O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Processamento de Dados, Serviços de Informática e Similares de Santa Catarina (SINDPD-SC) vem a público repudiar uma série de ataques e informações falsas que têm circulado nas redes sociais, atribuídas ao grupo autodenominado Revolution. Segundo a direção, as publicações distorcem fatos e tentam deslegitimar o processo eleitoral democrático e transparente da entidade, que ocorre no dia 26 de novembro de 2025.
O texto divulgado como “Manifesto pela democracia no SINDPD-SC” contém uma sequência de inverdades, conforme detalha a atual diretoria. Uma das mais graves é a acusação de que a gestão atual estaria há quatro décadas no poder — uma afirmação totalmente falsa. A atual direção foi empossada em 16 de dezembro de 2022, após eleições regulares e com registro homologado pela Justiça do Trabalho.
Outro ponto distorcido pelo grupo é a alegação de “irregularidades” no processo eleitoral em andamento. O SINDPD-SC esclarece que o calendário e o regimento eleitoral foram aprovados pela categoria em assembleia soberana, realizada no dia 29 de outubro, conforme determina o Artigo 11 do Estatuto. A assembleia foi devidamente convocada e publicada em jornal de grande circulação, respeitando todos os trâmites legais.
“A tentativa de confundir a categoria é evidente. O processo está amparado em todos os requisitos legais, com total transparência e acompanhamento da base”, reforça a direção do sindicato.
Segundo o SINDPD-SC, o grupo Revolution tem recebido apoio de advogados e dirigentes de sindicatos de São Paulo e Paraná, além de representantes da Federação Nacional dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação (FENATI). Esses profissionais participaram de assembleias em Florianópolis e tentaram interferir em decisões que são de competência exclusiva dos trabalhadores catarinenses.
O sindicato questiona o real interesse dessa movimentação interestadual. “É legítimo perguntar por que dirigentes e advogados de outros estados estão tão empenhados em interferir em um processo interno de Santa Catarina”, pontua a nota.
A situação se torna ainda mais controversa diante da própria divulgação do grupo Revolution, que afirma que seus advogados atuam de forma pró-bono, ou seja, gratuitamente. Para a direção do SINDPD-SC, essa suposta “generosidade” levanta mais dúvidas do que esclarece.
“Profissionais de São Paulo e Paraná, que se deslocam, hospedam-se e atuam de graça em Santa Catarina, precisam ter sua real motivação esclarecida. Seria uma defesa ideológica espontânea ou um investimento em futuras ações trabalhistas num sindicato sólido e respeitado?”, questiona o comunicado.
O SINDPD-SC ressalta que possui um histórico reconhecido de conquistas jurídicas e negociações coletivas vitoriosas, o que desperta interesse em setores externos que buscam espaço político e visibilidade sindical.
A direção também refuta a alegação de que “todo o processo eleitoral está sob questionamento judicial”. O que existe, segundo o sindicato, é uma única ação movida pelo grupo opositor, que tenta judicializar uma disputa legítima. “A Justiça está cumprindo seu papel de analisar o processo, não de suspender ou interferir em sua realização. Isso é parte da democracia, e não um indício de irregularidade”, explica o SINDPD-SC.
Com quase 40 anos de história, o SINDPD-SC reafirma seu compromisso com a autonomia sindical, a verdade e o respeito à vontade soberana da base trabalhadora. “O sindicato pertence aos trabalhadores de Santa Catarina, e continuará sendo construído com diálogo, trabalho e transparência — não com narrativas fabricadas por interesses externos”, conclui a nota.
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