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Investimentos Criciúma

Para você, isso é arte?

Por: Gustavo de Miranda
04/10/2017 17:29

Foi semana passada, na performance La Bête, de Wagner Schwarz, na abertura do 35º Panorama da Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, que aconteceu o tal cara pelado com as crianças.

Quem assistiu aos vídeos provavelmente percebeu que a menina de 4 anos, acompanhada por uma mulher, provavelmente a mãe, estava constrangida e relutante, mas era chamada pela mulher para tocar no homem.

O Estatuto da Criança e do Adolescente diz que vender ou expor à venda fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente, e submeter criança ou adolescente a vexame ou constrangimento são crimes, assim como o Código Penal também trata como crime praticar, na presença de alguém menor de 14 anos, ou induzi-lo a presenciar, conjunção carnal ou outro ato libidinoso, a fim de satisfazer lascívia própria ou de outrem e fazer, importar, exportar, adquirir ou ter sob sua guarda, para fim de comércio, de distribuição ou de exposição pública, escrito, desenho, pintura, estampa ou qualquer objeto obsceno, inclusive, representação teatral ou exibição cinematográfica de caráter obsceno.

Duvido que os criadores da peça tiveram o intuito de ser pornográficos, obscenos, ou promover/satisfazer algum tipo de lascívia por pedofilia. É provável que a mensagem que eles queriam passar é que a imaturidade e a inocência da criança não a faz observar a nudez com um viés sexual. Erraram a abordagem, pois não são as crianças que provocam ou que iniciam comportamentos de pedofilia, são os adultos, elas são as vítimas do fetiche dos perturbados, que, aliás, não são o público alvo dessa espécie de performance, dessa forma, essa peça só serviu pra criar polêmica e alimentar o ego dos “artistas” e da meia dúzia que foi na onda.

Essa forma de abordagem do assunto demonstra como essa nuance da arte moderna é tosca, escatológica e bestial, além de ser uma adaptação amadora e desqualificada das experiências de Marina Abramovic. Fruto de um nicho artístico de gente sem talento, que quer usar a arte pra tentar dar significado ao que não tem, e usar do fato de que o público não compreende sua obra pra se alçar como se fosse inteligente e prodigioso, provocador e polêmico.

É aí que a Lei deve se impor, pra que o conceito de obsceno não transforme o abuso e o antiético em algo normal e contemporâneo ou moderno. Alguns chamam isso de censura, eu prefiro chamar de manter a ordem.


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