar na recuperação de pacientes. Acompanhadas por suas tutoras e pelo grupo de trabalho multidisciplinar dedicado a esta atividade, a Fiona, uma Pug de 9 anos, e a Xula, uma pastora de Shetland de 10 anos, da Escola de Adestramento Dog Show Chapeco, encantaram pacientes e colaboradores com comportamento meigo, interativo e carinhoso.

A iniciativa faz parte do projeto desenvolvido pela diretora hospitalar, doutora Carolina Ponzi, e a partir de agora será parte das rotinas do Hospital. Segundo ela, a Unimed do Brasil tem um programa de responsabilidade social e sustentabilidade que inclui a Terapia Assistida por Animais (TAA) ou vista pet. “A sugestão da Unimed do Brasil para adotar essa prática no Hospital veio ao encontro da ideia que estava amadurecendo. Apresentamos a importância da ação ao Conselho de Administração, que foi extremamente receptivo e aprovou o projeto”.

Dra. Carolina lembra que os passos seguintes incluíram a publicação de uma matéria na revista Vida Mais mostrando os benefícios da ação. Em seguida, foram selecionados alguns colaboradores-chave, organizadas as normas e as rotinas e selecionados os cães, de forma que fosse seguro para todos: pacientes, instituição, colaboradores e cães.

Segundo a diretora hospitalar, diversos estudos mostram a importância dessa prática já adotada em várias Unimeds e outras instituições hospitalares. “É comprovado que pacientes que recebem a visita de um animal usam menos analgésicos porque sentem menos dor e diminuem o nível de cortisol que é o hormônio de stress. Outros benefícios incluem a redução da sensação de solidão e estímulo ao movimento e à socialização”, enfatiza, mencionando que o resultado da primeira visita foi muito positivo. “Percebemos que os pacientes ficaram felizes e relaxados, além de ter sido bom para os colaboradores”.

Bernadete Mânica, 57 anos, de Caxias do Sul, ficou encantada com a visita especial que recebeu e disse que o projeto é lindo. “É uma atitude que ajuda o paciente a se recuperar, pois os bichinhos são queridos, simbolizam amor verdadeiro, são além da explicação... Tenho um cachorro maltês e sou apaixonada por ele”.

Para o paciente Claudino Francisco Pinheiro, 58 anos, de Quilombo, o projeto traz um incentivo para a saúde e o bem-estar de quem passa por determinado período internado. “Com certeza ajuda em nossa recuperação, pois os cachorros são amáveis”, salientou, destacando que tem dois cachorros em casa.

Outra paciente que recebeu a visita pet foi Iolanda Ramos Farret, 80 anos, de Chapecó. Ela ama seu cachorro chamado Lobinho e os momentos com a Fiona e a Xula possibilitaram matar um pouco da saudade. Emocionada, ela disse que esperava ansiosa pela chegada dos cães e já está na expectativa para receber a segunda visita. “Estou me sentindo melhor”, concluiu.

CRITÉRIOS

Não é todo tipo de cão que pode fazer esse trabalho. Entre os critérios para que ele participe do projeto estão as seguintes características: devem ser calmos, acostumados com pessoas e estímulos e obedientes a qualquer comando, porém, não necessariamente adestrados. “Quando surgiu a iniciativa, selecionamos cães calmos, dóceis e que não apresentam sinais de agressividade ou medo. As duas são muito sociáveis com as pessoas e acostumadas a serem tocadas”, destaca a veterinária da Dog Show, Lúcia Helena Maia Franco, tutora da Xula e responsável por adestrar Fiona desde os quatro meses.

Além disso, o banho deve ocorrer 24 horas antes da visita, é preciso atestado de boas condições de saúde emitido por um médico veterinário, estar com as imunizações e antiparasitários e anti-helmíntico em dia. “Ao chegar no hospital, eles têm as patas higienizadas e, após a visita, é feita limpeza do quarto e trocada a roupa de cama. Também orientamos pacientes e familiares sobre a higiene das mãos, visando garantir a segurança”, realça dra. Carolina.

A diretora hospitalar explica ainda que, assim como não são todos os cães que se enquadram no perfil para esse trabalho, também não são todos os pacientes que podem receber a visita. Pacientes que tem pânico ou não gostam de animais, quem tem deficiência imunológica, ou seja, (pessoas em fase pós-quimioterapia, pós-transplante ou que usem medicações que diminuam as defesas), pessoas com alergia a pêlos ou quando há contraindicação do médico por algum motivo não podem receber a visita dos peludos. Os pets também não podem entrar nas UTIs, no bloco cirúrgico, centro obstétrico, berçário, sala de recuperação, farmácia e setores de manipulação de alimentos. Ainda, o médico assistente de cada paciente que irá receber a visita deve expressar a sua concordância por escrito para que a atividade possa ser desenvolvida.

Fabiana Funk é tutora da Fiona e destaca que a pug nasceu para esse trabalho. “Ela tem temperamento dócil e sempre demonstrou comportamento sociável, permitindo a aproximação e a interação das pessoas, de forma tranquila. Não reage a estímulos diferentes, o que nos dá segurança em relação às visitas”.

Para Fabiana, foi gratificante chegar nos quartos e ver o sorriso dos pacientes. “Percebemos que, com gestos simples, podemos fazer muito pelas pessoas”.


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