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Transparência Criciúma

Jair Bolsonaro, caso seja eleito, será a nova isca do Congresso Nacional

Por: Axe Schettini
01/11/2017 14:51

Nota-se há mais de décadas que no Brasil nada funciona se não houver aval congressista. É impressionante como uma República tem que se curvar para um Parlamento podre, obscuro e intolerante para que as propostas de uma nação melhor avancem. Se fizermos uma retrospectiva da nova democracia, podemos observar alguns casos de grande força do Congresso Nacional.

Derrubando cabeças como Ulysses Guimarães, Mário Covas, Leonel Brizola e Luiz Inácio Lula da Silva, o azarão Fernando Collor de Mello foi eleito presidente do Brasil com praticamente quase nenhum apoio congressista, fazendo com que seu governo ficasse sub-júdice do maior antro da corrupção nacional. Então, com a desculpa de um Fiat/Elba, os deputados iniciaram a articulação para a derrubada do presidente que, sem base sólida, caiu.

Eleito também com a minoria, Lula da Silva iniciou seu mandato em 2003 e precisou achar alguma forma de abraçar todo o Congresso para que seu governo tivesse fluidez. Não deu outra, a única maneira foi o Mensalão, ou seja, deram um pouco para cada um e todos ficaram felizes, fazendo com que não houvesse barreiras para governar.

Depois com Dilma Rousseff, com grande base congressista, mas com fortes arranhões na relação com o PMDB, o Brasil parou devido à força demonstrada pelo hoje presidiário Eduardo Cunha. Com uma negociata enorme entre Planalto e Congresso, o Brasil acaba se tornando uma peteca que, jogado de um lado ao outro, sai machucado na brincadeira de quem ganha mais. Dilma caiu por não ceder ao PMDB, demonstrando mais uma vez a potência congressista no Brasil.

Hoje, com Michel Temer no poder, acontecem as mesmas coisas, mas devido a sua forte influência na Câmara, a qual presidiu por três vezes, consegue barganhar votos em troca de cargos e emendas, pois conhece cada canto daquele asilo da corrupção.

A próxima grande isca nacional pode ser Jair Bolsonaro que, caso seja eleito, além de não ter força para aprovar seus projetos hoje apresentados, será derrubado pelos parlamentares rapidamente. Anotar.


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