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CASO MONTAGNA

Primeiro dia de júri da morte de advogado é dedicado a oitivas em SMO

TJSC Júri popular pelo crime ocorrido em agosto de 2018 contra Joacir Montagna iniciou nesta segunda-feira (06) Júri popular pelo crime ocorrido em agosto de 2018 contra Joacir Montagna iniciou nesta segunda-feira (06)

Nesta segunda-feira (06) teve início o julgamento dos acusados de serem os mandantes do assassinato de um advogado, no Extremo-Oeste, em agosto de 2018. Com o andamento do caso, o processo foi cindido. No primeiro julgamento, em 2019, cinco homens foram condenados pela execução do crime, cujas penas somaram 138 anos de prisão.

São três os réus deste processo: um casal – o ex-prefeito de Xaxim, Cézar Fonini, e a ex-vereadora, Lula Fonini –, e um homem que, no primeiro júri, foi condenado a 34 anos de reclusão por homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, além de porte ilegal de arma de fogo. Agora, o grupo responde por associação criminosa, enquanto que ao casal é imputado ainda o crime de homicídio qualificado por motivo torpe, motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Os trabalhos deste primeiro dia iniciaram às 9h, sem previsão para término. No total, três testemunhas serão ouvidas presencialmente. O segundo dia de júri, nesta terça-feira (7/3), inicia às 8h30 com oitiva de testemunhas arroladas pela defesa. Servidores, magistrado e demais envolvidos estão preparados para que o júri se estenda por cerca de quatro dias. A sessão é presidida pelo juiz Márcio Luiz Cristofoli, da Vara Criminal da comarca de São Miguel do Oeste.

ESTRUTURA

Pela complexidade do caso, foi solicitada a cedência da Câmara de Vereadores de São Miguel do Oeste para realização da sessão do Tribunal do Júri. A segurança está reforçada com policiamento do batalhão de Polícia Militar local e da escolta da Polícia Penal.

O CRIME

De acordo com a denúncia, no dia 13 de agosto de 2018, dois acusados saíram de carro de Chapecó para Guaraciaba. Um terceiro foi de motocicleta cuja placa era clonada e o número do motor adulterado. Nas proximidades do trevo de Guaraciaba, o executor embarcou na moto e os dois foram até o escritório da vítima. Sem retirar o capacete, ele teria anunciado um “assalto” para as funcionárias do escritório e pedido para levá-lo ao "doutor". Quando todos deitavam no chão, o acusado teria atirado na cabeça de Joacir Montagna, que faleceu no local.

Os acusados teriam fugido de motocicleta, a qual teria sido abandonada no interior do município de Guaraciaba. Depois, eles teriam voltado de carro para Chapecó. O contratante teria pago pelo crime R$ 7.500,00 em dinheiro, além de uma arma de fogo. Ainda de acordo com a denúncia, o tio dos irmãos teria realizado a venda de uma arma de fogo e a transportado para outro estado no interior de um ônibus (Autos n. 0003785-90.2018.8.24.0067).

De acordo com a denúncia, o casal contratou um homem para cuidar da morte do advogado. Esse contratado acionou o atirador que, por sua vez, chamou os dois irmãos e um tio para participar do crime. Segundo investigação, o motivo era para facilitar as tratativas de um possível acordo em uma Ação de Cumprimento de Sentença, em que a vítima atua como advogado da parte contrária e não atendia aos desejos e propostas da família processada para o desfecho da ação judicial


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