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Jovem homossexual é brutalmente agredido no Centro de Chapecó

Por: LÊ NOTÍCIAS
21/08/2017 12:14
Agressões ocorreram na madrugada de domingo (Foto: Divulgação/LÊ) Agressões ocorreram na madrugada de domingo (Foto: Divulgação/LÊ)

A União Nacional LGBT – Chapecó (UNA LGBT), divulgou uma nota de repúdio contra uma violência sofrida pelo jovem Eduardo Damasceno Woynham, na madrugada do dia 20 de agosto de 2017, no Centro de Chapecó, motivada por homofobia.

Segundo a nota, Eduardo caminhava pela Avenida Getúlio Vargas, nas proximidades da casa de shows 14 Bis, por volta das 3h45 de domingo (20), quando ouviu dois homens o chamarem, afirmando que “viado tem que virar homem ou morrer”. Em seguida, esses mesmos homens o abordaram e, enquanto um deles o segurava, o outro lhe agrediu com chutes e socos e o ameaçou de morte. Eduardo, além de ter sido asfixiado pelos agressores, também foi machucado em diversas regiões do corpo. O ataque só terminou após 10 minutos, quando um casal que passava pelo local interviu e os agressores fugiram.


Segue nota:

A União Nacional LGBT – Chapecó (UNA LGBT) vem a público DIVULGAR e REPUDIAR a brutal violência sofrida pelo jovem Eduardo Damasceno Woynham, na madrugada do dia 20 de agosto de 2017, no centro de Chapecó, motivada por HOMOFOBIA.

Eduardo caminhava pela Avenida Getúlio Vargas, nas proximidades da casa de shows 14 Bis, por volta das 3h45, quando ouviu dois homens o chamarem, afirmando que “viado tem que virar homem ou morrer”. Em seguida, esses mesmos homens o abordaram e, enquanto um deles o segurava, o outro lhe agrediu com chutes e socos e o ameaçou de morte. Eduardo, além de ter sido asfixiado pelos agressores, também foi machucado em diversas regiões do corpo. O ataque só terminou após 10 minutos, quando um casal que passava pelo local interviu e os agressores fugiram.

Compreendemos que a violência sofrida se caracteriza como uma agressão com total característica de HOMOFOBIA, motivada pela simples aversão a orientação sexual do outro. Diante disso, em nome da UNA LGBT Chapecó, prestamos nosso total apoio a Eduardo e sua família.

Nosso entendimento é de que episódios dessa natureza não nascem ao acaso e podem ocorrer em qualquer lugar e contra qualquer sujeito com uma orientação sexual ou identidade de gênero diferente do padrão normativo. No país campeão mundial de crimes contra as minorias sexuais, que registra um assassinato contra LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) a cada 25 horas, toda violência deve ser coibida e penalizada.

Esperamos que os órgãos competentes não percam sua missão de investigar e punir, dentro da lei, os responsáveis por mais um ato violento e cruel. Também esperamos que todo o segmento reflita criticamente sobre o corrido e proponha soluções para que casos de discriminação em nosso município não ocorram mais. Entendemos, ainda, que é através da construção de um projeto de educação não heterossexista, não racista, laico, que nossa sociedade será modificada.

O movimento LGBT de Chapecó segue firme no enfrentamento das agressões e opressões existentes nos espaços da sociedade contra nossa comunidade.

#SOMOSTODOSEDUARDO

UNA LGBT CHAPECÓ – 21 de agosto de 2017


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