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Os professores invisíveis!

Por: Júnior Chisté
04/09/2017 10:15 - Atualizado em 04/09/2017 10:17

Aquela profissional do ensino acordava todas as manhãs por volta das 06h00!

Era sempre esfuziante. Falava de nomes de pequenos de três, quatro, cinco aninhos. Saltitava só em pensar que iria vê-los novamente!

Todos os dias, mesmo fazendo parte na coordenadoria e não sendo especificamente professora, recebia mesmo assim desenhos, recados gentis e os mais sinceros do mundo como "gosto muito de você".

Se preocupava muito em fazer um C.E.I.M melhor. Em casa, à noite, pesquisava na internet, livros, ideias e didáticas, formas de conversar com outras professoras e também de receber e fazer com os pais sejam cada vez mais inseridos e comprometidos no ambiente escolar.

Não aceitava que um pai não acompanhasse ou não se preocupasse com o andamento escolar de um filho.

Era o tipo ideal no qual são a maioria de quem trabalha em um ambiente escolar mas que infelizmente são poucos reconhecidos nos dias de hoje.

São os chamados profissionais invisíveis. São aqueles funcionários que trabalham na área pública que por mais que façam não são reconhecidos.

Reconhecidos são aquela meia dúzia que sempre ronda o "ser supremo".

Aqueles funcionários contratados devido a conchavos ou compromissos políticos e que ganham salários de quase R$ 10.000,00 mensais.

Tem aqueles ou aquelas que são colocadas em funções e que nada rendem, por isso a função pública está cada vez mais obsoleta.

Nenhum prefeito, vice ou secretário dará reconhecimento a um funcionário pelos seus esforços, ao contrário, ao primeiro sinal de que ocorreu algo que segundo suas interpretações não foram condizentes literalmente com a sua visão política, mesmo que essa pessoa nada tenha feito para lhes atingir e muito menos alguém de sua família, eles por seus medos e fraquezas internas logo usarão de seu poder momentâneo para apunhalar este ou aquela profissional que tanto se destacava em seu setor, que tanto fazia com amor e dedicação sua função.

Todo e qualquer prefeito ou vice deveria passar um período ao menos por mês em uma sala de aula com 25 a 30 alunos de 10 anos de idade, por exemplo, ou numa sala de qualquer C.E.I.M.

E não são somente professores, são muitos funcionários públicos efetivos que estão em cima de uma máquina diariamente, nas ruas sol a sol, em diversos setores da máquina pública e que não são reconhecidos.

Em contrapartida, acredite você ou não, são contratados pessoas que já ganham um alto salário em suas aposentadorias e agora também ganham na função pública.

Mas prefeituras de todo o país não demitem funcionários públicos que são aposentados? Como há prefeituras que em 2017 contratam?

Nesta semana da pátria, que os professores, que os funcionários públicos tenham coragem suficiente para levantarem uma vez mais sua bandeira, a bandeira da integridade, pedir o mínimo que se espera dos governantes: visão, dignidade, reconhecimento, respeito, gentileza e algo fundamental, nobreza!

Luciano Buligon, de Chapecó, não me canso de dizer, é um exemplo de prefeito.

Trata a todos com equidade, de alma leve, fala com palavras gentis, sem maldade, ouve a todos e não se rodeia somente com meia dúzia de pessoas.

Jamais deixa com seu sorriso sincero de cumprimentar a todos e principalmente deixar bem todos a sua volta em cada conversa.

Quanto aquela que recebia os pais, os aluninhos... Vocês ouvirão e vão ler muito sobre ela ainda.

Aguardem!


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