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Santa Catarina se destaca com programa científico de controle da cigarrinha-do-milho

Por: LÊ NOTÍCIAS
10/11/2025 14:45
Divulgação A média estadual da cigarrinha-do-milho em Santa Catarina está baixa, com menos de sete insetos por armadilha, o que reflete o bom manejo inicial dos agricultores A média estadual da cigarrinha-do-milho em Santa Catarina está baixa, com menos de sete insetos por armadilha, o que reflete o bom manejo inicial dos agricultores

A média estadual de cigarrinhas-do-milho é de menos de sete insetos por armadilha, índice considerado baixo pela pesquisadora da Epagri/Cepaf, Maria Cristina Canale, responsável pelo programa Monitora Milho SC. Esse resultado pode ser reflexo do trabalho realizado pelos agricultores no manejo inicial das lavouras, principalmente durante o estágio vegetativo, momento crítico para a infecção pelos patógenos dos enfezamentos.

No entanto, o levantamento realizado entre os dias 27 de outubro e 03 de novembro aponta um crescimento no número de cigarrinhas nos municípios de Rodeio, no Vale do Itajaí, e Braço do Norte, no Sul de Santa Catarina. Além disso, as lavouras do Extremo-Oeste são consideradas críticas, devido à recorrência dos fitopatógenos do milho no inseto vetor detectada em semanas consecutivas. Maria Cristina acredita que o crescimento populacional dos insetos, principalmente no Extremo-Oeste, se deve ao estágio avançado das lavouras naquela região.

A pesquisadora explica que as lavouras catarinenses se encontram em diferentes estágios vegetativos e produtivos, com alguns plantios chegando ao final do ciclo, entre V5 e R5. Maria Cristina recomenda que o manejo inicial seja realizado com inseticidas de contato, aliados a produtos biológicos, sempre que possível, para controlar os insetos que estão migrando para os plantios. Os produtores também devem fazer o manejo com sistêmicos para conter a geração de insetos que são produzidos dentro do ciclo da cultura, evitando a disseminação da doença na lavoura.

O programa Monitora Milho SC coleta e divulga semanalmente informações levantadas em 55 lavouras distribuídas em todo o Estado de Santa Catarina, permitindo que o setor produtivo acompanhe a evolução da população de cigarrinhas e as infecções causadas por esses insetos.

O ataque de cigarrinhas infectadas com os patógenos dos enfezamentos pode comprometer substancialmente a produção de lavouras de milho. Para acompanhar a situação, foi criado no começo de 2021 o programa Monitora Milho SC, uma iniciativa do Comitê de Ação contra Cigarrinha-do-milho e Patógenos Associados, composto pela Epagri, Udesc, Cidasc, Ocesc, Fetaesc, Faesc, CropLife Brasil e Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária. O Programa Monitora Milho SC se destaca como uma das principais iniciativas científicas da Epagri, conquistado reconhecimento em diversos eventos nacionais e internacionais. Sua metodologia tem servido de referência para ações similares em outros estados brasileiros e até para o exterior.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS PARA OS PRODUTORES

A pesquisadora Maria Cristina Canale, do Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar da Epagri (Cepaf), explica que as informações geradas pelo monitoramento são fundamentais para a convivência da agricultura com a cigarrinha e as doenças transmitidas por ela. “Embora os enfezamentos já sejam conhecidos no país há algumas décadas, nós observamos que os surtos ocasionados por esses problemas têm sido bastante frequentes em todas as regiões produtoras do Brasil. Então é necessária a convivência do setor produtivo com o problema a partir de agora, inclusive aqui em Santa Catarina, com a participação ativa de todos os produtores envolvidos com a produção de milho, no manejo integrado regionalizado”, ressalta.


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