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Marcos Vieira e Paulo Bauer entram em disputa, Amin quer enfrentar Pinho Moreira e Cel. Paulo Henrique Hemm no...

Por: Marcos Schettini
16/02/2018 13:17 - Atualizado em 16/02/2018 13:28

Paulo Bauer e Marcos Vieira no ringue

As duas principais lideranças do PSDB, sem desmerecer o prefeito de Blumenau, estão em uma forte movimentação interna no partido para ganhar o espaço em busca da majoritária. Geraldo Alckmin vive a agonia de derrapar nos índices nacionais justamente pelas indefinições no Estado. SC é mais um. Embora tenha feito um excelente número de votos, encostando firme em um quase 2º Turno, Paulo Bauer está sendo corroído pelo presidente do partido em SC. Marcos Vieira tem domínio pleno do ninho e quer forçar Bauer a disputar o governo em uma missão camicaze que o deputado estadual sabe que o senador não vai abraçar. Quer agonizar até o último segundo na convenção e garantir seu projeto político. Como Vieira tem muitas mãos nas costas, o parceiro de Joares Ponticelli em 2014, sem saber, está quase nocauteado.


O Sr. deixa o comando da PM nos próximos dias. Qual a avaliação de seu trabalho?

Após 38 anos de efetivo serviço deixo o Comando Geral da Polícia Militar de SC. Creio eu atingido o objetivo proposto de uma polícia mais humana, mais tecnológica e focada no servir e proteger. Nos tornamos a melhor Polícia Militar do Brasil. Em resultados e pró-atividade. É uma referência mundial. O que nos orgulha muito e acreditamos e também para aqueles que vivem neste Estado. Cumpri minha missão. Mas confesso que deixo a Instituição com a esperança em cima da desesperança. Onde marginais crescem e se proliferam como ratos em guetos canalizando a violência sem temer leis ou códigos e muito menos o respeito à vida humana. Sigo na esperança que Segurança Pública seja realmente tratada como merece. Segurança tem pressa com efetividade, não com discursos. Hoje surgem doutor, especialistas, bruxos, estrelas de brilho duvidosos que, sob lentes e holofotes de TVs, promovem os mais variados discursos, até mesmo que algemas constrangem o detido. Porque não pergunta ao cidadão violentado. Porque não se põe no lugar do policial que colocou sua vida em risco para contê-lo. Discursar soluções sem nunca ter ido à frente na linha de batalha. É como oferecer o cardápio para quem está com fome. Segurança Pública realmente necessita que investimentos aconteçam, que haja uma política de enfrentamento, que se promova a cultura da prevenção. Mas que principalmente, de fato, ocorra a valorização do Policial. E valorização não se faz com equipamentos. Se faz com respeito e com ações que os fortaleçam, que os respaldem. Se assim não o fizerem, continuarão preocupados em retirar o carrapato do gado e não impedir que ele nasça.

A motivação de sua saída são as urnas de outubro. Vai disputar as eleições?

A população se atentou que temos que resgatar, que temos que dar um novo rumo à política brasileira. E temos sim que participar e fazer essa mudança. Nunca me imaginei político. Mas incorporei a ideia do participar para mudar. E irei me tornar uma opção como deputado estadual por entender que este Estado pertence aos nossos filhos. Nós apenas pegamos emprestado e temos a obrigação de entregar melhor, fazendo uma política para as pessoas de forma honesta, transparente e sem objetivos pessoais.


Acabou

A história de João Rodrigues se mantém, sua liderança fica viva na memória do catarinense, na vida do Oeste, o mesmo lugar que o deputado federal, seja como no Legislativo ou no Executivo, deixou grandes marcas. Mas a vida segue.

Ele

Gelson Merisio torna-se, agora, único nome capaz de fazer o Oeste chegar, de fato, na principal Cadeira de SC. Se antes o projeto Vez do Oeste baixou a guarda devido ao racha de interesses entre JR e GM, agora as dúvidas acabaram.

Empresariado

Reunidos para pedir um absurdo, injustificável diga-se, para que Gigante Buligon deixasse a prefeitura para buscar o espaço a deputado federal, mostrou que o Oeste ainda é confuso. Existem nomes excelentes, fora o sacrifício do prefeito.

Cadê

Agora é o momento do PIB buscar um nome da altura de seus interesses e pedir para que vá às urnas. Deles, Gelson Dalla Costa, Antonio Rebellato, o vice Élio Cella. Buscar alternativa em Gigante Buligon, é um erro gritante e desrespeitoso.

Missão

Pelas lágrimas que a Chapecoense fez o Brasil despejar, com Gigante sendo a própria dor, lado a lado naquele dia fatídico, teria tudo para assumir, de modo oportunista, seu papel de interesse eleitoral na tragédia. Ao contrário, mostrou altura.

Consequências

O prefeito de Chapecó poderia ter pego o bastão e assumido seu lugar na pista eleitoral. Leal aos parceiros João Rodrigues e Gelson Merisio, recolheu-se a administrar ao lado de sua gente. Não há motivos para sair agora.

Altura

Por tudo que fez, pelo que poderia ter recebido se assim desejasse, Gigante teria condições de entrar em uma majoritária porque, bem orientado, saberia como fazer. Respeitou tudo e todos. Agora é o momento do PIB respeitar isso.

Foco

O empresariado tem nomes importantes para dominar Brasília com habilidade e grandeza. Como tem cadeira cativa para esta missão, Edegar Giordani pode abraçar a missão. Se não for ele, Dalla Costa e Rebellato estão disponíveis.

Redondo

Esperidião é um quadro poderoso para qualquer eleição. Forte, com vida pública inquestionável, sempre será uma expressividade para disputar a cabeça. Seu desejo majoritário está sempre vivo. Qualquer partido queria ter um Amin.

Ele

A posse de Eduardo Moreira hoje é um incentivo para Esperidião que gostaria de tirar a dúvida eleitoral de seu principal adversário, vivo, nas urnas. Ambos nutrem não somente alergia política pessoal, mas um litígio sem fim em andamento.

Mais

Eduardo Moreira vai analisar o poder de construção de Gelson Merisio, sem João Rodrigues, para ver se pode encarar o desafio de outubro. Se observar que escorrega na disputa, empurra Mauro Mariani para a operação. Só vai na certeza.

Único

Não há motivos para que Eduardo Moreira mergulhe no pleito para, vencedor ao longo da vida pública, perder. Se conseguir manter o PSDB no processo, o cenário muda completamente. No MDB sem LHS, apenas seu nome atrai os tucanos.





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