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A democracia é um cadáver comum

Por: LÊ NOTÍCIAS
19/03/2018 15:13

A morte por assassinato, seja da vereadora Marielle Franco na semana passada e, ontem, do sargento Claudecir Barrionuevo, abre um grito com estrondoso eco de perigo em que o país está vivendo. Grito forte capaz suficiente para chegar às mais distantes democracias do mundo que, agora, olham para o Brasil com os mesmos olhos que tem marcado tensões que o ser humano tem vivido em várias nações do mundo.

Um policial morto em Chapecó ou uma vereadora no RJ dão o tom do tamanho do terror que o Brasil está vivendo. As redes sociais, capazes de tudo, quer dar todas as interpretações possíveis. Utilizam da inocência do desinformado para incutir na cabeça de cada um que eles, o policial e a vereadora, são fruto de um confronto infinito entre o bem e o mal, representado nas pessoas que moram na favela. Lugar este em que há a violência do crime, principalmente da droga que, sabe-se, abastece as cidades onde os ricos moram.

São eles, os ricos, que consomem a droga que a favela vende. Não é apenas a questão do negro, da favela, seja mulher ou não, lá moram pessoas de bem, vencedores que, apenas por não se incluírem no crime, já são vítimas do sistema.

Com voz importante para buscar conhecer os motivos reais do assassinato, a desembargadora Marília Castro Neves do RJ banalizou o assassinato da vereadora como se fosse normal. Não é normal. Como não pode ser normal o assassinato do sargento ontem em Chapecó.

O Judiciário é um campo de grandeza, firmeza e valores que são necessários na democracia, na garantia da lei e nos valores de cidadania. A desembargadora, baseada em um fake news, sempre o fake news, recebido de uma amiga, foi capaz de tecer um comentário infeliz e vergonhoso para quem está sentado ao lado da Lei e que gera ódio nos lados ideológicos da sociedade que, sob o efeito venenoso dos crimes, está ainda em brasa viva, colocando em perigo o centro de tudo isso, ou seja, o cidadão que precisa de proteção e segurança.

Agora, neste momento delicado em que passa o Brasil, todas as vozes reais e de verdade infinita devem se unir para encontrar uma saída para dar garantias de tranquilidade às pessoas. Não o contrário incitando o ódio e confronto.

As palavras cadáver qualquer, não pode ser usada de modo irresponsável por parte da desembargadora como se fosse uma situação normal. Tanto a vereadora, quanto o sargento de Chapecó são vítimas do cinturão grandioso de miséria que ronda as cidades e que tem tombado pessoas de bem como o sargento Barrionuevo ou da representante da favela no RJ. Se ela é do crime, a investigação deve apontar o quadro geral, mas não pode ser normal como um cadáver qualquer.

A desembargadora, ao desconsiderar o assassinato da vereadora de esquerda no Rio de Janeiro, gera ódio e fomenta o confronto entre apoiadores dos dois lados. Ela não fala em nome do Judiciário porque, dentro deste Poder, está a verdade, justiça e capacidade de dar ao país um rumo de valores de cidadania que ela é incapaz de oferecer quando, abrindo a boca para não dizer a isenção, engatilha o enfrentamento perigoso da qual o perdedor disso, é o cidadão de bem.


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