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Pesquisa feita por empresa de Beto Grasel tem divulgação suspensa

Para o Ministério Público, a ação, que cita o Data X, poderia configurar fraude
Por: Janquieli Ceruti
28/09/2016 13:16 - Atualizado em 30/09/2016 16:38
Beto Grasel acatou pedido do Ministério Público e suspendeu a publicação da pesquisa (Foto: Arquivo/LÊ) Beto Grasel acatou pedido do Ministério Público e suspendeu a publicação da pesquisa (Foto: Arquivo/LÊ)

Uma pesquisa de intenções de votos dos eleitores de Xaxim ao cargo de prefeito teve a divulgação suspensa a pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). De acordo com dados do Inquérito Civil n.º 06.2016.00007475-5, no último domingo (25) foi registrada, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa SC-01589/2016, que colheria tais informações para divulgá-las em 1º de outubro deste ano, na véspera das eleições. A pesquisa foi contratada pela empresa Gráfica e Editora Oeste SC Eireli – ME, instalada no bairro Ari Lunardi, em Xaxim, que tem como proprietário Franscismar Martins, que é também responsável pela publicação do Diário Data X, localizado na mesma sede. O que chamou a atenção do promotor Simão Baran Junior, da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Xaxim, é o fato de que a empresa que realizaria a pesquisa, a “A Realidade – Consultoria e Estatística Ltda – ME”, também instalada no prédio onde funciona o periódico, é de propriedade de Alberto Antônio Grasel, que trabalhava no Jornal Diário Data X.

Beto Grasel (PSDB), candidato a vice-prefeito na chapa liderada por Fabio Cordenonsi (PP), dentro da coligação “Você Merece Xaxim Melhor” (PP-PSDB-PR-PDT-PPS-PMB), foi colunista do Data X, o qual somente parou de escrever em razão dos prazos de descompatibilização existentes na lei eleitoral. A pesquisa, que seria feita por um dos próprios candidatos a vice-prefeito de Xaxim, teria procedimentos feitos dentro do espaço onde funciona o jornal, sem divisão no espaço físico, o “que poderia configurar fraude na pesquisa e até mesmo poderia ensejar a propositura de Ação de Investigação Judicial Eleitoral por uso indevido de veículos ou meios de comunicação social”, destaca Baran.

Franscismar Martins e Beto Grasel foram ouvidos na tarde de ontem (27) e concordaram em não divulgar a pesquisa registrada no TSE. “Dessa forma, sem a divulgação, o risco de desequilíbrio no pleito eleitoral fica afastado. Todavia, mostra-se prudente aguardar a realização das eleições para verificar o cumprimento do que foi pactuado e eventual burla, o que pode ter sérias consequências jurídicas”, destaca o promotor no ofício de Despacho. Ainda conforme Baran, “o Ministério Público Eleitoral considera importante agir para manter o equilíbrio do pleito. Sem fazer considerações sobre o modo como a pesquisa seria feita, a realização e a divulgação de pesquisa feita por um dos candidatos poderia gerar interferências no pleito, razão pela qual foi conversado com os responsáveis para se evitar maiores problemas”, conclui.


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