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O poder que Xaxim não quer ter

Por: LÊ NOTÍCIAS
12/03/2018 16:32

Os debates que o LÊ NOTÍCIAS tem levantado ao longo de sua existência editorial, caminha na defesa, permanente, dos interesses de Xaxim. E sempre vai caminhar nesta direção. O jornal, dotado com interesses comunitários, com largos serviços prestados em defesa do cidadão, foi voz para a criação de lei que tirasse, definitivamente, a bebida da rua, debates em favor da retirada da municipalidade da Amai, uma perda de tempo e dinheiro. A troca de ideais, mais claros e evidentes em todas as entidades empresariais, isto é, bandeiras que fortaleçam a interação com as demais da região e do estado, buscas coletivas de interesses sociais.

Ao contrário de tudo isso, a legislatura passada, quando foi enviado aos vereadores pedidos das crianças, das escolas públicas, a lei que proibisse bebida nas ruas da cidade, sem citar nomes, os vereadores foram contrários porque, pertencentes a grupos organizados na cidade, de maioria jovem.

A questão da Amai, por exemplo, morreu no berçário. Não entenderam a lógica desta grandeza. Continuam acreditando que, estar na entidade com sede em Xanxerê, vai trazer grandes conquistas como as adquiridas ao longo dos 38 anos em que faz parte. Tudo está em Xanxerê e as lideranças que estiveram no poder, durante todos estes anos, ficaram preocupados com a oposição e não com posição duras, defensivas e inteligentes.

Por isso que tudo, tudo mesmo, é terciário em Xaxim. Esquecida dentro da Amai, ao lado de Chapecó e sem perspectivas de crescimento porque, divididos em lados de guerra, oposição e situação ficaram se metralhando enquanto Xanxerê comia pelas bordas. Este é o resultado desta luta tola, estúpida e patética.

Agora, mais do que nunca, vive-se uma eleição estadual com grandes chances de se ter, com firmeza, um governador do Oeste, ao contrário, os moradores da região interessada manifestam-se contrários. Aplaudindo os forasteiros e acreditando no carinho e amor que eles têm para com este fundo de quintal esquecido.

A luta é árdua e constante. Não há caminhos em que se possa, de fato, ver resultados mais rápidos e com consistência que não seja o meio político de enfrentamento. Agora é o caminho da verdade e da prova dos nove. Mais que um meio para se chegar ao poder, é saber como chegar, porque, chegar e quais os benefícios disso.

Não é uma candidatura de partido. Mas um quadro do Oeste. O MDB, PP, PSD, PT, PCdoB, PSB, PPS, PTB, PDT e PSDB, todos eles, cada um com suas bandeiras, tem seus interesses particulares, mas se não for antes disso o de toda a região, então para que servem as lideranças? Vão encontrar uma outra onde com condições de enfrentamento real e de possibilidade de chegada? É porque o candidato desta envergadura é do PSD? Então por que o PT não construiu isso? PP? MDB? PSB? PSDB?

A questão então não é o candidato, é o partido? Ou o contrário? Xaxim gosta mesmo de ser apenas um participante e não um líder nato que é de sua natureza. Vão ficar debatendo o sexo dos anjos, defendendo o adversário para ser contrário, apenas contrário, às possíveis chegadas ao poder.

Xaxim é assim mesmo. Gosta de ser segundo, chegar em segundo e permanecer em segundo. A guerra entre os patéticos membros da situação e oposição tem oferecido apenas desgraça para o crescimento da municipalidade. São contra porque são menores que a tolice que cada um carrega. É preciso ser muito forte para ser menor que as piores ideias de ser um eterno anão.

É preciso que Xaxim acorde para seu reinado. Rompendo com sua condição de coadjuvante, em tudo, para ser a dona absoluta de seu destino. Se quer crescer, mostre-se.


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