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Afundam pode derrubar Colombo, MDB agradecido pelo poder e Odilson Lima no Duas Perguntas

Por: Marcos Schettini
19/02/2018 11:11
Foto: Jeferson Baldo/GVG Foto: Jeferson Baldo/GVG

Canhão alheio e sufoco pessedista

Com Nicole Torret Rocha, a primeira-dama visível de Santa Catarina, o novo governador vai correr o estado e marcar o território para fundamentar seu projeto de manutenção na Casa d’Agronômica. Se o Fundam sair, será ele o comandante dos 295 beija-mão que, às filas, vão bater em seu gabinete diariamente. Político arrojado, Eduardo Moreira agradece a insensibilidade de Raimundo Colombo que, ignorando o PSD nos apelos de ficar no governo e manter o controle político, passa-lhe o bastão. Pelo gesto oferecido, o licenciado atira no peito do seu partido e sonha em chegar ao Senado pela reciprocidade dos ulyssistas beneficiados. Como política se faz de gelo no cérebro, ao observarem que podem passar o gadanho geral, os emedebistas presenteiam Colombo com um excelente não nas urnas. Cada um no seu quadrado.



O Fundam, é um poderoso socorro financeiro aos prefeitos, que corre sério risco de não acontecer. Qual é a saída para os municípios?

O Fundam foi prometido pelo governador Raimundo Colombo no início de 2017 e diariamente reiterado por ele durante os 365 dias do ano passado gerando uma expectativa muito grande por parte dos gestores públicos municipais. Todos nós prefeitos acreditamos na palavra do então governador do Estado. Pelo menos 200 municípios dependem e muito destes recursos do Fundam II. Com a licença do Colombo e as incertezas destas liberações, hoje o quadro é de total temeridade por parte dos prefeitos que dependem, como eu, desta injeção de recursos. A saída que utilizarei em específico para nosso município não será de lamentação, porém adotei desde que recebi a triste notícia que o Fundam poderá não sair nos moldes anunciados, mantive contato com seis deputados federais, nove estaduais e dois senadores afim de buscar emendas ou recursos de programas de governo para executar as 3 obras de volume em infraestrutura para Campo Erê. Fui eleito para buscar soluções e não para lamentar a falta deste ou daquele recurso. O momento é de criatividade e vontade política. Executaremos as obras previstas com ou sem os recursos do fundam.

As eleições estão em um processo de depuração e renovação em outubro. Qual é o sentimento do eleitor?

Toda eleição é uma nova história. Esta, em especial, nem mesmo os institutos de pesquisas conseguem, até este momento, ter uma leitura próxima à realidade do que pensam os eleitores. O descrédito da classe política e roubalheira nacional que a população tem acompanhado, somado a um círculo vicioso, tem deixado o Brasil com a incerteza do que acontecerá para presidente. Grande parte de meus amigos, talvez nove, entre dez, tem queda por Lula ou Bolsonaro, uma espécie de plebiscito entre ambos. Porém, na minha modesta opinião, contrariando até uma lógica, nem um nem outro será o Presidente da República. Penso que outros candidatos, não bem posicionados hoje na pesquisa, poderão conquistar a vitória justamente porque poderão oferecer um equilíbrio entre os nomes citados de uma nova maneira de governar. Já na chamada renovação do Congresso Nacional, este sim deveria ser passado a limpo porque apenas 20% dos deputados federais e senadores estão comprometidos com suas bases. De cada quatro que disputar a reeleição, pelo menos três voltarão porque a equivocada forma política de apenas 45 dias faz os medalhões, que já tem seus times montados, ser facilitado na recondução aos cargos. Neste modelo político, nosso Brasil não muda. Já no cenário para a disputa estadual, Santa Catarina tem bons quadros. A força do Paulo Bauer acende a chama do PSDB, o PSD tem nomes respeitados como de João Rodrigues e Gelson Merisio, o PP a sempre força de Esperidião Amin e o MDB, partido mais forte, tem em seu quadro quatro opções como o Dr. Eduardo Pinho Moreira, o senador Dário Berger, o presidente e deputado federal Mauro Mariani e o prefeito de Joinville Udo Döhler. As costuras acontecem, mas o plano nacional pode se um fator decisivo, pois haverá mudanças diariamente do que se quer e o que se pode ser consolidado nas chapas. Neste jogo poderão as chapas e coligações serem decididas na prorrogação do segundo tempo. É jogo a ser jogado ainda.



Sombra

Embora saiba a difícil missão de manter seu nome com a entrada de Eduardo Moreira, Mauro Mariani mantém seu silêncio sobre sua chegada à disputa. A luz que o vice emitiu na posse do exercício com caneta cheia, tirou dúvidas.

Ufa

Pelas manifestações que tem dado ao longo de sua busca pelo governo estadual, o presidente do MDB vê fugir, como areia entre os dedos, a indicação que Eduardo tomou por direito. Ao deputado, pela missão dura, é alívio.

Ofuscada

O PT de SC aguarda a manutenção de Lula da Silva no jogo como o farol para determinar suas movimentações. O presidente Décio Lima, abertamente desanimado, corre ao contrário para fugir da majoritária. Sabe que seu rumo é Brasília.

Ela

Luciane Carminatti, antes da coleção de quadros de Cláudio Vignatti, vê a ameaça de ser metralhada no paredão petista se, confirmado, o ex-deputado federal entrar na busca pela Alesc. Ainda cedo, ela já perde o sono.

Fora

Cláudio Vignatti vai ser procurado por Eduardo Moreira para buscar o MDB se, nas conversações com Valdir Colatto para avançar rumo ao Senado, representando o Oeste, se firmar. O petista abraçaria o sonhado espaço a federal que vê perdido no PT.

Sonho

O vereador Cleiton Fossá, pré-candidato a deputado estadual pelos ulyssistas, observa a entrada de Vignatti no MDB como o pudim na geladeira. Ligados pelo mesmo DNA do PT, é a aposta que Eduardo Moreira precisa para ampliar sua decisão.

Quietos

O PSD de Gelson Merisio volta-se agora para Zé Caramori para assumir a bandeira de federal. A benção sairia de João Rodrigues. Aguardam o desfecho final de inocência, ou condenação a ser avaliada, na leitura de prescrição, para martelar.

Questão

Não se sabe ao certo se é a incompetência do advogado de João Rodrigues que deixou o calvário bater à porta deste terror vivido ou, de fato, uma decisão boi-de-piranha para justificar o fim de Lula da Silva no desfecho final de sair da eleição.

Subtração

O convencimento junto a Élio Cella, vice de Gigante Buligon, para que abrace a disputa a estadual, casado com Zé Caramori federal, seria dentro do PSD. Uma baixa que Jorginho Mello vai pesar fortemente olhando para Eduardo Moreira.

Derretendo

Geraldo Alckmin não está somente metralhado nas pesquisas em SC, vê a indiferença do PSDB de negociar já para evitar a fuga de eleitores para Jair Bolsonaro. A demora em decidir se disputa ou coliga para fortalecer o palanque, rui.

Argumento

Os tucanos precisariam abrir mão da cabeça de chapa e acertar já com os partidos que entende ser base para fortalecer o nome do governador de SP no estado. Seja MDB, PSD ou PP de Amin, a demora está custando caro para Alckmin.

Afundam

Raimundo Colombo já não esconde a falta de fé na conclusão do socorro aos 295 municípios de SC. Percorreu o Estado propalando os recursos que, se não ocorrerem, tornam-se valentes cabos eleitorais de seu abismo ao Senado.




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