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Empresário e aventureiro: xaxinense coleciona histórias inesquecíveis no motociclismo

Por: LÊ NOTÍCIAS
23/10/2017 11:23 - Atualizado em 23/10/2017 11:30
Tarciso Corso viajou de motocicleta com mais cinco amigos para Machu Picchu, no Peru (Foto: Arquivo Pessoal) Tarciso Corso viajou de motocicleta com mais cinco amigos para Machu Picchu, no Peru (Foto: Arquivo Pessoal)

Por Vitória Schettini

Empresário e corretor de imóveis, João Tarciso Corso não somente é dedicado aos negócios e à vida política municipal, mas também é um grande entusiasta e aventureiro, pois já guarda grandes memórias das longas trajetórias de moto que percorreu pelo mundo. A mais recente durou cerca de 14 dias, entre os meses de setembro e outubro, quando Corso desfrutou, ao lado dos companheiros motociclistas, das belas paisagens da América Latina, além de adquirir, é claro, um extenso conhecimentos acerca da cultura e costumes dos povos andinos, trazendo uma incrível bagagem histórica.

PELA ESTRADA

Tarciso Corso conta que nessa viagem ao Peru, estavam presentes também os aventureiros Vanderlei Lunardi, de Xaxim; Márcio Vaccaro, de Xanxerê; Lari Camerini e Vanderlei Valcarenghi, de Chapecó e o Marcio Tizziani, de Florianópolis. Também, que o grupo já foi maior, mas devido a compromissos e problemas, muitos integrantes desistiram, sendo que o maior número que nós conseguimos foi na viagem no deserto do Atacama, onde 20 pessoas confirmaram e apenas 12 compareceram.

“Nós estávamos planejando essa viagem de 18 dias rumo a Machu Picchu desde o ano passado, com um grupo formado por seis motoqueiros. O roteiro iniciou aqui no Extremo-Oeste, passando por Paraíso, entrando na Argentina, no sentido a Bolívia. Após, subimos para Potosí e fomos conhecer o Salar de Uyuni, que é o maior do mundo, indescritivelmente lindo. Então depois fomos para Puma, na Bolívia, e então chegamos ao incrível Lago Titicaca”, conta.

As adversidades e a grande altitude não impediram que o grupo seguisse viagem. Segundo Tarciso, a altura oscilava entre 600 e 3500 metros em alguns pontos, dificultando a respiração, já que o corpo tem de fazer mais esforço, além do desconforto. Os motociclistas continuaram a travessia passando por La Paz, Desaguadero, Cuzco, local em que permaneceram por três dias e depois, a lendária Machu Picchu, no Peru.

“O objetivo do grupo era também passar por Nazca, descendo pelo litoral do Peru, até Arica, no Chile, passando Antofagasta até San Pedro do Atacama, Salta e aí voltaríamos para casa. Fizemos isso até a saída do Peru, no entanto, eu tive que parar devido a um problema na caixa de marcha da minha moto, enquanto a viagem dos outros motoqueiros continuou normal, mas foi abortada a visita às Linhas de Nazca. O pessoal saiu de Cuzco e desceu direto a Iquique e recuperaram dois dias, para poder chegar em casa na data marcada”, relembra.

RETORNO

Em razão do problema na moto, Tarciso teve de voltar ao Brasil. Ele retornou com uma caminhonete até cidade de Assis Brasil, no Acre, seguindo de guincho até Rio Branco, onde pegou um voo passando por Brasília (DF), São Paulo (SP) e Curitiba (PR), quando pegou um ônibus para Xaxim. A moto, segundo Corso, chegaria em Xaxim através de uma carreta cegonheira, cerca de 15 dias depois.

“Mesmo tendo que interromper o trajeto, eu já havia passado por San Pedro do Atacama, Antofagasta e o Deserto do Atacama, então, em termos de viagem, eu não perdi muita coisa, apenas a parte de Iquique. Os meus companheiros de viagem queriam voltar, contudo eu disse a eles seguissem viagem, porque nenhum deles conhecia o Deserto do Atacama. Os problemas fazem parte e o viajante tem que ter em mente que se sair numa travessia dessas, precisa ter consciência de que se ele tiver algum problema, não pode prejudicar os outros. Já pensou todo mundo parar por causa de uma pessoa?”, relata Corso.

A volta para o Brasil foi possível também porque Tarciso faz parte de um grupo no WhatsApp com motoqueiros de vários locais pelo mundo, os quais partilharam da solução para o ajudaram ainda fora da fronteira brasileira. Na ocasião, os outros motoqueiros contaram um mecânico que tentou resolver a questão da caixa de marchas. O empresário permaneceu viajando por 14 dias, mas o grupo de motoqueiros ficou 18 dias. Ainda, a experiência com a dificuldade da moto o permitiu que conhecesse o Estado do Acre, com um o povo acolhedor, prestativo, simpático e hospitaleiro - como ele descreveu.

GRANDE BAGAGEM

O gosto pelas motocicletas vem desde adolescente, aos 12 anos, hoje totalizando 42 anos sobre duas rodas, sendo 15 destes pelas estradas. Segundo Tarciso, a primeira jornada longa que fez foi em 2009, pela Rota 66, a famosa rodovia norte-americana que liga a cidade de Chicago, em Illinois, até Santa Monica, na Califórnia.

“A Rota 66 me marcou por conta do glamour em torno do motociclismo, onde existe toda a parte da rodovia preservada. Nós saímos de Los Angeles, fizemos o trecho mais antigo, que está mais conservado, o qual é usado para habilitação turística que vai até o Arizona. Além disso, transitamos por Las Vegas, em Nevada, visitamos o Grand Canyon (AZ) e retornamos a Los Angeles”, conta. Ainda na Califórnia, o grupo foi a Calico, uma cidade fantasma, que foi muito habitada no século XVIII, onde ficou conhecida pela mineração de prata, mas que hoje é uma verdadeira cidade do Velho Oeste.

Apesar da bela experiência nos Estados Unidos, Tarciso Corso fala que a beleza da América do Sul é inigualável, com clima, vegetação e lugares únicos, como a Cordilheira dos Andes e a Patagônia. “Em outra vez, fomos à cidade argentina Mendoza, para Santiago, no Chile, além da região dos também visitamos a região dos Lagos, Uruguai, Argentina e a Terra do Fogo, um lugar lindíssimo”, acrescenta.

Para o empresário, conhecer outros países é uma experiência incrível, que todos poderiam desfrutar também. “O pessoal tem que tirar o pé um pouco de dentro de casa, parar de ir para a praia um pouco e olhar outras lugares. Muitas vezes reclamamos do Brasil, mas há países com situações muito mais delicadas. Apesar das dificuldades, estamos muito bem servidos com estrutura, uma disponibilidade melhor de lazer, moradia, comida e transporte”, ressalta.

Para viagens futuras, ele almeja conhecer a Austrália, mas antes deseja rodar pelo Canal do Panamá.

GRUPO EM XAXIM

O Moto Clube Xaxim foi fundado nos anos 1980, por Tarciso Corso e por outros xaxinenses que apreciam o motociclismo. No entanto, o grupo com quem Tarciso viaja hoje é o Perdido no Asfalto, que integra 30 amantes das motos de Xaxim, Xanxerê, Chapecó e das cidades gaúchas de Nonoai, Trindade do Sul e Ivoti. Atualmente, os motociclistas fazem viagens mais curtas, entre 1500 e 2000 quilômetros.


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