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DOM E ARTE

Xaxinense é a única que trabalha com pena caligráfica na região

Por: LÊ NOTÍCIAS
16/10/2017 10:33 - Atualizado em 16/10/2017 10:36
Bena Gasparini é calígrafa há 15 anos, além de ser a única na região que trabalha com a pena caligráfica (Foto: Vitória Schettini/LÊ) Bena Gasparini é calígrafa há 15 anos, além de ser a única na região que trabalha com a pena caligráfica (Foto: Vitória Schettini/LÊ)

Por Vitória Schettini

A delicadeza no traço, a maneira de segurar a pena e a fluidez da tinta definem a silhueta das letras, assim formando a caligrafia, ofício que envolve paciência, dedicação e, acima de tudo, talento. São raras as pessoas que se dedicam à arte, no entanto, em Xaxim, a professora Bena Gasparini representa esse grupo, exercendo a atividade profissionalmente há 15 anos, além de atender toda a região.

O LÊ NOTÍCIAS conversou com a professora que contou com entusiasmo sobre o que mais gosta de fazer. De acordo com Bena, o contato com a caligrafia artística deu-se ainda na infância. “Quando eu era criança, não havia muitas coisas para eu brincar. Eu era a filha mais nova, então o que sobrava para mim eram as canetas e lápis das minhas irmãs mais velhas, e ai eu vivia escrevendo, era a única atividade que eu tinha. Não apenas escrever, mas também desenhar. Então, as pessoas começaram a dizer que a minha letra era bonita para quem tinha apenas oito anos, eu falava que era normal, já que eu estava sempre escrevendo”, conta.

De acordo com ela, quando tinha 20 anos, uma amiga lhe pediu para fazer convites de casamento, então mesmo com o desafio à frente, Bena encarou e fez um lindo trabalho, utilizando uma caneta normal. Em seguida, outros viram seu talento e pediram para confeccionar mais convites. “Um amigo, o Algacir Pagnoncelli, um dia elogiou minha letra e me sugeriu para que usasse a pena caligráfica para escrever”, lembra.

Bena relata que naquela época não existia internet e nem muita uma orientação sobre a caligrafia artística. A situação mudou quando chegou o mundo online e ela adquiriu uma pena caligráfica importada da Holanda, além de uma tinta especial. Além de que, quando a pena chegou à sua casa, ela aprendeu a escrever com a nova ferramenta de maneira totalmente autodidata. “A maneira de segurar era bem diferente da que estava habituada, então eu pratiquei muito, muito, até o meu traço ficar bom”, acrescenta.

Cada subescrição, como ela chama, é feita letra por letra com um pouquinho de tinta, a qual Bena demora torno de cinco minutos para escrever. A calígrafa também conta que a concentração é fundamental, para que não saia algo torto ou borrado, pois a tinta demora duas horas para secar. Para fazer a linha reta, ela usa a mesa de luz, equipamento utilizado para desenhos profissionais, que dá a ela um reflexo para escrever reto. Quanto à superfície, segundo Bena, é possível escrever em qualquer papel, desde que não seja muito enrugado, ou seja, quanto mais liso, melhor fica o trabalho.

Para subescrever os convites para casamentos ou batizados, ela demora vários dias, porque o tempo que lhe sobra é à noite e nos finais de semana. Emocionada, ela revela que cada trabalho que ela faz é único e especial. “É um convidado diferente do outro que vai receber, eu quero que quem está realizando o casamento surpreenda a todos, sabendo que ele é especial por receber escrito à mão. Eu considero isso um dom de Deus e agradeço o grande incentivo da minha família, que sempre me apoiou. Todos os trabalhos são importantes para mim. Cada um eu faço com amor, com dedicação, cada um é único”, finaliza.


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