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Assassinato em série de policiais mostra fragilidade do Estado; cidadão é alvo; coronel Hemm no Duas Perguntas

Por: Marcos Schettini
28/03/2018 09:25 - Atualizado em 28/03/2018 13:08

Encurralados para sempre ou reação imediata

Os deputados estaduais e federais que esta semana voltam para suas casas para viver o clima de Páscoa, que marca a semana, estão levando, também, as perguntas que toda a sociedade quer que eles respondam, há décadas, mas que nunca foram ditas. Os parlamentos, todos eles, são compostos por pessoas boas que podem dar passos importantes para reagir contra o que eles, também, são vítimas. Não estão à parte da sociedade, mas inserido nela, representantes que podem sinalizar algo concreto. Não é apenas um ato de tirar a Cidadania de Lula, mas oferecê-la aos catarinenses, roubada todos os dias pela indiferença demonstrada.



O Sr. deixa o comando da PM, mas o trabalho continua?

Após 38 anos de efetivo serviço, deixei recentemente o Comando-Geral da Polícia Militar de SC, e acredito ter atingido o objetivo proposto de ser um policial humano, mas ágil. As tristes notícias de assassinato de nossos policiais pela força do crime, nos mantém na luta para agirmos contra os bandidos em favor da sociedade. Os marginais crescem e se proliferam como ratos em guetos, com a Lei protegendo eles, e não o cidadão de bem. O policial que colocou sua vida em risco é o criminoso e o bandido passa a ser o mocinho, protegido pela Lei que solta. Quantos policiais precisam morrer para que mudem a Lei?

Por que bandido é tratado melhor que o cidadão de bem?

Porque a Lei age contra o cidadão e oferece abrigo ao criminoso. Esta é a regra básica que impede a ação do policial que prende e a Justiça, por força da lei, solta. Bandido deve ser tratado como bandido. Quantas Carolines e policias precisam morrer para se entender isso? A Lei não muda para o criminoso, ou seja, que o impeça de agir, mas nós que somos policiais, carregamos a pena de morte no bolso que é a nossa carteira de identidade. Eles não estão matando no exercício da nossa profissão, mas pela profissão que abraçamos. Esta mudança precisa acontecer agora.


Acabou

O crime, como a sociedade tem conhecido, tomou conta do país e a reação conhecida nestes tempos, com forte reação contra os Direitos Humanos, mostra bem que, a morte de dois policiais em menos de 15 dias, que o crime está vencendo.

Refém

Ontem, os policiais em todas as regiões de SC, pararam para fazer homenagens à policial Caroline Pletsch que foi assassinada, em férias, no RN. O sargento, seu esposo, Marcos Paulo, por pouco não tombou. É o número do mal vencendo.

Politicagem

Claro que a segurança será tema permanente dos debates que os candidatos farão ao longo da campanha eleitoral e, os números das baixas de policiais, vai fortalecer a tese de que, ou libera o policial para agir ou o bandido vence.

Tecnologia

As viaturas da PM com características de 1.0, motor impossível de alcançar o crime que, correndo com potentes motores de carros roubados, não consegue responder à altura. Sem o que há de melhor, o melhor é o bandido.

Discursos

Os oficiais Ricardo Alves, Paulo Henrique Hemm e Colpani, que choravam junto aos policiais na homenagem feita a Caroline, sabem, sem poder falar, que a derrota de tudo é a Lei feita por quem, como se vê, trabalha poucas horas em Brasília.

Varal

A exposição que os policias vivem no dia a dia, seja com aquelas ridículas viaturas, muitas sucateadas, algemados pela força de uma Lei que os diminui perante crime, é parte dos índices de baixas vistas em SC e no Brasil inteiro e que não tem solução.

Eleições

Os deputados federais, estaduais e senadores, além do governador e presidente com seus vices, falam muito, sem parar muitas vezes, e não diz o que o cidadão quer ouvir. Por isso que o radicalismo de extremos observado, ganha corpo.

Extremos

O governador Raimundo Colombo citou que o perigo está nos extremos e tem suas razões para afirmar isso porque, em todos os lugares onde estas forças assumiram o poder, as consequências foram destrutivas. Mas então, qual a saída?

Eles

A PM de SC, vendo seus pares caindo como folhas no outono, sabe que dentro de cada policial a fúria ganha volume e dimensões incontroláveis. E estão imóveis pela Lei criminosa que os mata lentamente diante da própria impotência de reação.

Quadrado

Os policiais sabem que não há o que fazer diante da Lei que sufoca seus gritos, algema suas mãos, uma camisa-de-força que prende suas iniciativas de combate. Eles, percebendo-se assim, veem-se vencidos. O que deveria livrá-los, prende.

Socorro

Não é apenas o cidadão que está violentado, os policias igualmente. Pais de família, voltando para suas casas, estão percebidos nas movimentações e marcados como gado a distância para, no momento certo, serem abatidos.

Guerra

O efeito do assassinato visto no rosto de cada policial, ontem em SC, é de agir imediatamente porque, não é somente o bandido de RN, mas do RJ, SP, RS, PR, MG, na federação. Quando os Estados não têm sua própria Constituição, o erro é nacional.




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