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“O que dá para fazer para um dá para fazer pelo outro”, evidencia Picasso

Por: Janquieli Ceruti
19/10/2016 10:51 - Atualizado em 25/10/2016 14:24
Picasso destacou à repórter Janquieli Ceruti o mandato participativo que fará com secretários e vereadores (Foto: Axe Schettini/LÊ) Picasso destacou à repórter Janquieli Ceruti o mandato participativo que fará com secretários e vereadores (Foto: Axe Schettini/LÊ)

Carlos Alberto Tozzo (Picasso), de 51 anos, é nascido em Cordilheira Alta e filiado ao PMDB desde 1982. Há 39 anos trabalhando em empresas da família Tozzo, Picasso sempre morou em Cordilheira Alta e desde 2000 cumpre mandatos na Câmara de Vereadores. No último pleito, a chapa única – formada pelo PMDB, pelo PSD, do vice-prefeito eleito Pico, PSDB, PT, PP e PSB, fez 2.253 votos ou 62,46% do eleitorado, garantindo a vitória do prefeito eleito. Técnico em Administração, Picasso destaca que sempre teve a vontade de participar ainda mais ativamente da política local. Conforme ele, a gestão será em benefício de toda a comunidade do município.


LÊ NOTÍCIAS: Cordilheira Alta viveu sua eleição de consenso. Com a chapa única, o município tem a ganhar?

Picasso: Com certeza. O município de Cordilheira já saiu na frente por não ter nenhuma disputa de dois ou três partidos e por ter consenso entre seis partidos. Ficou melhor para a sociedade inteira. Não teve briga familiar ou entre empresas. A eleição para prefeito foi bem tranquila, mesmo tendo impasse no começo. Foi bom para quem mora na Cordilheira e usufrui do município. Os vereadores tiveram uma disputa também tranquila. Havia 16 candidatos e nove foram eleitos. Não teve brigas como aconteceu em outros municípios, onde teve até casos de polícia. Não só Cordilheira, mas outros municípios deveriam continuar fazendo esse trabalho de consenso. Acaba com as brigas e faz com que o povo seja muito melhor atendido.

LÊ: O prefeito Alceu Mazzioni é considerado um político ultrapassado, porque não dialoga com ninguém. Como será o modelo Picasso de gestão?

Picasso: Meu modelo de mandato será como foi nos meus quatro mandatos como vereador. Não tenho muita experiência como prefeito, mas com boa assessoria acho que dá para trabalhar, fazer as coisas acontecerem, dá para melhorar o que tem de bom, a exemplo da Saúde e Educação, com nossa receita. O prefeito Alceu vai deixar a Casa em dia. Ele foi um bom prefeito; uma pessoa que, realmente, tem defeitos, como todo mundo, mas fez uma grande administração. Assumirei o posto com muita responsabilidade, pois ele vai deixar a Casa enxutinha e tenho de dar continuidade a esse trabalho, além de fazer mais pela comunidade.

LÊ: O vice Clodoaldo Briancini abriu mão de uma disputa em favor da unidade. Qual será o papel dele no próximo governo?

Picasso: Nosso vice Clodoaldo abriu mão, pois foi um consenso onde não estava nem o nome dele e nem o do Alceu cogitado. O papel dele, no município, será trabalhar e ajudar os governos novos; os munícipes, que ele já tem experiência, e, com certeza, ele será um munícipe como qualquer outra pessoa e terá nosso respeito. A esposa dele trabalha na Administração e continuará com a função dela. O Clodoaldo, futuramente, tem grande espaço e poderá ser candidato novamente. Acho que ele ainda tem espaço político.

LÊ: O PMDB tem o governo e a maioria na Câmara. O partido vai mandar sozinho ou vai discutir como foi a promessa do consenso?

Picasso: Será mantido o acordo feito entre o diretório do PMDB e outros partidos. Hoje, o que foi conversado é o percentual da eleição, onde o PMDB fez cinco vereadores; PSDB fez dois; o PP fez um; e o PSD outro. Vamos sentar, acertar. Estou fazendo a transição. Vou sentar com meu diretório do PMDB para ver tudo isso, mas, com certeza, independentemente de siglas e cargos vamos trabalhar juntos. Vamos atender a todos com respeito. O que dá para fazer para um munícipe dá para fazer pelo outro. Será tudo bem transparente. Vamos fazer para todos perante a lei. Eu e meu vice Pico vamos trabalhar com a Lei de Responsabilidade Fiscal embaixo do braço. O que ela ampara será feito. Não dá para fazer? Não será feito porque queremos ser munícipes de cabeça erguida e alma lavada.

LÊ: Tem quem afirme que Alceu Mazzioni irá voltar para a prefeitura no próximo governo. A justificativa é de que ele tem controle sobre o senhor e sobre o PMDB. É boato ou há verdade nisso?

Picasso: O futuro irá dizer, mas eu terei meu comando junto com meu vice. Vamos trocar ideias, independentemente de o Alceu ter sido prefeito. Tenho respeito por ele, por ser um político transparente e que realmente conhece, mas eu terei meu poder. O futuro dirá se ele fará parte do governo futuramente. Até agora não tenho nomes definidos de nenhum secretário ou diretor. Estamos estudando. Vai mais uns 15 ou 20 dias para nós começarmos a definir a realidade. Mas, perante o governo de Alceu e Clodoaldo só tenho a me espelhar. Agradeço a todos que confiaram em mim e no Pico e garantir que saberemos representar a todos.




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