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INCENTIVADORAS

Mães e avós do Santa Terezinha contribuem com projeto da escola do bairro

Feitas por mãos habilidosas, “sacolas da leitura” serão usadas por alunos no ano que vem
Por: Janquieli Ceruti
10/11/2016 16:21 - Atualizado em 10/11/2016 16:31
Mães e avós de alunos da escola entregaram sacolas decoradas à mão na manhã de hoje (Fotos: Janquieli Ceruti/LÊ) Mães e avós de alunos da escola entregaram sacolas decoradas à mão na manhã de hoje (Fotos: Janquieli Ceruti/LÊ)

Dona Carolina, Dara, Ivone, Jane, Natalina, Neida, Neversi, Paula, Maria e Zelita. Dez mulheres, todas moradoras do bairro Santa Terezinha, em Xaxim. Em comum entre elas, é que todas são mães ou avós de alunos da escola do bairro e ajudam a escrever com retalhos de tecidos o futuro de centenas de meninos e meninas que, ainda nem sabem, mas são a esperança de dias melhores na comunidade. As alunas adultas da professora Jussara Pulga Mendo, que frequentam semanalmente o Centro de Referência da Assistência Social (Cras), integram o Grupo de Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. A cada encontro, as mulheres recebem orientação sobre diferentes temas e ainda participam das aulas de artesanato. Há um mês, estas dez alunas dedicadas começaram a desenvolver a técnica de Patchwork para embelezar sacolas de tecido que, na manhã de hoje (10), foram entregues à Escola Básica Municipal Santa Terezinha e aos ansiosos alunos da educação infantil.

As corujas, feitas com retalhos de tecidos coloridos, foram cuidadosamente costuradas às sacolas de cor cinza, que tornaram-se mais alegres e atrativas aos pequenos. O grupo, que integra o programa mantido pela Prefeitura de Xaxim, é um dos seis que fazem parte do Cras daquele bairro, com a coordenação da assistente social Franciele Biasi e atuação da também assistente social Cintia Luviza. Todas estas mulheres, - das alunas às profissionais, foram fundamentais para que o pedido da escola, feito há cerca de três meses, fosse atendido com êxito. Elas, que estiveram na entrega das sacolas, ressaltaram a importância da ação proposta pela escola e abraçada pelo município. “Essas crianças são o nosso futuro. O Cras aceitou de bom coração participar deste projeto, pois são gestos como este que engrandecem nosso município. Sempre estaremos de portas abertas, seja para uma atividade prática como a do Patchwork ou para alguma orientação”, destacou Franciele.

Para entender melhor a ideia e sua motivação, basta vivenciar o ânimo de Iracema Fuzinatto, que é técnica em Biblioteconomia e há três anos trabalha na escola do bairro. Ela viu na sobra do tecido cinza, guardado num depósito, a oportunidade de incentivar ainda mais as crianças para a mágica da leitura. “As crianças levam os livros para casa. Alguns têm mochilinha e outros não ou a esquecem. Como as mãozinhas são pequenas, fica difícil levar os cinco livrinhos do projeto para casa. Tem até aluno que vem com o caderninho na mão”, conta.

Conforme Iracema, o tecido foi adquirido para outra atividade, mas acabou não sendo útil. “Pedi a opinião dos diretores e eles gostaram da ideia. Foi possível fazer 25 sacolas, que serão revezadas, pois são 68 alunos. No ano que vem, penso em fazer mais para cada um tenha a sua”. Resistentes e agora bonitas, as sacolas serão utilizadas exclusivamente pelo pré-escolar, mas todos os alunos da escola participam das atividades de leitura.

LEITURA E PENSAMENTO

O programa “Incentivando a Leitura”, que faz parte do projeto Leitura e Pensamento, integra todos os alunos da escola, que atende da educação infantil ao 9º ano. “Todas as escolas deveriam desenvolver este projeto. Sempre digo às crianças que se não souberem ler não saberão nem mesmo atravessar uma rua ou ler o que está escrito numa placa ou cartaz. Precisamos incentivar nossas crianças. Sempre digo aos pais que comprem livros, pois eles precisam mais do que celulares. É bom o respaldo dos pais com as orientações da escola. Mandamos os cinco livros, na semana seguinte são trocados, e eles sempre contam que leram ou que os ajudaram a ler”.

Dona Natalina ajudou na confecção das corujinhas, que deram graça às sacolas. “Minha filha Genelci e seus coleguinhas irão usar. Fico muito feliz em poder ajudar. Eu não sei ler muito bem, sou quase analfabeta, mas meus filhos sabem ler e também ajudam a caçula”, conta. A pequena Genelci, de seis anos, já é uma leitora assídua. “Gosto de todas as historinhas! O mano me ajuda a ler e eu adoro”.

Dulcimar Dalla Rosa, diretor da escola, expôs que “muitas crianças se apegam a celulares e notebooks e deixam os livros de lado. O que é uma pena, pois está nele o verdadeiro futuro. Nós, como educadores, incentivamos todas as boas práticas e esta é uma delas”.


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