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Investimentos Criciúma

Curiosidades da igreja

Por: Celso Zamarchi Cenci
11/11/2016 14:40 - Atualizado em 11/11/2016 14:41
(Foto: Divulgação/Celso Cenci) (Foto: Divulgação/Celso Cenci)

No curso de jornalismo tem, além do tradicional TCC, um outro trabalho pra conclusão do curso. Esse outro trabalho é basicamente fazer um produto, ou seja, um jornal, uma revista, um programa de rádio ou televisão, um documentário, enfim. Tanto a forma do trabalho quanto o tema são de livre e espontânea escolha do estudante. O meu é um documentário sobre os primórdios da nossa paróquia e a construção da igreja matriz.

Pra fazer o dito documentário eu fiz algumas entrevistas, farei outras e consultei os arquivos da paróquia. Assim fiquei sabendo de alguns fatos curiosos sobre nossa história. Uma delas, por exemplo, é que em certa feita o frei Bruno foi rezar uma missa no interior com primeira comunhão. Isso foi de manhã. À tarde um morador da localidade rural chegou na cidade avisando que um dos que receberam a primeira comunhão tinha vomitado e a hóstia estava quase totalmente intacta lá no meio. Um morador da cidade pegou o carro, embarcou seu filho, que era coroinha, e o frei Bruno e foi pra lá. Chegando ao lugar o povo estava todo ajoelhado em volta do “produto” rezando. Diz o ex-coroinha que o padre, tamanha era sua fé, pegou a hóstia e a ingeriu.

Um item interessante é que foi feita uma olaria específica pra fazer os tijolos pra matriz. A areia era trazida do porto do Goio-Ên nos caminhões que levavam pro dito porto as madeiras extraídas da região. Porém, era caro trazer tijolo. No fim das contas fizeram a tal olaria lá onde hoje tem o bairro Flor. consta num dos livros de registros da paróquia o local de onde foi tirado o barro pra fazer os tijolos. Diz o registro que era pego o barro no terreno onde se situava na época o hotel do Dall Bello. Hoje tem um prédio no lugar, sendo que nas salas comerciais localizam-se o Boticário, o Sicredi e outros estabelecimentos. Lá tinha um barro especial, pois diz o tal arquivo que tijolos feitos com certos tipos de barro não seguravam o reboco. Na cidade só lá tinha o tal barro certo.

E na questão da areia, era necessário peneira-la, pois vinha em estado bruto do Goio-Ên. Tinham peneiras grandes pra isso. Eis que os alunos da escola saiam da aula e iam brincar na praça. Um dia se inventaram de brincar de peneirar areia. O mestre-de-obras percebeu que o serviço saía bem feito. Total, ele fez dez peneiras e organizava, segundo o doutor Darci Lopes, campeonatos pra ver quem peneirava mais areia. No fim já tinha um eito de areia pronta pra fazer o cimento.

Enfim, são diversas histórias interessantes que Xaxim tem pra contar, porém a maioria vai ficando apenas na memória dos mais antigos e se vai com eles. Por isso que temos que preservar a memória de nosso município. Certa vez um padre disse: uma pessoa que não sabe de onde vem, não sabe para onde vai.


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