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MÊS DO PROFESSOR

A Educação em Xaxim

Por: Luiz Dalla Libera
27/10/2016 10:33 - Atualizado em 27/10/2016 10:35
(Foto: Arquivo de Luiz Dalla Libera) (Foto: Arquivo de Luiz Dalla Libera)

O quarto domingo de outubro é o Dia Mundial das Missões da Pregação da Fé Cristã. Também dia 15 é comemorado a uma classe que é incorporada junto ao dia 28, do servidor público, que são classes unidas. O trabalho de missão do (a) professor (a) é uma classe pouco valorizada, os governos se elogiam ao construir bonitos prédios de Educação, nada contra, mas se esquecem de valorizar e pagar bem os professores, classe que deveria ser a mais valorizada da nossa história e vida. Até porque as altas autoridades – política, judiciária, militar, eclesiástica, etc. -, ou todas as áreas de serviços de empresas públicas ou privadas, todos eles dependeram do professor, desde o primário até o curso superior e pós-graduação, até para os jornalistas. Sabemos como são hoje os órgãos e os estabelecimentos de ensino e o sistema da Educação. Mas poucos sabem como era e funcionava no início da década de cinquenta.

Eu com seis anos de idade iniciei o primeiro ano de aula na linha Limeira, Xaxim, que pertencia ao município de Chapecó. A edificação ou a sala de aula era a primeira igreja da Limeira, que servia durante a semana para a aula e aos domingos para a reza do terço e missas nas visitas dos padres, bem como para os dias das festas.

As carteiras (escrivaninhas) eram os próprios bancos que serviam para as rezas, cabiam de 6 a 8 pessoas cada banco, mas foram feitas no padrão de aulas, com furinhos cavados na madeira para colocar os tinteiros, pois só existia canetas com pontinhos de aço de tinta liquida a granel, que hoje não existe mais.

Eram turmas únicas de 1ª a 4ª série e chamavam de 1º, 2º, 3º e 4º ano. Além da turma única, a mesma professora dava aula para todas as disciplinas e também ensinava a catequese.

A primeira professora em linha Limeira foi a Rita Giacomoni (in memoriam), que morava onde hoje é o sítio do Dr. Cezar Fonini, na Limeira. Naquela época a aula era de segunda a sábado. Íamos a pé ou a cavalo e naquele tempo não existia atestado médico. Quando tinha problema de saúde, a professora mandava o seu irmão Alfredinho.

Essa escola permaneceu até abril de 1954. Foi fechada às 9 horas da manhã pelas autoridades municipais na presença de todos alunos. A professora Rita chorou muito, não por ela, porque ela ficou com vaga em Cachoeirinha São José, mas por nós alunos, que ficaríamos sem aula. As autoridades disseram que a prefeitura não podia pagar uma professora com apenas cinco alunos. Se quiséssemos estudar tinha vaga em Xaxim. O transporte escolar era as duas pernas, alunos queriam, mas tinha a teimosia dos pais em não mandar os filhos a estudar.

Aquela escola foi reaberta em 1960 na mesma igrejinha, com os mesmos bancos na gestão do prefeito Osmar Conte, com um bom consenso entre os pais e governantes. No tempo que estudei na Limeira era tudo simples e humilde, mas comemoravam e homenageavam o Dia da Pátria, em 7 de setembro. O maior problema era dos alunos conseguirem uniforme, mas davam um jeito. A minha mãe me restaurou as calças de casamento do pai. As meninas tingiam as saias com tintura azul. Pobres, mas brasileiros também.

Não comemorávamos apenas o dia cívico com o desfile da marcha, fazíamos versos históricos em homenagem à Pátria Brasileira. Era um dia inteiro festivo com disputa de jogos, o maior jogo era o caçador.

Após abril de 1954 fiquei sem estudar. em 1955 hospedei-me na casa da família de Francisco Moras e frequentei novamente o terceiro ano B no Colégio Gomes Carneiro, recém construído na gestão de Irineu Bornhausen, administrado pelas irmãs Franciscanas, a diretora era a irmã Carmen Welter.

A única professora da turma da classe era Ilma Lunardi, filha do saudoso Júlio Lunardi. Na sala só tinha o 3° ano, mas a professora era a única e dava aula para todas as disciplinas. O número de alunos eram 30. Os nomes que ainda tenho memória são:

Albino Testão

Avelino Andolfatto

Adaltro Pedra Umid

Artemio Santim

Angelina Picinatto

Benjamin Consoli

Carlos Dervanoski

Claudes

Deoclecio Moras

Eni Dassi

Ermes Rotava

Ernestina Soares

Flor Sela

Geni Possamai

Gelmo Marchetti

Helena Sabini

Ivanir Sordi

Laurindo Sabadin

Lurdes Giachini

Luiz Dalla Libera

Lorena

Maria Defiltro

Maroli

Valdomiro Strapasson

Victor

Vilso Dall’Agnol


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